Conflitos de transmissão televisiva colocam em risco vitrine da Ligue 1
Foto: Reprodução arquivos AFP

A polêmica instaurada durante a semana passada ganha novos capítulos. Na França, sindicatos relacionados à Mediapro, uma empresa de serviços técnicos, está para ser retirada do contrato entre a Liga de Futebol Profissional (LFP) e a emissora Teléfoot - que também está com contrato ameaçado e deve ser extinta após quebras no acordo.

Tudo começou com o caso Teléfoot. Pagamentos relacionados aos meses de outubro até dezembro não foram realizados e os direitos televisivos da Ligue 1 e 2 serão expirados. Para o campeonato não ficar sem passar jogos, estima-se que a empresa recorra à ajuda espanhola, porém o Sindicato citado quer as garantias de pagamento. 

Após o primeiro caso, nesta quarta-feira o próprio Sindicato realizou uma greve com cerca de 50 funcionários da Mediapro France, segundo o jornal L’Équipe. Confirmado também pelo diário L’Est-eclair, de Troyes, nesta quinta-feira uma reunião deverá acontecer com Jaume  Roures, CEO da Mediapro France.

Tudo indica que caso as conversas não evoluam, e os pedidos dos funcionários não sejam aceitos ou revistos, as transmissões deste fim de semana - sexta e sábado (Ligue 2), sábado e domingo (Ligue 1), ambas em sua 16ª rodada - estejam ameaçadas na televisão.

Segundo o próprio jornal L’Est-eclair, uma fonte ligada ao sindicato e de identidade preservada, garantiu que cerca de 100 funcionários irão aderir o movimento, caso suas exigências previstas em contrato não sejam resolvidas.

Neste cenário de indecisão, a emissora Teléfoot vive seus últimos dias no ar. Estima-se que o canal desaparecerá a partir de 23 de dezembro e uma nova empresa assuma os direitos televisivos das duas principais divisões do campeonato francês.

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