Chile: após ansiedade pelo primeiro título, a luta para defender sua conquista

La Roja não tem a mesma pressão do ano passado para conquistar o título, diferentemente do adversário, assim busca mais esse triunfo para consagrar a atual geração como a melhor da história

Chile: após ansiedade pelo primeiro título, a luta para defender sua conquista
Chile: após ansiedade pela conquista do primeiro título, a luta para defender sua conquista

O Chile subiu de patamar nos últimos anos. Antes, a seleção não conseguia mostrar força e sempre patinava quando enfrentava os adversários de maior expressão do continente americano. O trabalho desenvolvido a longo prazo acabou mudando isso. E neste domingo (26), a La Roja terá pela primeira vez a responsabilidade de defender um título, o da Copa América conquistado no ano passado diante da própria Argentina.

Pouco se esperava da Seleção Chilena para esta Copa América Centenária. O grande problema não era a falta de qualidade do elenco, que conta com jogadores de ótimo nível técnico com Alexis Sánchez, Arturo Vidal e Eduardo Vargas. Na verdade, a desconfiança vinha por conta da inesperada alteração no comandando do selecionado, uma vez que o técnico Jorge Sampaolli havia deixado o cargo.

Durante a fase de grupo, o Chile apresentou um futebol bem distante de outras partidas em que tinha ainda o técnico Jorge Sampaolli no comando. Desta maneira encerrou a participação no Grupo D na segunda colocação, atrás da Argentina, com seis pontos. Quando foi para o mata-mata tinha pela frente um duelo com o México, que vinha desempenhando um ótimo futebol e era apontado como favorito para chegar à decisão.

A grande virada do Chile na competição aconteceu mesmo nas quartas de final diante do México. Era esperado um confronto bastante duro, mas os chilenos transformaram em um verdadeiro passeio, aplicando uma sonora goleada no selecionado comandando por Juan Carlos Osório. Sem encontrar dificuldades desde o início, a La Roja acabou triunfando por um expressivo placar de 7 a 0. Embalado, o selecionado também não teve trabalho para passar pela Colômbia nas semifinais e garantir uma vaga na decisão.

O momento agora é de ansiedade entre os chilenos. Se passou vários anos para conseguir um título de expressão no futebol, a La Roja tem a possibilidade de conseguir a segunda Copa América seguida em um intervalo de um ano, algo bastante raro, uma vez que a competição é realizada em um intervalo de quatro anos, mas como este ano está sendo comemorado o centenário do campeonato de seleções mais antigo do mundo, foi aberta uma exceção para a realização de uma edição comemorativa.

No último ano, sem dúvida nenhuma, a responsabilidade era bem maior. O peso de não frustrar a torcida dentro de seus domínios era grande, além, disso havia a responsabilidade para esta geração conquistar um título e entrar para a história da La Roja como uma das melhores. Com a conquista obtida, a pressão se foi e o que restava de desconfiança também. Agora, é chegado o momento em que a consagração de Alex Sánchez e Cia com a camisa da Seleção Chilena.

Se não existe mais a ansiedade e a responsabilidade da Copa América passada, agora o desafio também não será nada fácil. A Argentina vem com sede de vingança e com muita pressão para reencontrar o caminho das conquistas após 23 anos, além disso, o atacante Lionel Messi busca acabar com as críticas e desconfianças dos argentinos por não ter obtido o mesmo êxito de sua participação no Barcelona.

A dificuldades será enorme, uma vez que a Argentina vem jogando muito bem na competição continental, apresentando um futebol ofensivo desde a primeira rodada e sem sofrer um grande número de gols. Inclusive, a albiceleste triunfou ante o Chile na primeira rodada da fase de grupos por 2 a 1. Para evitar a verdadeira revanche, os chilenos vão precisar apresentar um futebol parecido com o das quartas de finais contra o México, além, de ter uma forte marcação para evitar as perigosas chegadas do forte setor ofensivo argentino.

Um dos fatores que podem pesar contra os chilenos neste confronto, é a força da torcida, que não deverá estar presente da mesma maneira da final do ano passando, realizada no estádio Nacional, em Santiago, no Chile. Apesar de obvio que torcida não ganha partida, o apoio durante os 90 minutos contra uma seleção como a Argentina é de suma importância para manter os jogadores sempre ligados e dando o máximo que podem para buscar a conquista do título.

Com tantos prós e contras, é certo que o Chile chega para esta decisão com a Argentina bem mais tranquilo, pois a pressão está toda do outro lado. A vaga na Copa das Confederações está garantida, pois a classificação foi dada para o vencedor da Copa América 2015, então resta lutar para vencer o segundo título seguido e consagrar esta geração que enche dos torcedores da La Roja de orgulho. Certo mesmo, é que será um confronto com muitas dificuldades para ambos e um bom futebol para os expectadores devido a maneira como eles atuam.