Itália
surpreende fora de casa e bate Holanda pela Liga das Nações
Foto: Divulgação/UEFA

A Itália derrotou a Holanda de forma surpreendente apesar do magro placar de 1 a 0 nesta segunda-feira (7) pela segunda rodada da Liga das Nações. Na Johan Cruijff Arena, em Amsterdam, o único gol da partida foi marcado por Barella.

A Laranja Mecânica ia para o segundo jogo com o favoritismo. Com peças jovens e promissoras, a equipe apostava na posse de bola e na qualidade do setor ofensivo. Do outro lado, a Azzurra não entrava em campo com a postura defensiva que a caracterizou por anos, mas sim com a atitude de propor o jogo.

Na primeira rodada, a Holanda venceu a equipe da Polônia pelo placar de 1 a 0. Já a Itália não saiu do empate em 1 a 1 com a Bósnia e Herzegovina. Com isso, os holandeses lideravam o grupo 1, enquanto os italianos ocupavam a terceira posição.

Estratégias

Dwight Lodeweges, técnico interino, montou a equipe no 4-3-3, sem meia de origem. No gol, Cillessen. Veltman e Van Dijk formaram a dupla de zaga, enquanto Hateboer e Aké cuidaram das laterais.

No meio-campo, De Roon, Van de Beek e Frenkie de Jong compuseram a trinca de volantes, com marcação e construção ofensiva. Mais à frente, Wijnaldum atacava pela direita, Promes pela esquerda e Depay mais centralizado, porém com bastante movimentação.

Roberto Mancini também optou pelo 4-3-3 sem um camisa 10 de origem. Donnarumma cuidou do gol. A zaga contou com Bonucci e o experiente Chiellini. Nas laterais, D'Ambrosio pela direita e Spinazzola pela esquerda.

O meio-campo tinha Barella, Jorginho e Locatelli no trio de volantes, que também se preocupava com a ligação ofensiva. No ataque, Zaniolo subia pela direita, Insigne mais participativo pela esquerda e Immobile cuidando da área com movimentação.

Itália se impõe ofensivamente, enquanto Holanda não se encontra em campo

A primeira etapa não tardou a mostrar que as previsões iniciais não seriam cumpridas. Logo aos seis minutos, a Itália já apresentava a postura de manter a bola e propor o jogo, sem superioridade de posse para a Holanda. Apesar da ausência de meias de origem, ambas as equipes trabalhavam bem no meio-campo, com compactação.

Aos 15, o jogo era lá e cá, mas sem chances reais. Até que a Azzurra iniciou um domínio que teria ao longo de toda a partida. Os italianos encontravam boas enfiadas, deixando a última linha de marcação holandesa para trás, principalmente no corredor esquerdo de ataque.

Aos 23 minutos, a posse de bola italiana era de 61% e foi pouco alterada até o fim, muito diferente do que se esperava, principalmente contra o adversário em questão. A Itália rodava a bola no campo de defesa para chamar a Laranja Mecânica e pressionava na saída de bola, passando pouco tempo sem a bola no pé.

Insigne se destacava no jogo, ativo no ataque pela esquerda, construindo e finalizando. Performance, inclusive, que manteve na volta do intervalo. Roberto Mancini precisou alterar a equipe pela lesão de Zaniolo. Moise Kean entrou em seu lugar. E, já aos 45 minutos, boa troca de passes pela ponta-esquerda, Immobile cruzou já dentro na área na cabeça de Barella, que subiu mais que a marcação para abrir o placar do lado italiano.

No segundo tempo, o cenário continuava o mesmo. A Azzurra com marcação alta, 60% de posse contra uma Holanda sem criatividade e atitude. A Laranja, simplesmente, não conseguia fazer seu jogo de troca de passes e ofensividade. Aos dez minutos, eram quatro finalizações contra dez do adversário.

Aos 12, Dwight Lodeweges resolveu trocar: van de Beek saiu para a entrada do ponta-esquerda Bergwijn, na tentativa de renovar o setor ofensivo. Hateboer também deu lugar a Dumfries. Substituições que não deram resultado em campo, e a Itália continua ditando o ritmo do jogo, trocando passes e chegando na área adversária.

Aos 35, mais trocas. Locatelli saiu do lado italiano para a entrada de Bryan Cristante. E, na Holanda, Aké deu espaço para o centroavante Luuk de Jong, esperança ao menos do gol de empate. Foi quando o time da casa resolveu atacar. Nos últimos dez minutos de partida (mais acréscimos), a Laranja não saiu do campo de ataque. Ainda deu tempo de Insigne sair para a entrada de Chiesa. A Holanda jogava bola na área, mas sem ser eficiente. Final de jogo sem alteração no placar.

Classificação e próximos compromissos

Com a derrota em casa, a Holanda foi ultrapassada pela própria Itália e caiu para a segunda posição com três pontos. O próximo compromisso da Laranja Mecânica é apenas no dia 7 de outubro contra o México em amistoso internacional. Pela Nations League, enfrenta a Bósnia no dia seguinte, 8 de outubro, às 15h45.   

Já a vitoriosa Itália saltou para a liderança do grupo 1, com quatro pontos. A Azzurra volta a campo também no próximo dia 7, quando recebe a Moldova em amistoso internacional. E, pela Liga das Nações, encara a Polônia no dia 11 às 15h45.

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