Em busca do quinto ouro no Futebol Feminino, EUA encaram Nova Zelândia no Mineirão

Estados Unidos e Nova Zelândia se enfrentam pelo Grupo G; tricampeãs do mundo tentam a quinta medalha de ouro, a quarta seguida; Seleção da Oceania tenta supreender

Em busca do quinto ouro no Futebol Feminino, EUA encaram Nova Zelândia no Mineirão
Foto: Divulgação/US Soccer
Estados Unidos
Nova Zelândia
Estados Unidos: Hope Solo; O’Hara, Johnston, Sauerbrunn, Klingenberg; Horan, Long, Lloyd; Heath, Dunn, Morgan.
Nova Zelândia: Erin Nayler; Ria Percival, Abby Erceg, Rebekah Stott, Ali Riley; Katie Duncan, Betsy Hassett, Amber Hearn, Katie Bowen; Sarah Gregorius, Hannah Wilkinson.
ÁRBITRO: Kateryna Monzul (UCR). Assistentes: Natalia RACHYNSKA (UCR) e Sanja RODAK (CRO). Quarta árbitra: Maria Carvajal (CHI).
INCIDENCIAS: Partida válida pela primeira rodada do Grupo G do torneio de futebol feminino dos Jogos Rio 2016. A ser realizado no Mineirão.

Atual campeã do mundo, a Seleção Feminina dos Estados Unidos inicia sua caminhada no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos Rio 2016 nesta quarta-feira (03), diante da Nova Zelândia, em partida pela primeira rodada do Grupo G. O Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, recebe a partida. A bola rola às 19h, horário de Brasília.

As norte-americanas buscam a quinta medalha de ouro. Desde que o futebol feminino entrou como modalidade olímpica em Atlanta 1996, os Estados Unidos estiveram no topo do pódio quatro vezes. Em Sydney 2000, ficaram com a prata ao serem derrotadas pela Noruega. Se por um lado pesa a tradição, do outro temos uma seleção que disputará o torneio de futebol feminino pela terceira vez. A Nova Zelândia não é uma potencia do esporte, mas tentará fazer um bom papel nesta Olímpiada.

Em busca do penta olímpico

A Seleção dos EUA desembarcou em Belo Horizonte no dia 28 de julho. A expectativa é enorme, principalmente após os bons resultados. Neste ano, foram 14 jogos, 13 vitórias e um empate. Conquistaram o título do pré-olímpico da Concacaf com uma vitória por 2 a 0 diante do Canadá.

Jill Ellis, técnica da Seleção norte-americana, deixou o favoritismo de lado e manteve os pés no chão: “Podemos estar na lista de equipes candidatas ao título, mas estamos mais focadas no primeiro jogo. Esta será a partida mais importante no momento e nossa atenção está na Nova Zelândia.

Jogamos contra elas há pouco mais de um ano atrás e teremos poucos ajustes. Elas jogam com toques curtos e teremos um grande desafio pela frente. Seu plano de jogo é bem traçado e trata-se de um time experiente e competitiva, que chega depois de disputar importantes competições. Algumas jogadoras atuam na nossa liga e teremos um adversário batalhador pela frente”, disse a treinadora. O último jogo contra a Nova Zelândia foi em 2015, vitória por 4 a 0.

Nunca um país venceu a Copa do Mundo de futebol feminino e no ano seguinte ganhou a medalha de ouro olímpica. A capitã Becky Sauerbrunn comentou: “É uma motivação para nós. Depois que ganhamos em 2015, comemoramos, mas qual é a próxima coisa que vamos fazer? Estamos sempre olhando para o próximo título, e queremos ganhar os Jogos Olímpicos, e isso nos motiva ao longo destes meses.

A técnica Jill Ellis poderá optar por dois esquemas: 4-2-3-1 ou 4-3-3. É provável que Tobin Heath atue pelo lado esquerdo, com Dunn na direita, Lloyd no centro e Alex Morgan na referência. Megan Rapinoe ainda não é cotada para participar dos dois primeiros jogos, já que ainda se recupera de lesão no joelho.

Em sua terceira Olímpiada, Nova Zelândia assume papel de azarão

Foto: Divulgação/Federação da Nova Zelândia

Na Copa do Mundo de 2015, realizada no Canadá, a Seleção da Nova Zelândia terminou na última posição do Grupo A com apenas dois pontos. Os empates foram contra o Canadá e China. Em Londres 2012, nos Jogos Olímpicos, o país até passou de fase, em terceiro no Grupo E. Porém, acabou caindo diante das americanas por 2 a 0 nas quartas de final.

Ali Riley é natural de Los Angeles, Califórnia. Mas atua pela Seleção da Nova Zelândia. Ela jogou pela Universidade de Stanford. Durante a carreira profissional, atuou em três clubes americanos antes de ir para o Rosengard, da Suécia, time da brasileira Marta. Atuando pela equipe nacional desde 2007, com 95 jogos e um gol, ela falou sobre a importância dos jogos:

A Copa do Mundo Feminina é, obviamente, o foco para nós, jogadoras de futebol, mas não há realmente nada como os Jogos Olímpicos. E como o Brasil ama tanto o esporte, é um grande país para jogar, é claro. Temos um grupo muito difícil, mas esta equipe está pronta para mostrar ao mundo alguma coisa. Temos grandes expectativas e queremos mostrar que podemos competir”, disse a jogadora.

Sarah Gregorius, camisa 10 da Nova Zelândia, analisou a partida desta quarta-feira: “Nós sabemos que chegamos a este jogo como os azarões. Nós sabemos que tudo pode acontecer em jogos de futebol. Já vimos isso uma ou outra vez em grandes eventos esportivos. Sabemos que temos condições de vencer qualquer equipe no ‘nosso dia’ (perfeito).”