Jogador gaúcho brilha em Hong Kong e é ídolo e multicampeão no país
Foto: Divulgação/Eastern

João nasceu na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Foi revelado pelo Grêmio Esportivo Bagé, da cidade de Bagé, mas foi no Brasil de Pelotas, equipe da sua terra natal, que teve um excelente desempenho. Sua boa temporada no Xavante chamou a atenção do South China, um dos maiores clubes de Hong Kong. Pelo clube conquistou a Sênior Shield, Sapling Cup, a FA Cup e a Hong Kong Premier League. O atleta tem passagem no país por Pegasus, Tai Po e atualmente se encontra no Eastern. No total o atleta conquistou no país duas Sapling Cup, duas Sênior Shield, três FA Cup, duas Hong Kong Premier League e três Copas da AFC. 

Sobre sua adaptação no país o jogador relembrando, afirmando que "desde o dia que eu cheguei em Hong Kong, lá em dezembro de 2011, eu fui muito bem acolhido, tanto por torcedores dos times que joguei como pelas pessoas que trabalham no dia a dia comigo. O país tem algumas facilidades que me ajudaram muito, tais elas como transporte público e segurança”, afirmou.

Apesar de pouco conhecido dos brasileiros, a liga possui muitos brasileiros nas equipes. No Eastern, atual equipe de João, conta com seis brasileiros. Além disso uma das características é a presença de multiculturas nos elencos, o Eastern possui um taiwanês e quatro ingleses no seu elenco.

"Diferença entre futebol no meu ponto de vista é a parte de velocidade do jogo e questões táticas. Aqui ainda existe muita carência da parte tática. O que é normal, pois jogadores são mais leves na Ásia e gostam de um jogo mais corrido”, pontuou o jogador ao falar sobre as diferenças entre o futebol brasileiro e o honcongoles. 

O atleta que na última quarta-feira, 7 de abril, disputou a final da Sapling Cup. Sua equipe ganhou por 2 a 0, sendo que o atacante gaúcho deu a assistência para o primeiro gol da equipe. Sobre a partida o atleta afirma que:

​​​​​Nossa preparação foi muito intensa, pois devido às paradas em função da pandemia tivemos que acelerar o treinamento e preparação. Não deixamos margens para erros. O grupo, por outro lado, já sentia que seria um jogo bem disputado e aguerrido, porque o time adversário também tinha jogadores de alto nível”, afirmou.

Emir ainda comenta sobre o apoio da torcida local.

Os torcedores por outro lado nos apoiaram sem parar, faltando mais ou menos 10 dias para a final eles já mandavam mensagens e frases de apoio em todas as redes sociais”. Mesmo distante, o atleta ainda acompanha as notícias do Brasil, e complementa dizendo que “a mensagem que gostaria de deixar é para as pessoas sempre acreditarem que tudo isso vai passar, que com cuidados e amor ao próximo podemos ir longe e também vencer mais esse obstáculo”.

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