Atlético de Madrid e Huesca empatam sem gols em jogo de
pouca inspiração
Foto: Divulgação/Atlético de Madrid

Na última quarta-feira (30), o Huesca recebeu no El Alcoraz o Atlético de Madrid, em jogo válido pela 4ª rodada do Campeonato Espanhol. Fora de casa e em um jogo até com muitas finalizações, sendo nove do Huesca e 16 do Atlético, o jogo não saiu do zero no placar.

Estratégias

O Huesca entrou na famosa 4-2-3-1, onde a linha de defesa era formada por López, Pulido, Siovas e Galan. Na frente da defesa estavam Mosquerda e Seoane fazendo a saída de jogo. Mais na frente, Ferreiro e Borja García saíam das laterais para o meio, com Mikel Rico centralizado, jogando entre as linhas do Atleti (marquem essa jogada).

Okazaki se juntava a ele indo para a área dos colchoneros. Com isso o Huesca tentava pressionar o Atleti.

Já o Atlético de Madrid entrou com sua formação clássica: 4-4-2. Trippier, Felipe, Hermoso e Renan Lodi faziam a primeira linha. A segunda linha tinha Llorente, Partey, Saúl e Vitolo formando ela. No ataque, João Félix e Suárez faziam a dupla de ataque. Com isso o Atleti tentava manter a bola e ir ao ataque, apesar de ser uma formação diferente da que bateu o x por 6 a 1.

A partida

Apesar da pressão dos colchoneros, aos 11 minutos, a primeira jogada de perigo foi por parte do Huesca, com um chute de fora de Mikel Rico, que passou raspando a trave esquerda. Aos 18, mais uma jogada dos donos da casa: em um escanteio, o Seoane desviou e Siovas desviou por cima do gol, no susto, sozinho, perdendo a chance de abrir o placar!

Com 24 minutos, João Felix bateu uma falta frontal por cima da barreira e por cima do gol. Essa foi a primeira chance do Atlético de Madrid.

Com menos jogadas de perigo, o Atleti teve mais a bola, tendo 57% de posse, contra 43% do Huesca. O jogo ficou truncado muito pela forma de jogar das equipes, que tentavam a pressão no ataque e jogadas pelo meio.

No intervalo, Simeone trocou Vitolo por Correa. Em princípio, a formação não muda muito. Correa ficou pela direita e Llorente foi pela esquerda, além de Correa ser mais incisivo em suas jogadas.

Aos 11, em uma jogada um tanto quanto estranha, Felipe não tirou bem e a bola sobrou para Ferreiro, que bateu forte no meio do gol, mas nas mãos de Oblak. Dois minutos depois, Suárez recebeu uma ótima bola de João Félix e tentou tirar o goleiro, pela esquerda, mas ficou sem ângulo e quando finalizou, Fernández espalmou para escanteio!

Após essa jogada, Diego Costa entrou no lugar de Suárez. A pressão do Atleti seguiu e João Félix desfilou sua habilidade, tirando a marcação na entrada da área e batendo de direita, mandando pelo lado direito de Fernández!

Aos 25, Ontiveros, que havia acabado de entrar na partida no lugar de Borja García junto com Rafa Mir no lugar de Okazaki, recebeu na esquerda, levou pro meio e bateu forte, mas mandando pra fora.

Aos 35, a pressão do Atlético de Madrid, que já chegava em 61% de posse de bola, se mostrava efetiva quando em duas jogadas, Koke e João Félix conseguiram finalizar dentro da área, mas foram travados.

E aos 44, mais uma jogada maluca na área. A defesa não tirou a bola da área e ela sobrou na direita para Diego Costa, que bateu pro meio e viu ela pegar nos defensores. Nisso ela sobrou no meio para João Félix, que soltou o pé, mas Fernández espalmou para longe.

Apesar de toda a pressão, com a posse aumentando e mais finalizações no fim do jogo (16 x 9), o Atlético não conseguiu o gol, assim como o Huesca também não. Oura prova disso foram as finalizações no gol, com três dos donos da casa e duas (!!!) dos visitantes. Números decepcionantes. E uma prova da pressão efetiva: Fernández foi eleito o melhor em campo.

Próximos jogos e classificação

Com o resultado, o Atlético se manteve na oitava posição, com quatro pontos em dois jogos. Já o Huesca fica na 16ª, com três pontos em quatro jogos, com três empates e uma derrota.

Pela 5ª rodada, o Atlético enfrenta o Villarreal no sábado (3), às 11h. Já o Huesca encara o Elche, às 13h30 do mesmo dia.

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