Muito gol, pouco gol: a diferença curiosa dos finalistas olímpicos no futebol

Na esperança da medalha inédita, Suécia entra para campo com saldo de gols negativo no futebol feminino, enquanto o Brasil ainda somou contra no masculino

Muito gol, pouco gol: a diferença curiosa dos finalistas olímpicos no futebol
Muito gol, pouco gol, a diferença curiosa dos finalistas olímpicos no futebol

Gol, maior momento do futebol. No entanto para as finais olímpicas o feito que faz balançar as redes e as arquibancadas tem vertentes distintas. Nesta sexta-feira (19), Suécia e Alemanha fazem a decisão feminina e no sábado (20) acontece o jogo masculino entre a seleção brasileira e alemã. Ambos os jogos acontecerão no maior palco do futebol, o Maracanã, local do gramado histórico e guardião de grandes lembranças.

Contudo, gol é algo que as seleções suecas e brasileiras estão observando de modos bem diferentes nestes Jogos Olímpicos. A Suécia pode se tornar campeã com um saldo de gols negativo. Já o Brasil pode conquistar o ouro sem levar gols. Afinal, o lance mais importante do futebol pode ser apenas uma curiosidade dentro do campo para as finais do futebol.

A Suécia é vice campeã da Copa do Mundo de 2003 e terminou na quarta colocação na Olimpíada de 2004 em Atenas, essas conquistas recentes a colocaram no grupo seleto da elite do futebol feminino. Nesta edição olímpica, as suecas apresentaram um time comandado pela técnica Pia Sundhage que tinha o equilíbrio como principal armação tática.

A mesma seleção que na segunda partida pela fase de grupo perdeu por 5 a 1 para o seleção brasileira, conseguiu eliminar as favoritas estadunidenses nas quartas de final e passar pelo mesmo Brasil na semifinal, ambos jogos de mata-mata decididos nos pênaltis. No retrospecto olímpico de 2016, a vitória por 1 a 0 para a África do Sul e um empate em 0 a 0 com a China contribuíram para manter um saldo de gols negativo, contabilizado em menos três gols. No entanto, é esta seleção que chegou a final e espera conquistar o inédito ouro em Jogos Olímpicos.

Em busca de uma medalha ainda não conquistada, o futebol brasileiro traçou outro caminho na Olimpíada Rio 2016. O time não levou gols e conseguiu marcar 12 feitos em cinco jogos disputados. Balançar as redes não demorou, foi preciso esperar chegar ao terceiro jogo do grupo A, diante a Dinamarca para o ataque brasileiro despertar.

Com placares que trouxeram confiança para o time após dois placares em 0 a 0 frente África do Sul e Iraque, o Brasil conseguiu vencer por 4 a 0 a seleção dinamarquesa, avançou nas quartas de final por 2 a 0 diante a Colômbia e chega a final com prestígio após o resultado de 6 a 0 contra a seleção hondurenha.

Esta é a quarta vez que o Brasil chega a uma final olímpica no futebol e nesta edição, das 16 seleções participantes é a única que não sofreu gol. Foi preciso esperar mais de 200 minutos para comemorar a primeira bola na rede, com o caminho aberto, é a seleção que marcou o gol mais rápido desta edição, aos 15 segundos diante Honduras, anotado pelo camisa 10, Neymar.

A seleção brasileira olímpica conseguiu apresentar um equilíbrio construído pelo técnico Rogério Micale. Os quatro atacantes são apoiados pelos laterais Zeca e Rodrigo Caio que poucos avançam para os homens-gol Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol e Luan possam ter a liberdade de atuação. O conjunto formado pela atuação efetiva de um ataque e a construção de uma defesa sólida resultou em um time que ainda não foi abatido e caso a grande final vá para os pênaltis após um empate sem gols, o Brasil pode perder o ouro olímpico sem levar gols.

Uma mera curiosidade futebolística para a final olímpica do futebol desperta a atenção para outros fatores que completam um jogo além do gol. No entanto são esperados grandes jogos, com muita bola na rede e que os números e matemáticas caem após a entrega das medalhas, pois futebol é a alegria, vibração e união dos povos.