Argentina e Copa América: de primeiro país-sede a sofrido jejum de 29 anos sem conquistas
Simeone segurando a taça da Copa América em 1993. (Reprodução: Internet)

A Seleção Argentina disputará neste sábado (10) a final da Copa América 2021 contra o Brasil, um dos seus grandes rivais. Nas últimas quatro edições do torneio, os bicampeões mundiais chegaram em três ocasiões na decisão — em 2015 e 2016 foi vice para o Chile. Essa estatística traduz o drama atual de um craque: Lionel Messi. Enquanto lendas como Maradona até gol de mão fazia pra ganhar títulos, Messi — considerado por muitos o maior da história — segue sofrendo na fila, chegando até a desistir e se retirar da Seleção, após o vice-campeonato de cinco anos atrás, mas logo depois voltou da aposentadoria.

Mas esse drama é muito maior que Messi, afinal não é só ele que vive um jejum, mas a própria Argentina se encontra 28 anos sem vencer a competição. A última vez: 1993, numa seleção com Simeone, Batistuta, Redondo e Goycochea. De lá pra cá além dos dois vices já citados, os albicelestes também pereceram perante o Brasil, em duas oportunidades (2004 e 2007), colecionando carrascos como Júlio Baptista e Adriano. Mas esse não é o maior período vazio na história da Selección, de 1959 a 1991, a Argentina ficou 32 anos sem levantar a maior glória do continente.

Tempos de glória

Primeiro título dos argentinos na Copa América, em 1921
Primeiro título dos argentinos na Copa América, em 1921

Mesmo com tantos traumas e desencontros, se vencer a Copa América de 2021, a Argentina se tornará a maior vencedora do torneio ao lado do Uruguai, com 15 títulos. Mesmo com apenas dois títulos desde 1960, a época dourada dos hermanos pesam a favor no histórico. Em 1916, o país foi a primeira sede da competição e foi vice-campeã perdendo para os uruguaios, que naquela época era a superpotência do futebol mundial, colecionando títulos olímpicos e continentais. Mas foi há 100 anos atrás, em 1921, que os argentinos levantam pela primeira vez a taça, desde então se destaca a conquista de um bicampeonato (1927 e 1929) e um tricampeonato (1945, 1946 e 1947) ambos de forma consecutiva.

Para quem acredita em superstições, existem alguns números curiosos envolvendo campanhas históricas da Argentina na Copa e a edição atual. Além deste ano ser o centenário da primeira conquista, é válido destacar que essa conquista também foi batendo o Brasil, que foi vice da Argentina em mais oito ocasiões. Fora o fato em que na última campanha vencedora dos hermanos, a Colômbia foi a vítima nas semifinais nos pênaltis, assim como em 2021. 

É evidente que a Seleção Argentina passa por uma das maiores crises de sua história, mas ela não apaga o poder e o peso que a camisa azul e branca tem no continente sul-americano. Independente do resultado deste sábado, os argentinos continuarão a ser um dos mais temidos times do mundo.

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