Sem Messi, Argentina leva virada para Nigéria na Rússia

Equipe de Jorge Sampaoli chegou a abrir 2 a 0 no placar, mas caiu de produção na segunda etapa e sofreu a virada em 2 minutos

Sem Messi, Argentina leva virada para Nigéria na Rússia
Classificados para a Copa, os nigerianos podem cair no mesmo grupo de Brasil ou Argentina (Foto: Mladen Antonov/Getty Images)
Argentina
2 4
Nigéria
Argentina: Marchesín; Mascherano, Otamendi, Pezzella; Pérez, Di María; Banega, Lo Celso; Aguero, Dybala, Pavon. Técnico: Jorge Sampaoli.
Nigéria: Akpeyi; Balogun, Troost-Ekong, Aina, Shehu, Awaziem; Obi Mikel, Ogu, Iwobi, Ndidi; Iheanacho. Técnico: Gernot Rohr.

Já classificada para a Copa do Mundo, a Argentina recebeu a Nigéria, também garantida na Copa, em jogo válido pelos amistosos promovidos por essa Data-Fifa. Mesmo sendo mandante, os hermanos realizaram a partida na Rússia, na Krasnodar Arena.

Sem Lionel Messi, que foi poupado por Sampaoli, a Albiceleste  perdeu, de virada, para os africanos por 4 a 2 com gols de Éver Banega, Sérgio Aguero, para os argentinos, Iheanacho, Brian Idowu e dois de Alex Iwobi, que sacramentaram a vitória dos nigerianos aplicada na Rússia.

Depois do confronto de hoje, as seleções só voltam a ter compromissos em amistosos em março de 2018, visto que os períodos para Data-Fifa se encerram neste mês de novembro. Embora os adversários para o ano que vem ainda não estejam definidos, uma certeza é que serão seleções de tradição no futebol, pois as duas equipes estarão em reta final para a preparação para o mundial que acontece 3 meses após a primeira data de amistosos.

Primeira etapa com recorde pessoal

De primeiro momento ficou nítido que seria uma Argentina diferente sem Messi. A equipe Albiceleste abusou da posse de bola, chegando a ficar 88% do tempo com a redonda nos pés, enquanto os nigerianos apenas assistiam a troca de passes de uma seleção que mostrou a coletividade e posicionamento, fugindo da "Messi-dependência" que fora tão vista nas eliminatórias, onde os únicos gols marcados na etapa do torneio saíram todos dos pés do camisa 10 argentino.

Com Paulo Dybala assumindo o protagonismo e distribuindo jogadas para seus companheiros, os mandantes da partida souberam pressionar e chegaram ao gol logo na metade do primeiro tempo, quando Banega bateu falta na entrada da área vencendo o goleiro Akpeyi.

Quando abriram o marcador, os hermanos não se mostraram acomodados com o placar. Em troca de passes pela direita, Pavon acertou um cruzamento rasteiro que encontrou Aguero para dividir  com os zagueiros, empurrando a bola para dentro das redes. Com o gol marcado, o atacante do Manchester City se tornou o terceiro maior artilheiro da seleção, com 36 gols, atrás de Gabriel Batistuta, com 54 e Messi, com 61.

(Foto: Mladen Antonov/Getty Images)
(Foto: Mladen Antonov/Getty Images)

Em êxtase com placar construído na primeira etapa, os argentinos ainda viram Iheanacho descontar para os africanos faltando poucos minutos para descerem ao vestiári, após descuido da zaga. O nigeriano chegou ao seu 8° gol em 14 partidas pela seleção da Nigéria.

Apagão na segunda etapa

Com o resultado negativo, os visitantes partiram para cima dos hermanos, que pouco conseguiram fazer depois de uma reação fulminante dos adversários. Sampaoli tirou Aguero para promover a entrada de Benedetto, que viu do gramado o empate e a virada acontecer, respectivamente, aos 52 e 54 minutos de partida. A virada veio na primeira bola que veio a Brian Idowu, que havia saído do banco no início da segunda etapa.

A virada fez os argentinos sentirem o golpe e passarem a ter uma postura desorganizada e pouco criativa, diferente da que foi vista na primeira etapa. Jorge Sampaoli ainda tirou Dybala e colocou Belluschi, dificultando ainda mais a criação de jogadas ofensivas - que eram tarefas do camisa 10 da Juventus.

(Foto: Mladen Antonov/Getty Images
(Foto: Mladen Antonov/Getty Images)

Mesmo com uma posse de bola de 63%, a Albiceleste não sabia muito o que fazer com a bola, não demonstrava reação. Enquanto isso, os nigerianos estavam à todo o vapor e, quando atacavam, eram objetivos. Exemplo disso que chegaram ao quarto gol, com Iwobi, para deixar um gosto amargo na sua primeira ida à Rússia faltando poucos meses para o torneio mundial.

Atrás do placar, os mandantes foram pro tudo ou nada, indo para cima dos africanos. Benedetto ainda acertou um chute forte no travessão e exigiu boa defesa de Akpeyi depois de cabecear com perigo dentro da área. Contudo, a derrota já estava sacramentada e os argentinos pouco puderam reagir, voltando para casa com uma derrota de 4 gols na bagagem.