Bravo brilha, Messi perde pênalti e Chile bate Argentina para conquistar a Copa América Centenário

Nos pênaltis, chilenos batem argentinos e conquistam segundo título inédito em dois anos; camisa 10 hermano perde sua cobrança e sai de campo desolado

Bravo brilha, Messi perde pênalti e Chile bate Argentina para conquistar a Copa América Centenário
Foto: Getty Images
Argentina (2)
0 0
(4) Chile
Argentina (2): Romero, Mercado, Funes Mori, Otamendi, Rojo; Mascherano, Biglia, Banega (Lamela); Di Maria (Kranevitter), Messi, Higuain (Agüero). T: Gerardo Martino
(4) Chile: Bravo, Isla, Medel, Jara, Beausejour; Díaz, Aránguiz, Fuenzalida (Puch), Vidal; Alexis Sanchez (Silva), Vargas (Castillo). T: Juan Antonio Pizzi
Placar: Nos pênaltis, acertaram Castillo, Aránguiz, Beausejour e Silva para o Chile; Mascherano, Agüero para a Argentina. Erraram Vidal para o Chile; Messi e Biglia para a Argentina.
ÁRBITRO: Héber Roberto Lopes (BRA). Cartões amarelos: Díaz, Vidal, Aránguiz, Beausejour (CHI) e Macherano, Messi, Kranevitter (ARG). Cartões vermelhos: Díaz (CHI) e Rojo (ARG)
INCIDENCIAS: Partida válida pela final da Copa América Centenário, e disputada no MetLife Stadium, East Rutherford, New Jersey.

O cenário se repetiu. Um ano após vencer a Argentina nos pênaltis e conquistar a Copa América, o Chile viu o filme se repetir na noite deste domingo (26), e levantou a Copa América Centenário. Após um longo 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, disputado no MetLife Stadium, os chilenos venceram por 4 a 2 nas penalidades. O pênalti decisivo coube a Silva, após Messi perder logo a primeira cobrança -- Biglia também desperdiçou sua oportunidade, defendida por Bravo.

Depois de levantar a Copa América em casa sob o comando de Jorge Sampaoli, os chilenos mostraram a força da melhor geração de sua história e, agora treinados por Juan Antonio Pizzi, levantaram mais um título inédito para a Roja. Enquanto isso, a Argentina segue com seu tabu de 23 anos sem conquistas, com o terceiro vice-campeonato consecutivo (além da Copa América de 2015, perdeu a Copa do Mundo de 2014 para a Alemanha).

A partida deve dois tempos distintos. Na primeira etapa, a Argentina dominou as ações ofensivas, perdendo um gol incrível com Higuaín, e não deixando os adversários finalizarem -- o duelo ainda teve Díaz e Rojo expulsos antes do intervalo. Depois, o Chile teve mais ofensividade em um segundo tempo mais aberto, com chances para os dois lados mas marcado pela má pontaria. Na prorrogação, boas oportunidades, mas o zero mantido.

Nas penalidades, os craques erraram logo no começo: tanto Vidal quanto Messi erraram as primeiras cobranças. Após uma sequencia de acertos de Castillo, Mascherano, Aránguiz, Agüero e Beausejour, o meio-campista Biglia foi para sua cobrança e parou nas mãos de Claudio Bravo. Assim, coube ao atacante Silva bater o decisivo pênalti e dar o título para o Chile.

Silva foi o responsável por cobrar o pênalti decisivo e dar mais um título para a Roja (Foto: Getty Images)
Silva foi o responsável por cobrar o pênalti decisivo e dar mais um título para a Roja (Foto: Getty Images)

Primeiro tempo nervoso termina com zero no placar e um expulso para cada lado

Logo com 17 segundos, a Argentina roubou a bola do Chile no campo de ataque e Banega arriscou de fora da área, assustando o goleiro Bravo. A partida continuou muito movimentada, com as duas equipes pressionando a saída de bola adversária, mas era clara a superioridade dos comandados de Gerardo Martino, que tiveram finalizações com Messi e Di Maria. Aos 20 a chance mais perigosa do primeiro tempo, quando, Medel não dominou bola recuada e perdeu para Higuain: o argentino saiu na frente de Bravo e, ao tentar o toque por cima do goleiro, mandou para fora -- a exemplo da Copa do Mundo de 2014, o camisa 9 perdeu um gol cara a cara com o goleiro adversário.

Com 28 minutos, o Chile, que já estava sendo pressionado, sofreu um duro golpe: o zagueiro Díaz, que já tinha cartão amarelo, parou um contra-ataque de Messi e, em uma polêmica decisão do árbitro Héber Roberto Lopes, foi expulso de campo. Apesar de manter a vantagem na posse de bola, a Argentina pouco arriscava finalizações, e, aos 41, também teve um jogador expulso: com duro carrinho em Vidal, o zagueiro Rojo levou o cartão vermelho direto, em outra decisão contestável do juiz brasileiro. Ao todo, a Argentina teve seis finalizações na primeira etapa, contra nenhum chute dos chilenos.

Héber Roberto Lopes expulsa Rojo, em nova decisão polêmica da partida (Foto: Getty Images)
Héber Roberto Lopes expulsa Rojo, em nova decisão polêmica da partida (Foto: Getty Images)

Jogo fica mais aberto, mas má pontaria leva duelo para prorrogação

O Chile começou o segundo tempo mais em cima, ao contrário do que foi visto na primeira etapa. Ganhando o meio-campo, os chilenos passaram a ter mais posse de bola, apesar de não reverter em finalizações -- a primeira foi somente aos 11 minutos, quando Isla pegou rebote da defesa e bateu da entrada da área, mas para fora. A equipe de Juan Antonio Pizzi saia muito bem nos contra-ataques, mas longe de oferecer muito perigo ao gol defendido hermano.

A Argentina demorou para fianalizar, e teve alguma chance de perigo só após a entrada de Agüero. No lugar de Higuaín, o atacante recebeu de fora da área na pela esquerda, trouxe para o pé direito e finalizou com força, mas para fora. Aos 34, jogada de perigo do Chile, quando Alexis fez boa jogada pelo meio e lançou Vargas. O camisa 11 dominou e invadiu a área, batendo cruzado para boa defesa de Romero. Aos 39, Aguero também tentou novamente, ao dar belo drible pela direita, invadir a área e bater forte, em nova finalização por cima do gol de Bravo.

Nos minutos finais, pressão dos dois times em busca da vitória. Beausejour chegou pela esquerda e Alexis, na linha da pequena área, foi travado por Funes Mori. No contra-ataque, Messi fez jogada individual carregando pela esquerda e chutou da entrada da área, ao lado da meta.

Chile ampliou marcação em Messi e argentino foi pouco acionado na segunda etapa (Foto: Nicholas Kamma / AFP / Getty Images)
Chile ampliou marcação em Messi e argentino foi pouco acionado na segunda etapa (Foto: Nicholas Kamma / AFP / Getty Images)

Desgaste físico faz a diferença e mais 30 minutos sem gols

Com as duas equipes visivelmente desgastadas, o jogo seguiu pegado no meio-campo e poucas jogadas de perigo. Aos oito, Puch avançou em velocidade pela esquerda e cruzou para Vargas testar na mão de Romero. Na sequencia, Messi sofreu falta no meio-campo e, levantando na área, viu Agüero cabecear para grande defesa de Bravo, nas duas grandes chances da primeira etapa do prolongamento.

O segundo tempo foi marcado por bolas longas, normalmente bem interceptadas pelas defesas ou pelos goleiros adversários, e poucas chances claras de gol. Nos cinco minutos finais, a Argentina ensaiou a pressão no campo de ataque, aproveitando do físico, mas também não conseguiu tirar o zero do placar. Pênaltis em New Jersey. 

Desgastados, dois times abusaram de lançamentos longos e bolas aéreas na prorrogação (Foto: Don Emmert / AFP / Getty Images)
Desgastados, dois times abusaram de lançamentos longos e bolas aéreas na prorrogação (Foto: Don Emmert / AFP / Getty Images)

Messi perde seu pênalti e vê Chile conquistar a Copa América Centenário

A primeira cobrança coube ao grande craque chileno, Arturo Vidal, mas ele decepcionou: bateu no canto direito e Romero voou para fazer a defesa. Igualmente, o craque Lionel Messi foi para o primeiro pênalti hermano, mas o camisa 10 isolou o chute, chutando para fora. Depois, sequencia de acertos: Castillo para o Chile, Mascherano para a Argentina, Aránguiz, Agüero e Beausejour. Porém, coube a Biglia errar sua cobrança, parando em Bravo, e dando aos chilenos a oportunidade da vitória: e foi o que aconteceu com Silva, que deslocou o goleiro Romero e deu ao Chile o título da Copa América Centenário.

A dor do melhor do mundo: Messi perdeu seu pênalti e segue sem títulos pela Argentina (Foto: Getty Images)
A dor do melhor do mundo: Messi perdeu seu pênalti e segue sem títulos pela Argentina (Foto: Getty Images)