Três décadas depois, Juventus e Napoli disputam Supercoppa em solo italiano
Taça da Supercoppa Italiana | Divulgação/Lega Serie A

Pela quarta vez na história, Napoli e Juventus decidem a competição que une os dois campeões da Itália da temporada anterior - no caso, a Supercoppa. Curiosamente, em todas as vezes que os partenopei disputaram o certame, a adversária foi a Vecchia Signora. Agora, entretanto, a situação para a peleja que acontece nesta quarta-feira (20), às 17 horas (horário de Brasília) é diferente.

Depois de dois anos sendo disputada na Arábia Saudita, a Supercoppa volta à Itália - será disputada no Mapei Stadium, casa do Sassuolo. Mais do que isso: nas duas últimas vezes em que as duas equipes disputaram a competição, a peleja foi disputada longe da Itália. Em 2014, com vitória napolitana, o jogo foi disputado em Doha, no Qatar. Em 2012, a decisão aconteceu no National Stadium da Pequim (popularmente conhecido como Ninho do Pássaro), com vitória juventina. Em 1990, no San Paolo, o Napoli fez a festa da torcida.

Para engrenar - e espantar a crise

Atual eneacampeã (ou seja, nove vezes campeã consecutivamente) da Serie A, a Juventus chega para a Supercoppa bastante modificada. Na primeira temporada profissional de Andrea Pirlo à frente de uma equipe, a Vecchia Signora está apenas na quinta colocação da liga nacional, dez pontos atrás do líder Milan. Mais do que isso, as atuações da equipe não inspiram confiança na crítica e muito menos na torcida. 

Andrea Pirlo, técnico da Juventus | Divulgação/Lega Serie A
Andrea Pirlo, técnico da Juventus | Divulgação/Lega Serie A

Para a peleja, são seis desfalques para a Vecchia Signora. Matthijs de Ligt, Juan Cuadrado e Alex Sandro testaram positivo para coronavírus. Além deles, Merih Demiral, Paulo Dybala e Álvaro Morata, machucados, não atuam. Ao falar da peleja, o treinador relembrou o último jogo bianconero: os 2 a 0 sofridos para a rival Internazionale no Derby D'Italia.

"O Napoli é uma equipe forte, está mostrando mais do já o tinha mostrado no ano passado com a chegada do Gattuso no banco. É uma equipa muito técnica que ama jogar futebol. Queremos mesmo virar a página, com muita determinação para trazer este troféu para casa. O jogo de domingo será cancelado, mas temos a sorte de jogar imediatamente. Há uma grande vontade de vingança e de provar que não somos o que jogamos em San Siro", disse.

No embalo

Vindo de duas vitórias consecutivas, o Napoli é tido como uma equipe mais confiável e estável, neste momento, que a própria Juventus - adversária na Supercoppa. Terceiro colocado da Serie A, com 34 pontos (nove atrás do Milan), o clube da Campânia também faz boa campanha na Uefa Europa League 2020/2021 - atualmente, está na fase 16avos de final, onde enfrentará o Granada. 

Gennaro Gattuso, técnico do Napoli | Divulgação/Lega Serie A
Gennaro Gattuso, técnico do Napoli | Divulgação/Lega Serie A

A equipe também tem atletas com coronavírus: Fabian Ruiz e Victor Osimhen são eles. Kevin Malcuit, machucado, está vetado. Andrea Petagna e Dries Mertens ainda não estão 100% fisicamente, mas foram relacionados e devem revezar, com tendência para Petagna ser novamente titular. Técnico da equipe, Gennaro Gattuso também fez menção ao último jogo da equipe (goleada sobre Fiorentina) para falar da decisão.

"Esta partida se prepara falando pouco. O 6 a 0 na Fiorentina não muda nada, viemos de duas partidas sem brilho mas fizemos bem em colocar aquele jogo no caminho certo. Com a Juve os estímulos vêm por si, vamos ver no que dá. Uma final te dá adrenalina. Se você perde, tem que recomeçar bem, joga a cada três dias. Estamos vivendo um momento particular, há medo e não há tranquilidade", explicou.

Ficha técnica Juventus x Napoli - Supercoppa Italiana 2020

Mapei Stadium, Reggio-Emilia/ITA - 17 horas desta quarta-feira (20)

Juventus - Szczesny; Danilo, Bonucci, Chiellini e Bernardeschi (Frabotta); Bentancur, McKennie, Chiesa e Aaron Ramsey; Kulusevski e Cristiano Ronaldo. Técnico: Andrea Pirlo.

Napoli - Ospina; Di Lorenzo, Manolas, Koulibaly e Mário Rui; Demme e Bakayoko; Hirving Lozano, Zielinski e Insigne; Petagna (Mertens), Técnico: Gennaro Gattuso.

Arbitragem de campo - Paolo Valeri, auxiliado por Daniele Bindoni e Stefano del Giovane, com Maurizio Mariani como quarto árbitro.

Arbitragem de vídeo - Marco Di Bello, auxiliado por Giacomo Paganessi.

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