Sem Messi, Argentina mede forças contra Venezuela para se manter na liderança das Eliminatórias

Diante do último colocado, os argentinos tentam segurar a primeira colocação na busca pela vaga na Copa do Mundo de 2018

Sem Messi, Argentina mede forças contra Venezuela para se manter na liderança das Eliminatórias
Foto: AFP
Venezuela
Argentina
Venezuela: Daniel Hernández; Rosales, Vizcarrondo, Velázquez e Villanueva; Añor, Tomás Rincón, Figuera e Peñaranda; Josef Martínez e Rondón
Argentina: Romero, Zabaleta, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Mascherano, Biglia, Banega, Lamela e Di María; Lucas Pratto
ÁRBITRO: Roddy Zambrano (ECU)
INCIDENCIAS: PARTIDA VÁLIDA PELA OITAVA RODADA DAS ELIMINATÓRIAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2018. JOGO DISPUTADO no Estádio Guillermo Soto Rosa, EM MÉRIDA, VENEZUELA

A liderança das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 está em novas mãos e, se depender da Argentina, seguirá desta forma. Diante da Venezuela nesta terça-feira (6), às 20h, no Estádio Guillermo Soto Rosa em Mérida, casa adversária, os hermanos buscam mais uma vitória para seguirem no topo da tabela de classificação.

Opostos na tabela, Argentina e Venezuela se enfrentam em momentos completamente diferentes. Se de um lado os argentinos seguem embalados e buscam manter a liderança, os venezuelanos tentam, em casa, conquistar ao menos mais um ponto.

Os hermanos estão na primeira colocação com quatorze pontos, um a mais do que o Uruguai, segundo. Já a Venezuela amarga a última posição, com apenas um ponto vindo de um empate com o Peru, vice-lanterna e que tem quatro pontos.

Argentina tenta manter bom desempenho e liderança mesmo sem Messi

A vitória sobre o poderoso Uruguai na última semana deixou a Argentina em ótima situação nas Eliminatórias. Com o 1 a 0 no placar, gol de Messi, a seleção passou os próprios uruguaios e agora tem quatorze pontos.

Eduardo Bauza não terá todos os seus jogadores disponíveis. O atacante Dybala foi expulso durante a vitória sobre o Uruguai e será ausência. Para seu lugar, o treinador deve utilizar Gaitán ou Banega.

A Argentina vai à Venezuela também sem Lionel Messi, que sentiu dores e voltou para Barcelona. A AFA comunicou que o jogador não jogará por conta da lesão: "O capitão da seleção sofre de um quadro de dor inguinocrural e por isso não participará do próximo compromisso das Eliminatórias. Esta manhã, Lionel Messi realizou tratamento médico e fisioterápico para o quadro de dor inguinocrural. Seguirá com indicação de repouso esportivo e não jogará diante da Venezuela, na data 8 das Eliminatórias à classificação para Rússia 2018".

Lucas Pratto foi escolhido como titular por Bauza e, após uma boa partida, seguirá no ataque argentino. O jogador falou sobre como a seleção pode chegar a vitória diante da Venezuela. "Eles não têm nada a perder. A Venezuela vai querer ganhar em casa para mostrar que pode ir adiante. Eles devem pressionar o meio e devemos superar isso para chegar ao gol. Pode ser um jogo de poucas chances, como contra o Uruguai. Apesar que a Venezuela não vai esperar tão atrás", afirmou Pratto.

A provável escalação argentina deve ser: Romero, Zabaleta, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Mascherano, Biglia, Banega, Lamela e Di María; Lucas Pratto.

Sem esperanças, Venezuela tentará pelo menos o empate em casa

Em último na tabela de classificação, a Venezuela já não pensa mais em Copa do Mundo. Com apenas um ponto somado, os venezuelanos tem chances mínimas e agora buscam pontuar para, pelo menos, não finalizarem as Eliminatórias no fundo do poço.

Na última partida diante da Colômbia, a equipe perdeu a cabeça e, diante do placar de 2 a 0 favorável aos adversários, e teve dois jogadores expulsos. O desafio contra a Argentina será ainda mais difícil e pede mais calma venezuelana.

O técnico Rafael Dudamel terá dois desfalques. ÁngelFeltscher foram expulsos e não estarão disponíveis. O terceiro será Figuera, que levou um cartão amarelo e está suspenso. Com isso, o time titular terá algumas mudanças e lutará para tentar, pelo menos, parar os argentinos.

A provável escalação deve ser: Daniel Hernández; Rosales, Vizcarrondo, Velázquez e Villanueva; Añor, Tomás Rincón, Figuera e Peñaranda; Josef Martínez e Rondón.

A grande crise política na Venezuela quase fez o jogo ser cancelado ou mudar de lugar. Os argentinos se recusaram a viajar sem confirmação de que o confronto e a seleção não seriam prejudicados pelas manifestações populares ou a violência. "A Conmebol terá que colocar limites nesta situação, se joga ou não joga. Tenho um e-mail de quarta-feira à noite em que a embaixada e o governo da Venezuela garantiam o evento. Temos que apresentar maiores garantias a nossos jogadores e a todos nós para poder viajar. Se não as tivermos, seguramente não vamos viajar. Até quarta-feira não as tínhamos", disse o secretário de seleções da AFA, Jorge Miadosqui.