#EntrevistaVAVEL: Ex-Marília, Léo Bahia fala da adaptação no futebol da Guatemala
Foto: Divulgação/ Xelajú

Com passagens por diversos clubes no Brasil, o atacante Léo Bahia, que ficou dois meses e 15 dias sem atuar, pôde finalmente fazer a sua estreia no Xelajú, da Guatemala. 

Em entrevista exclusiva à  VAVEL Brasil, o atacante falou sobre sua temporada no Marília, revela que ficou chateado pela forma que foi tratado na reta final pelo clube, que não o liberou na data combinada e atrasou a sua estreia no Xelajú. Além disso, falou sobre momentos difíceis que passou em sua carreira e sobre a sua adaptação na Guatemala e no novo clube.

VAVEL Brasil: Você teve passagens por diversos clubes no Brasil. Como surgiu a oportunidade de você jogar na Guatemala?

Léo Bahia: "Eu estava no Marília quando chegou a​​​​​ proposta do Xelajú, na mesma hora eu não pensei duas vezes e aceitei. Eu tinha um acordo com o presidente do clube, caso chegasse uma proposta melhor eles me liberavam."

VAVEL Brasil: Você ficou dois meses no Marília. Como você avalia a sua passagem por lá?

Léo Bahia: "Eu fiz cinco partidas lá e marquei quatro gols, ajudando a equipe a não ser rebaixada. Só que não foram justos comigo.

Nos últimos quatro últimos jogos, eu falei pra eles que se aparecesse algo melhor, eles me liberarem. E o diretor Vagner e o presidente não fizeram o correto. Eles não me deram a liberação na data certa. Eu deixei dois meses de salário lá pra eles. E eles me liberaram no dia 6 e eles só liberaram no dia 12 e complicaram a minha transferência."

VAVEL Brasil: Como foi esse período em que você não conseguiu atuar por conta da documentação não ter chegado a tempo?

"O período que eu não consegui atuar só fiquei treinando e, não recebi os dois meses. Perdi dois meses no Brasil e mais dois meses aqui. Fiquei 2 meses e 15 dias sem jogar. Mas tranquilo, Deus sabe de tudo e agora é tocar ficha e trabalhar mais forte possível para poder fazer um bom campeonato."

Léo Bahia também falou sobre a sua adaptação na Guatemala.

Léo Bahia: "Adaptação está sendo tranquilo. Ainda sinto um pouco da altitude, né? Mas está sendo tranquilo. O pessoal aqui, me recebeu muito bem, a torcida também. Estou muito feliz aqui! Espero poder ajudar fazendo muitos gols."

Assim como vários jogadores, Léo Bahia também teve momentos difíceis no início da sua carreira.

Léo Bahia: "Todo jogador passa realmente por um momento difícil. Eu passei por diversas dificuldades no início da minha carreira, tinha dias que não havia café da manhã, não tinha cama para todos os atletas, e outras situações, mas graças a Deus eu consegui superar tudo isso e me profissionalizar."

O Xelajú acabou sendo eliminado nas semifinais da Liga Guatemala para o Guastoya. Apesar da lamentação pela eliminação, a equipe fez uma boa campanha até aqui. Quais as suas expectativas para o decorrer da temporada?

Léo Bahia: "É verdade! A equipe fez uma bela campanha, chegando na semifinal, né? Infelizmente não conseguimos passar para final. A expectativa agora é as melhores possíveis, né? Chega um novo treinador, talvez chega em novos jogadores enquanto isso as a expectativa e as melhores possíveis. Para tudo isso dá certo temos que trabalhar muito forte e ficar mais ligado, eu acho, nos jogos.

O jogador também admitiu a sua torcida ao campeão da Libertadores. O atacante admitiu ter um carinho especial pelo Palmeiras.

Léo Bahia: "Eu tenho um carinho pelo Palmeiras. É o time que eu mais gosto no Brasil!"

Para finalizar a entrevista, Léo Bahia falou sobre a escolinha de futebol que ele possui, em sua cidade natal Marcelino Viera. E recolocou como surgiu a ideia de criar a escola de futebol.

Léo Bahia: "Eu tava na minha cidade, e um amigo falou você não quer abrir uma escola com seu nome não? Escolinha Léo Bahia, pra gente fazer uma parceria. Eu sou treinador e você abre a escolinha com seu nome ponto e tinha muitas mães querendo a escolinha de futebol para seus filhos e abrimos e deu tudo certo, graças a Deus. A escola estava fechada devido a pandemia, mas na segunda-feira (8), já estará aberta.

"Temos o treinador Milla, a preparadora física Yandra, e alguns patrocinadores que ajudam a gente. Eu sempre tive esse pensamento e graças a Deus estou conseguindo realizar, dando uma oportunidade para essas crianças." 

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