Com
muitos atributos, Women’s Super League desperta atenção dos fãs do futebol
feminino
Foto: Divulgação/Barclays FA WSL

O futebol é muito praticado ao redor do mundo, mas somente a Inglaterra consegue criar esse equilíbrio entre seleções nacionais e ligas masculinas e femininas. Os ingleses, no geral, não decepcionam na qualidade de seus campeonatos e na montagem de seus times.

No English Team, o técnico Gareth Southgate vem recuperando o respeito que a seleção masculina perdeu com precoces eliminações nas últimas Copas e Eurocopas e, aproveitando boa safra de jogadores que surgiram nos últimos anos no país europeu, está fazendo trabalho promissor para a Copa do Mundo de 2022.

Na seleção feminina, as Lionesses foram longe nas últimas edições do Mundial Feminino. Em 2015, as inglesas ficaram com o terceiro lugar, enquanto em 2019, ocuparam a quarta colocação. A equipe treinada por Phil Neville também possui jogadoras talentosas e entra como favorita ao título nas competições que disputa.

A Premier League, que por muitos é considerada o melhor campeonato do mundo, virou referência em jogos de qualidade, de times bem sucedidos e com grandes jogadores fazendo parte da liga. Além disso, se destaca pelo sucesso financeiro e dos estádios sempre cheios.

Em semelhança com a Premier League, a Women’s Super League, a principal liga feminina do país, vem chamando atenção dos admiradores do bom futebol. Assim como no masculino, os clubes estão fazendo investimentos pesados para terem as melhoras jogadoras, as melhores equipes no coletivo, e principalmente, faturar títulos.

A decisão da Community Shield Feminina realizada entre Chelsea e Manchester City, por exemplo, foi jogado com alto nível técnico entre os times e com muitas oportunidades de gols criadas. O jogo foi muito elogiado pelo público brasileiro, que agora deseja acompanhar a WSL mais de perto.

Contratações

Para a edição 2020-21, os clubes não economizaram e gastaram muito em contratações. O atual campeão Chelsea, para deixar o plantel mais enriquecido, realizou a compra mais cara da história do futebol feminino: desembolsou 300 mil libras para contar com Pernille Harder, artilheira dinamarquesa do Wolfsburg na última temporada.

O Manchester United, enquanto isso, preferiu olhar para os talentos dos Estados Unidos, país atual campeão mundial, para contratar Christen Press e Tobin Heath, que são principais destaques do futebol norte-americano.

Rival das Red Devils, o Manchester City também se mexeu no mercado de transferências. Rose Lavelle e Sam Mewis, ambas norte-americanas, são outras jogadoras estrangeiras que irão atuar na WSL. Os Citizens repatriaram a lateral Lucy Bronze, que já foi jogadora do clube de 2014 a 2017, e retorna após passagem vitoriosa no Lyon.

Times tradicionais participam da competição

Os participantes da Women’s Super League têm muita história contar, justamente porque são times tradicionais no futebol masculino e que também querer construir um bom histórico no futebol feminino.

A WSL atualmente conta com doze clubes: Arsenal, Everton, Brighton, Manchester City, Manchester United, Chelsea, Tottenham, West Ham, Aston Villa, Birmigham, Bristol City e Reading.  

Em momento totalmente oposto ao time masculino, o Liverpool Women foi rebaixado na última temporada e disputa atualmente a segunda divisão. A expectativa é de que as Reds possam voltar à elite no próximo ano.

Detalhe financeiro

Como mencionado, a Inglaterra é um dos poucos países que consegue ter equilíbrio entre suas seleções e ligas. Ou seja, seleção feminina tem desempenho semelhante com a seleção masculina e atravessam bom momento juntos e as ligas se assemelham em questão de qualidade e investimento dos campeonatos.

Outro motivo que ajuda no crescimento da WSL é a igualdade na remuneração entre jogadores e jogadoras da seleção inglesa. A Football Association (FA) anunciou na última quinta-feira (3) que os atletas estão recebendo salários iguais, como taxas e bônus, desde janeiro. Sendo assim, a equiparação é um exemplo de progresso.

Como acompanhar a WSL

A FA disponibiliza o aplicativo The FA Player, que o fã brasileiro pode baixar no celular para acompanhar as rodadas, a classificação e os jogos ao vivo. Para ter acesso, basta apenas criar uma conta gratuita. O app irá transmitir todas as partidas que serão realizadas nos dias 12 e 13 de setembro.

VAVEL Logo