Empresário brasileiro, Ronnie Garcia explica como é atuar no futebol polonês
Foto: Arquivo Pessoal

Carioca, 40 anos e morador da Polônia, Ronnie Garcia jogou profissionalmente em alguns times do Rio de Janeiro, Minas Gerais e da Espanha, mas a carreira não vingou, e depois de trabalhar em uma multinacional por alguns anos, decidiu que precisava voltar a atuar no ramo que sempre gostou: o futebol. Começou ajudando dois garotos da periferia do Rio em 2013 e desde então não parou mais. Atualmente foca em levar para a Europa jogadores sem oportunidades no Brasil.

“A ideia é trazer para a Polônia os garotos que possuem o dom com a bola nos pés, mas não tem oportunidade no Brasil, sabemos que aí é tudo mais complicado. Aqui eu dou toda atenção necessária e os coloco para jogar. Brasileiro aqui é muito respeitado, mas infelizmente nem todos se adaptam, principalmente, quando o assunto é o clima”, revela o empresário.

Ronnie parou de jogar em 2006 e viu uma imensa lacuna na participação dos empresários na carreira de um atleta. Ele comenta que se vê na pele dos garotos que ele leva para a Polônia. 

“Muitos garotos chegam na fase da desistência, assim como foi comigo, e os motivos são sempre os mesmos, a falta de oportunidade, empresários que prometem mundos e fundos e dão o golpe. Eu vivi tudo isso na pele, então tento fazer por eles o que não fizeram por mim quando jogava”, desabafa.

Na visão de Ronnie, os jogadores precisam aproveitar a oportunidade de estar dentro das quatro linhas, em atividade e recebendo se salário, e que melhores momentos serão consequência do trabalho.

“Converso muito com todos, e sonho com o sucesso deles. Jogar uma primeira divisão da Europa ou até mesmo na seleção polonesa, quem sabe. Como falo com eles, é necessário agarrar as oportunidades, se entregar, jogar o seu futebol que o sucesso vem”, conclui.

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