Venezuela vence Uruguai e encaminha classificação na Copa América Centenário

Com gol de Rondón ainda no primeiro tempo, seleção Viño Tinto lidera Grupo C e fica perto da vaga; Uruguai afunda na lanterna e fica distante da classificação

Venezuela vence Uruguai e encaminha classificação na Copa América Centenário
Foto: Divulgação/Conmebol
Uruguai
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Venezuela
Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Giménez, Godín, Gastón Silva; Carlos Sánchez (Lodeiro, min. 77), Arévalo Rios, Álvaro Gonzalez (Corujo, min. 79); Gastón Ramirez (Diego Rolán, min. 72), Cavani, Stuani. Técnico: Óscar Tabáres.
Venezuela: Hernández; Rosales (Alexander González, min. 7), Ángel, Vizcarrondo, Feltscher; Rincón, Figuera (Otero, min. 78), Guerra, Peñaranda, Rondón (Seijas, min. 77); Josef Martínez. Técnico: Rafael Dudamel.
Placar: 0-1, min. 36, Rondón.
ÁRBITRO: Patricio Loustau (ARG). Auxiliares: Ezequiel Brailovsky (ARG) e Ariel Scime (ARG). Amarelos: Venezuela - Josef Martínez (min. 15), Figueira (min. 41), Seijas (min. 84).
INCIDENCIAS: Partida válida pela segunda rodada da primeira fase da Copa América 2016, realizada no estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia/EUA.

Dá pra dizer, de certo modo, que a zebra passeou no estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Jogando melhor, a Venezuela venceu o Uruguai por 1 a 0 na noite desta quinta-feira (9), pela segunda rodada da primeira fase da Copa América 2016. Rondón marcou o único gol da partida aos 36 minutos do primeiro tempo.

O placar assegurou à Venezuela a liderança do grupo C, com 6 pontos e surpreendentes 100% de aproveitamento. A vaga para a próxima fase está muito bem encaminhada. Já para o Uruguai, que não somou pontos até o momento, com duas derrotas em dois jogos, apenas uma intervenção dos deuses do futebol o classifica à segunda fase.

Venezuela é eficiente no primeiro tempo e sai na frente

A primeira ação ofensiva do jogo veio do selecionado venezuelano ainda no primeiro minuto, com Peñaranda testando o goleiro Muslera, em um chute de fora da área. Tocando melhor a bola, os primeiros 15 minutos foram da seleção Viño Tinto. Apenas após esse tempo o Uruguai criou sua primeira chance. Ja dentro da área, Maxi Pereira alçou a bola, González cabeceou para trás e Cavani, bisonhamente, furou.

O mesmo Cavani perdeu outra grande chance para a Celeste Olimpica. Ramirez cobrou falta em direção a grande área, o centroavante desviou de primeira e a bola bateu na trave. Se o centroavante uruguaio perdia chances, o venezuelano primeiro ameaçou, depois mostrou como se faz. Rondón, aos 34 minutos, recbeu cruzamento da área, girou para cima de seu marcador e finalizou ganhando escanteio.

Dois minutos depois, veio o gol. Guerra, do meio-campo, tentou pegar Muslera fora do gol. Quase conseguiu. O arqueiro da Celeste conseguiu defender. A bola bateu na trave, no chão e sobrou para o camisa 9 venezuelano, cara a cara, colocar para dentro da rede. 36 minutos, 1 a 0 Venezuela. No fim do primeiro tempo, os venezuelanos ainda perderam a chance de ampliar o marcador. Guerra, em um drible sensacional em dois defensores, ficou na cara do gol, mas finalizou fraco e o goleiro uruguaio defendeu facilmente.

Uruguai tenta reverter o resultado, mas não consegue e quase sofre o segundo no final

Como as circunstâncias da partida não determinavam outra coisa, o treinador Óscar Tabáres alterou sua equipe ofensivamente logo no intervalo. Era tudo ou nada e o selecionado uruguaio precisava arriscar. Em cobrança de escanteio, aos sete minutos, Giménez desviou e Stuani, girando em torno de si mesmo, chutou forte, com perigo para o gol de Hernández.

A pressão uruguaia seguiu intensa por 20 minutos. Em lance na área, Cavani pediu pênalti que o árbitro não marcou. No contra-ataque rápido, quase o segundo gol da Venezuela. Peñaranda partiu em velocidade ainda do meio-campo, mas cara a cara com o goleiro adversário, finalizou fraco,  facilitando a defesa. Em mais um contragolpe, novamente Peñaranda saiu em velocidade e tentou o passe para Rondón, mas Muslera cortou no meio do caminho.

A partir dos 40 minutos, já na base do abafa, a Celeste perdeu chances incríveis. Protagonista no quesito erros, Cavani, dentro da área, com apenas o goleiro a sua frente (praticamente, batendo um pênalti), conseguiu chutar forte demais e a bola saiu a esquerda do goleiro. Um minuto depois, já aos 45, ele de novo, após levantamento na grande área, desviou a bola no peito de Hernández, que segurou firme.

Aos 48, no último ato da ópera trágica, quase o Uruguai levou seu golpe de misericórdia. Com Muslera fora do gol após um escanteio onde estava na área para tentar o cabeceio, Otero recebeu um chutão vindo da defesa, dominou no meio de campo, deu alguns passos para a frente e chutou. A bola foi mansa, rolando devagarzinho em direção ao gol. Quanto mais lenta ficava, maior era o suspense. Até que saiu, rente a trave esquerda. E fechou no 1 a 0.