Villarreal conquista Europa League sobre Manchester United nos pênaltis e leva primeiro troféu da história
Divulgação/Villarreal

Nem sempre um clube tradicional tem muitos troféus em sua galeria. Ao longo da história, equipes com respectivos torcedores, ídolos e contos ganham capítulos especiais que não necessariamente resulta em títulos. Porém, conforme o tempo passa, o título não se resume a merecimento, mas é questão de justiça por um grupo que batalha tanto e está tão enraizado no coração de um povo, de gerações, de linhagens familiares.

Se faltava uma grande conquista ao Villarreal, agora não falta mais. Na noite desta quarta-feira (26), o Submarino Amarelo se tornou o mais novo campeão da Uefa Europa League ao empatar com o Manchester United no tempo normal em 1 a 1, manter o placar na prorrogação e vencer nos pênaltis por 11 a 10. O confronto foi realizado na Gdańsk Arena, em Gdańsk/POL.

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O que importa é bola na rede

Apesar do 4-3-3 esboçado na escalação passada pela Uefa, o Villarreal usou o tradicional 4-4-2 como seu esquema tático. A equipe começou a partida com a prioridade de marcar o time adversário, deixar os ingleses com a bola. O objetivo era anular as jogadas do outro lado e aproveitar espaços para o contra-ataque. Do outro lado, o Manchester United foi com o esquema padrão, mas os comandados de OGS entraram de uma maneira completamente desligada, fora de sintonia. Era perceptível que os atletas não se comunicavam bem em campo, além de errar inúmeros passes. Os erros cometidos por cada atleta eram frequentes, mas, ainda assim, a primeira boa chance foi do MUFC, quando McTominay arriscou de fora da área, mas não levou perigo ao gol de Rulli. Em seguida, Luke Shaw finalizou cruzado, mas também errou o alvo.

Quando o Villarreal decidiu sair ao jogo, percebeu que poderia trabalhar bem a bola em lances rápidos em seu campo ofensivo. Regidos por Dani Parejo, os hispânicos conseguiam trocar bons passes, mas encontravam dificuldades na finalização. Na primeira boa tentativa, Carlos Bacca cruzou de letra e Pau Torres mandou por cima. Aos 29, a bola aérea vitimou mais uma vez o United. Foyth cobrou falta do lado esquerdo da intermediária com cruzamento na área, Gerard Moreno apareceu nas costas de Lindelöf e desviou ao gol. Nítido erro primário defensivo ao observar a bola e esquecer o atleta que se deve marcar.

Com o plano do Submarino Amarelo traçado após a abertura do placar, os comandados de Solskjær tiveram ainda mais posse de bola e intensificaram a pressão nos minutos finais, com uma marcação mais alta e a opção pelos cruzamentos, uma vez que a linha defensiva espanhola formada por quatro ou cinco jogadores impedia o desenvolvimento de jogadas trabalhadas pelo meio ou nas triangulações.

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Alívio apesar dos erros

No começo do segundo tempo, o Villarreal quase ampliou a vantagem após um bate-rebate na área quando Pedraza cruzou da esquerda. O lance se repetiu na outra área e o Manchester United conseguiu o empate. Aos dez minutos, Luke Shaw cobrou escanteio da esquerda, a zaga fez o corte parcial e Rashford emendou sobra de fora da área. A bola ficou viva e Cavani teve o simples trabalho de empurrar ao gol. O empate animou o clube, que passou a jogar com mais vontade no ataque, mas a sintonia falha de alguns jogadores seguia a prejudicar o desempenho coletivo.

Unai Emery percebeu que perdia o meio-campo e promoveu a entrada de Coquelin em substituição a Carlos Bacca. O United quasse virou, quando Luke Shaw deu belo corte em Capoue, finalizou mal e Cavani testou para o gol, mas Dani Parejo afastou de cabeça. Com o tempo, o comandante do Villarreal via que a estratégia dava certo, que os ingleses não eram tão eficazes no ataque e reorganizou o setor ofensivo. Conformados com o empate, o jogo foi à prorrogação.

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Tempo extra e pênaltis

Enquanto as cinco substituições tinham sido feitas na equipe valenciana, Solskjær manteve a equipe inicial em campo por mais de 100 minutos. E modificou pela primeira vez após ser bastante pressionado. Na primeira boa finalização, Alberto Moreno recebeu de Moi Gómez e chutou mal. Na segunda tentativa, Paco Alcácer foi acionado na área, dominou e mandou por cima da meta. Quanto ao futebol, praticamente não houve no segundo tempo da prorrogação. Substituições e paralisações para atendimentos médicos protagonizaram os últimos 15 minutos de bola em jogo.

E as penalidades decidiram o título. Com aproveitamento perfeito, todos os jogadores de linha das duas equipes acertaram as cobranças. Quando os goleiros foram bater os pênaltis, Rulli marcou, defendeu o chute de David de Gea e cravou o nome de um grupo nas páginas eternas de um título histórico.

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