Superação foi a palavra-chave para o Chile na Copa América

Mudança de técnico, estrelas cercadas por desconfiança, início ruim na Copa América e a necessidade de se recuperar: Chile conquista título superando problemas e críticas

Superação foi a palavra-chave para o Chile na Copa América
(Foto: Mike Stobe/Getty Images)

"Esse ano a Argentina leva, são favoritos", "Messi não perderá mais uma". Foi desta forma que o Chile chegou à final da Copa América Centenário, cercado por desconfiança. Entretanto, se de um lado os argentinos carregavam um jejum de 23 anos, os chilenos tinham a enorme vontade de 23 jogadores e seus torcedores.

Superação é a palavra que descreve melhor como foi a campanha chilena em 2016. Se na última Copa América a seleção conseguiu jogar com força e foi empurrada por sua torcida, neste ano as coisas foram muito diferentes. A fase de grupos foi complicada e os atuais campeões quase ficaram pelo caminho. Muitos questionaram se os chilenos realmente tinham um time tão bom quanto parecia em 2015.

Antes de tudo, a saída de Jorge Sampaoli deixou mais uma dúvida sobre os chilenos. Seria Sampaoli o real motivo pelo qual o Chile voltou a ser competitivo? Juan Antonio Pizzi chegou para mudar isso e, driblando as críticas e comparações, mostrou o resultado final com uma taça.

A goleada de 7 a 0 diante do México e a superioridade sobre a Colômbia mostraram que não era a hora de duvidar da superação chilena, principalmente quando suas estrelas começaram a brilhar mais a cada jogo.

Não foi fácil, mas o Chile teve o que faltou em muitas outras seleções que ficaram pelo caminho: um grupo que sabe se superar. Se Arturo Vidal, Alexis Sánchez, Eduardo Vargas e Claudio Bravo são grandes nomes nesse time, também é preciso falar do grupo inteiro. Os chilenos, diferentemente da própria Argentina, valorizaram o grupo e isso novamente fez diferença no resultado final.

O Chile não tinha o melhor ou mais preparado elenco da Copa América Centenário. Entretanto, não faltou vontade e força para lutar pela recuperação. Os chilenos reconheceram a fase ruim e buscaram um caminho diferente. Foi por isso que ninguém conseguiu tirar o título deles, pois, mesmo com os momentos complicados, o objetivo seguiu sendo sempre o mesmo.

Bicampeão da Copa América, o Chile mostrou mais uma vez sua força, desta vez nos Estados Unidos, e volta a seu país com moral para afirmar que é mais do que uma seleção Sul-Americana qualquer.