SJ Earthquakes lança nota de repúdio à parte da torcida por gritos homofóbicos em clássico

Gritos de "puto" foram entoados a cada tiro de meta do LA Galaxy; Clube lamentou a atitude e ressaltou que irá combater esse tipo de comportamento

SJ Earthquakes lança nota de repúdio à parte da torcida por gritos homofóbicos em clássico
Foto: Divulgação/San Jose Earthquales

A Major League Soccer segue com sua batalha de combater a homofobia no futebol. A grande aliada da liga nessa empreitada são os próprios clubes. No último sábado (25), aconteceu o Clássico da Califórnia entre San Jose Earthquakes e Los Angeles Galaxy, duas equipes que nutrem antagonismo desde 1996. O empate em 1 a 1 foi típico de uma grande rivalidade, com expulsão, reclamações e provocações.

Porém, uma dessas provocações irritou profundamente os dirigentes do San Jose. Gritos de “puto” foram entoados ao goleiro Brian Rowe, do LA Galaxy, a cada tiro de meta. Essa atitude fez com que a alta cúpula do SJ emitisse uma nota repudiando os atos de alguns de seus torcedores.

Vale lembrar que no mesmo local, o Stanford Stadium, haviam faixas em apoio as vítimas do atentado em Orlando e bandeiras do orgulho LGBT, causando constrangimento em alguns presentes. Durante a transmissão da TV, os gritos foram abafados pela emissora, mas foram ouvidos em todo o estádio pelos presentes.

Completando 20 anos desde sua estreia, a MLS é a liga mais engajada no combate a homofobia. Na última rodada (16ª semana da temporada regular), vários clubes prestaram suas homenagens às vítimas de Orlando e reafirmaram o apoio a suas respectivas comunidades gays.

Faixa presente no StubHub Center na semana passada (Foto: Divulgação/LA Galaxy)

Na última quarta-feira (22), o LA Galaxy celebraram o “Pride Night”. Evento anual criado pelo clube. Robbie Rogers, lateral esquerdo que é homossexual assumido, não pode jogar devido a uma lesão, mas encabeça a campanha contra a homofobia realizada pelos pentacampeões da MLS Cup. O popular Seattle Sounders também prestou seu apoio a comunidade LGBT, vestindo seu estádio com as cores do arco-íris. Os torcedores do rival Portland foram mais profundos e colocaram um bandeirão com teor político, enaltecendo o amor. Além do próprio Orlando City. Recentemente o capitão da Seleção dos EUA, Michael Bradley, usou uma faixa temática durante uma partida da Copa América Centenário.

Torcedores do Seattle (Foto: Divulgação/Sounders)

Ver bandeiras coloridas nos estádios da MLS não é novidade. Até mesmo em alguns estados mais conservadores dos Estados Unidos é possível ver alguma forma de manifestação.

Nota do San Jose Earthquakes:

O San Jose Earthquakes divulga o seguinte comunicado após o uso de cânticos depreciativos durante o jogo contra o LA Galaxy no Stanford Stadium:

Nós estamos extremamente desapontados e chocados com o comportamento de parte de nossa base de fãs no jogo de sábado. Como uma organização, nós não toleramos esse tipo de discurso em nossos jogos. Isso viola o código de conduta dos Earthquakes e da MLS. É ate passível de punição.

Nos orgulhamos deem criar um ambiente amistoso, famíliar e includente para todos os nossos fãs. Tomaremos as medidas necessárias para combater esse tipo de comportamento daqui em diante.