Título mundial da Espanha completa dez anos; relembre por onde andam os campeões
Foto: Divulgação / Fifa

A geração espanhola que encantou o mundo pelo nível técnico atingiu o auge há dez anos, em 11 de julho de 2010, com a conquista da Copa do Mundo no Estádio Soccer City, na África do Sul. Dos 23 convocados, 13 continuam em atividade. Um deles é o meio-campista Iniesta, autor do gol do título naquele 1 a 0 sobre a Holanda.

Os demais são o goleiro Pepe Reina, os zagueiros Albiol, Piqué e Sergio Ramos, os meio-campistas Sergio Busquets, David Silva, Cesc Fábregas e Javi Martínez, os atacantes Fernando Llorente, Jesús Navas, Juan Mata e Pedro.

Este foi o primeiro título mundial da Espanha e o terceiro vice-campeonato dos holandeses após chegarem às finais de 1974 e 1978. Comandante daquela conquista, Vicente del Bosque seguiu à frente da Espanha para a disputa da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Mesmo com a eliminação na primeira fase, com duas derrotas e um 3 a 0 sobre a Austrália, ele continuou no cargo até a Eurocopa de 2016, quando a Itália levou a melhor no confronto das oitavas de final.

Em 2010 os espanhóis tomaram um susto logo na estreia, com derrota para a Suíça por 1 a 0 com gol de Gelson Fernandes. Daí pra frente Casillas também só levou mais um gol - do chileno Millar. A Fúria embalou seis vitórias consecutivas, sendo uma delas na prorrogação - a final. Autor de cinco dos oito gols no Mundial, o atacante David Villa foi o artilheiro da equipe.

A convocação surpreendeu a imprensa espanhola porque o brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna foi cortado da lista final que foi para a África do Sul.

Final da Copa do Mundo de 2010

  • Local: Estádio Soccer City, em Johanesburgo (África do Sul)
  • Gol: Iniesta, aos 10 minutos do 2º tempo da prorrogação
  • Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (HOL); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (ESP).
  • Cartão vermelho: Heitinga (Holanda)
  • Arbitragem: Howard Webb, Darren Cann e Michael Mullarkey (Inglaterra)
  • Público: 84.490
  • ESPANHA (1) - Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Busquets, Xabi Alonso (Fabregas), Xavi e Iniesta; David Villa (Fernando Torres) e Pedro (Jesús Navas). Técnico: Vicente del Bosque.
  • HOLANDA (0) - Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben. Técnico: Bert van Marwijk.

O elenco campeão 

Dos três goleiros, Pepe Reina é o único que continua em atividade. Campeão da Champions League com o Liverpool em 2005, atualmente está com 37 anos e defende o Aston Villa, que luta contra o rebaixamento na Premier League. O titular Casillas que na época vestia a camisa do Real Madrid transferiu-se para o Porto, sofreu um infarto em maio de 2019 e interrompeu sua trajetória no futebol em fevereiro deste ano para virar dirigente do atual líder do Campeonato Português. Já Víctor Valdés atuou pela última vez no Middlesbrough e deixou os gramados em 2018.

Dois pilares daquela defesa, Piqué e Sergio Ramos seguem como titulares no Barcelona e Real Madrid, respectivamente. O polivalente defensor que também joga como ala tornou-se neste ano o zagueiro mais goleador da história do Campeonato Espanhol. Naquela ocasião ele atuou na lateral direita e então Puyol entrou na zaga. O ídolo catalão inclusive marcou o único gol da vitória na semifinal diante da Alemanha e jogou até 2014, quando virou dirigente do Barça. Na esquerda estava Capdevila, que despediu-se dos gramados em 2018, após jogar pelo Santa Coloma, de Andorra.

Em relação aos reservas, o lateral Albiol que era do Real Madrid atualmente está no Villarreal. Já o zagueiro Marchena deixou o Valencia e passou ainda por Villarreal e La Coruña até se aposentar no futebol indiano em 2015. Para completar, Arbeloa trocou o Real Madrid pelo West Ham e colocou um ponto final na carreira em junho de 2017.

Xabi Alonso e Xavi Hernández são os dois únicos entre os sete meio-campistas convocados que não jogam mais. O primeiro parou em 2017, no Bayern de Munique, e hoje trabalha no time B da Real Sociedad, clube que o revelou. Já o camisa 8 daquela seleção saiu do Barcelona para encerrar a carreira no Al-Sadd. A partir daí ele seguiu no clube do Catar como técnico.  

Assim como Piqué, o volante Busquets segue no Barcelona. Os outros três meio-campistas trocaram de clube - David Silva, Fabregas Javi Martínez deixaram Valencia, Arsenal e Athletic Bilbao, respectivamente, e hoje estão no Manchester City, Monaco e Bayern de Munique.

Os atacantes David Villa e Fernando Torres se aposentaram em 2019 no Japão, mas por clubes diferentes. O artilheiro da Espanha jogou até os 37 anos, no Vissel Kobe, como campeão da Copa do Imperador. Já o camisa 9 passou em branco no Mundial e abandonou o futebol aos 35 anos. Seu último clube foi o Sagan Tosu.

Juan Mata convocado quando atuava pelo Valencia desde 2014 é atleta do Manchester United. Pedro e Llorente deixaram Barcelona e Athletic Bilbao e agora jogam no Chelsea e Napoli, respectivamente.

O último da lista é Jesús Navas, que passou pelo Manchester City mas em 2017 voltou para o Sevilla, onde é ídolo da torcida. A principal mudança para ele foi na posição, sendo que o ex-atacante atualmente é escalado na lateral direita.

VAVEL Logo