Chile massacra México, acaba com invencibilidade de Osório e vai à semifinal da Copa América

La Roja anulou completamente as ações dos mexicanos que perderam a primeira no comando do técnico colombiano e estão eliminados

Chile massacra México, acaba com invencibilidade de Osório e vai à semifinal da Copa América
Eduardo Vargas marcou quatro dos seis gols chilenos nos EUA (Foto: Omar Torres/ Getty Images)
MÉXICO
0 7
CHILE
MÉXICO: OCHOA; AGUILAR, ARAUJO, MORENO, LAYÚN; HERRERA, GUARDADO, DUEÑAS (PEÑA, MIN.45); CORONA, HERNÁNDEZ, LOZANO (JÍMENEZ, MIN.45).
CHILE: BRAVO; FUENZALIDA, MEDEL (ROCO, MIN.60), JARA, BEAUSEJOUR (MARK GONZÁLEZ, MIN.77); VIDAL, ARÁNGUIZ, DIAZ (SILVA, MIN.56), PUCH; VARGAS, SÁNCHEZ.
Placar: 0-1, MIN.15, PUCH, 0-2, MIN.44, VARGAS, 0-3, MIN.48, SÁNCHEZ, 0-4, MIN.51, VARGAS, 0-5, MIN.57, VARGAS, 0-6, MIN.74, VARGAS, 0-7, MIN, PUCH.
ÁRBITRO: HEBER ROBERTO LOPES (BRA). VIDAL (MIN.37), GUARDADO (MIN.59).
INCIDENCIAS: PARTIDA VÁLIDA PELAS QUARTAS DE FINAIS DA COPA AMÉRICA CENTENÁRIO. REALIZADA NO LEVI'S STADIUM, NA CALIFÓRNIA, NOS EUA.

Já estão definidas as semi-finais da Copa América Centenário. Nesta madrugada de sábado (18) para domingo (19) o Chile goleou o México por um sonoro 7 a 0, na última partida válida pelas quartas de finais da competição. Alexis Sánchez, Puch duas vezes e Eduardo Vargas em quatro oportunidades anotaram o tentos da La Roja, que agora enfrenta a Colômbia na próxima fase.

O clima era todo favorável à Seleção Mexicana. Mais de 80% do Levi's Stadium estava vestido de verde, e empurrava os comandados de Osório a todo instante. Contudo, o sistema implantado pelo colombiano, até então invicto não suportou o futebol do atual campeão. A defesa mexicana que havia sofrido apenas dois gols sucumbiu e foi alvo da pior goleada envolvendo os confrontos entre mexicanos e chilenos. Agora resta saber se a humilhação sofrida irá abalar o trabalho até então fantástico de Juan Crlos Osório.

Após perder a estreia para a Argentina na reedição da última final da Copa América, a desconfiança foi grande sob o trabalho de Pizzi, que substitui Jorge Sampaoli. Porém, nem mesmo as vitórias diante de Bolívia e Panamá chegaram a empolgar a imprensa sul-americana devido ao futebol razoável dos chilenos. Mas agora, a goleada e belo futebol apresentado pela La Roja, principalmente na segunda etapa, coloca a equipe mais uma vez entre as favoritas na competição, para quem sabe conquistar o bicampeonato inédito. O Chile volta a campo agora na próxima quarta-feira (22), diante da Colômbia que eliminou o Peru nas penalidades. Suspenso, Arturo Vidal desfalca os chilenos.

Pressão do Chile no início anula oportunidades do México

Foi a La Roja quem iniciou a partida buscando mais as jogadas, principalmente na velocidade de Alexis Sánchez, que rodava toda a extensão da área mexicana transitando pelos lados e até mesmo de maneira centralizada. Já os mexicanos, avançavam a marcação desde o campo de ataque, transformando o 4-3-3 em um 4-2-4, que por muitas vezes obrigou a defesa chilena a dar o famoso "chutão", ou até mesmo recuar a bola para Bravo, que arriscou alguns dribles perigosos no começo de jogo. Com a posse bola, o México abusava dos lançamentos da defesa ao ataque, onde na maioria das vezes a bola acabava sobrando para o adversário. Contudo, a primeira tentativa da defesa chilena em lançar ao ataque acabou dando certo, Aranguíz surgiu cara a cara com Ochoa mas foi travado na hora da finalização por Moreno.

Aos poucos o México foi enfraquecendo sua marcação, aos 15' o Chile trabalhou bem a bola em seu campo de ataque, após um erro de marcação na ponta esquerda a bola sobrou para Diaz, o meia finalizou forte e Ochoa rebateu, a bola encontrou Puch, que livre de marcação só empurrou pro fundo das redes para inaugurar o marcador. Atrás no placar, os mexicanos finalmente deixaram de lado os lançamentos e priorizaram a posse bola, fundamento característico da equipe de Osório. Mesmo assim, a criação de jogadas seguia sendo um problema. A primeira finalização mexicana veio com um chute de Layún, sem muito perigo.

As características foram se invertendo com o tempo. O Chile que pressionou nos primeiros instantes da partida recuou, e nem mesmo nos contra-ataques conseguia chegar a área adversária. Já o México, permanecia buscando o ataque mas pecava na qualidade na conclusão das jogadas. Destaques da competição, Corona e "Chicharito" Hernández praticamente não apareceram na primeira etapa. Dueñas era o atleta mais acionado no setor ofensivo da equipe, e quem mais tentava armar a equipe, sem muito eficiência.

Provocado a cada toque na bola pela torcida mexicana que era a grande maioria no Levi's Stadium, o arqueiro Claudio Bravo colecionou saídas de bola erradas. Em uma belíssima jogada envolvendo todo o setor de meio campo, a bola sobrou para Eduardo Vargas finalizar sozinho, o ex-jogador do Grêmio até balançou as redes, mas estava em posição irregular. Porém, no lance seguinte, Vargas acabou ganhando mais uma vez da zaga mexicana, desta vez em posição legal o atacante finalizou rasteiro para garantir uma ótima vantagem na primeira etapa para La Roja.

Javier Hernández esteve apagado durante a primeira etapa (Foto: Omar Torres/ Getty Images) 

Vargas brilha e garante a vaga às semi-finais

Precisando correr atrás do prejuízo da primeira etapa, Juan Carlos Osório realizou duas alterações na volta do intervalo: Peña e Jímenez entraram nas vagas de Dueñas e Lozano. Entretanto, as mudanças não puderam contriubuir em nada quando Vidal invadiu a área, limpou dois marcadores e rolou para Alexis Sánchez marcar o terceiro da La Roja, transformando o confronto, teoricamente, mais equilibrado das quartas de finais em goleada. 

Três minutos depois a zaga mexicana falhou novamente, Eduardo Vargas arrancou em velocidade sozinho e tocou por baixo de Ochoa para ampliar ainda mais o massacre chileno nos Estados Unidos. Vivendo um apagão semelhante ao 7 a 1 envolvendo Brasil e Alemanha, o Chile não demorou nem dez minutos para marcar o quinto tento, e saiu mais uma vez dos pés de Eduardo Vargas após Ochoa rebater mais uma finalização do ataque chileno.

Completamente abatido, o México buscava na vontade diminuir a goleada. Peña até recebeu uma bola na marca do pênalti, mas Fuenzalida abafou. Na cobrança de escanteio Jímenez subiu sozinho, e a bola raspou a trave direita de Bravo. Fora estes dois lances o Chile foi quem permaneceu no ataque, criando chances para aumentar ainda mais a humilhação mexicana. Vargas, o nome do jogo ainda desperdiçou duas boas chances antes de aproveitar a confusão dentro da área aos 77', onde o atacante encheu o pé para marcar o sexto tento chileno.

O estádio em Santa Clara que antes estava tomado pela massa mexicana aos poucos foi se esvaziando, só era possível ouvir os gritos de "olé" da torcida chilena, que antes era minoria. Com isso, os dez minutos finais foram de uma intensa agonia para o México. Que se tornou ainda maior, quando Sánchez arrancou em velocidade, tocou para Vidal que deixou Puch cara a cara com Ochoa para marcar seu segundo tento na partida, e "desligar os aparelhos" em definitivo do México na Copa América Centenário.

Vargas e Sánchez desencantaram na segunda etapa, e foram os pilares do massacre (Foto: Thearon W. Henderson/ Getty Images)