Wilmots mantém cautela após vitória sobre Irlanda: "Não nos classificamos"

Treinador belga não quer que pensem que sua seleção já está classificada por causa da vitória; ainda falou que blefou sobre ter posto De Bruyne e Lukaku em dúvida

Wilmots mantém cautela após vitória sobre Irlanda: "Não nos classificamos"
Foto: Ian Walton/Getty Images

Na abertura dos trabalhos deste sábado (18) pela Eurocopa, a Bélgica entrou em campo para enfrentar a Irlanda num embate de duas seleções que precisavam vencer pra se manterem mais vivas no torneio. Os Red Devils venceram os Boys por 3 a 0 com dois gols de Lukaku e um de Witsel, porém a vitória convincente não fez o treinador dos belgas, Marc Wilmots, sair da realidade. O técnico sabe que ainda não acabou e que precisam fazer sua parte contra a Suécia na última rodada.

Quando houve o sorteio para a fase de grupos desta Euro, certamente os belgas em geral não iriam querer ficar abaixo da segunda posição do grupo, mesmo sabendo da dificuldade que seria enfrentar a Suécia de Ibrahimovic, a potência Itália e a agora consistente Irlanda. Depois de perder para os italianos e agora vencer os irlandeses, Marc Wilmots falou que ainda não estão classificados e precisam estar focados para o embate contra os suecos. "Não estamos qualificados ainda, porque ainda temos um jogo difícil contra a Suécia, que será como uma final", afirmou.

Outros dois assuntos foram levandos à tona na entrevista coletiva depois da partida: as críticas que o treinador da seleção belga recebe e sobre ele ter falado que De Bruyne e Lukaku poderiam não jogar - ambos não só jogaram como foram as principais peças da vitória junto ao Witsel. "Eu blefei", comentou sobre o dúvida de colocar o camisa 9 e o camisa 7 pra jogar. "Os jogadores estavam cientes dessa possibilidade, afinal de contas, porém acredito que coloquei os jogadores certo em campo", acrescentou. 

Sobre as citadas críticas, Wilmots alegou que quatro anos de sucesso não apagam quando se leva julgamentos ruins sobre o trabalho, e também deixou um recado para quem o critica. "É como se as pessoas tivessem as ideias erradas. Eu vivo as críticas e, fora a morte, não sei o que realmente poderia me afetar. Eu adoro meu trabalho e espero que meu país esteja orgulhoso. Quero estar com pessoas positivas", encerrou o belga.