Anfitriã Rússia tem missão dura no Grupo A e joga para não ser eliminada na primeira fase

Para não repetir África do Sul, em 2010, russos terão de despachar já tradicional Uruguai e surpresa Egito, que tenta voltar ao cenário

Anfitriã Rússia tem missão dura no Grupo A e joga para não ser eliminada na primeira fase
Arábia Saudita, de volta após duas edições, completa chave dos anfitriões (Foto: Matthias Hangst/Bongarts/Getty Images)

A Copa do Mundo 2018 ainda está um pouco distante, mas iniciou em 2015 com as Eliminatórias de cada confederação ligada à Fifa e, depois de dois anos, as 31 vagas foram preenchidas. Nesta sexta-feira (1º), em evento realizado em Moscou, os oito grupos com quatro seleções cada foram definidos para disputa do maior campeonato envolvendo todas as nações.

Rússia com missão árdua em casa

Anfitriã, a Rússia é cabeça de chave no Grupo A - método usado desde 2006, já que em 2002 foram dois países-sede e nenhum ficou no grupo inicial - tenta manter a escrita positiva. Em 2010, a África do Sul virou a única seleção a não passar da primeira fase sendo dona da casa, tendo o restante avançado.

Russos ficaram no empate com a Espanha no último amistoso de 2017 (Foto: Epsilon/Getty Images)
Russos ficaram no empate em casa com a Espanha no último amistoso de 2017 (Foto: Epsilon/Getty Images)

Os russos, entretanto, não vêm apresentando bom futebol e deixam a dúvida em seus torcedores no Mundial. A força do público pode até vir a fazer diferença dentro de campo, contudo o baixo nível mostrado é o que mais gera desconfiança na torcida dos comandados por Stanislav Tchertchesov, devendo terminar na 3ª posição.

Uruguai busca continuar com favoritismo

Classificado para a terceira Copa do Mundo consecutiva, o Uruguai vai tentar permanecer entre as favoritas ao título por ser tradicional. Com amplo favoritismo na chave, aposta na boa trajetória nas Eliminatórias como arma para esquecer a desclassificação ainda nas oitavas de final da última edição.

Celeste é amplamente favorita a passar na liderança do Grupo A (Foto: Divulgação/AUF)
Bicampeã, Celeste é amplamente favorita a passar isolada na liderança do Grupo A (Foto: Divulgação/AUF)

Tratada como mais forte do grupo, a Celeste visa continuar na disputa pelo terceiro título da história - conquistou em 1930 e 1950 - e mostrar suas forças. No classificatório, encerrou na 2ª posição, atrás apenas do Brasil e deve encerrar o Grupo A na liderança, com possibilidade de ter 100% de aproveitamento.

Egito tenta ressurgir no cenário mundial

Na sua terceira participação em toda história, o Egito tenta voltar a dar as caras no cenário mundial, pois está ausente desde 1990 e o futebol foi bastante modificado. Ressurgindo com atletas como Elneny e Salah, com mais destaque, os egípcios são também os maiores campeões da Copa Africana de Nações.

Salah, meia-atacante do Liverpool, é um dos principais nomes para ajudar os Faraós (Foto: Tarek Abdel Hamid/AFP)
Salah, jogador do Liverpool, é um dos principais nomes para ajudar os Faraós (Foto: Tarek Abdel Hamid/AFP)

Após bater na trave por várias vezes na tentativa de garantir uma vaga no Mundial, os Faraós conseguiram fazer boas apresentações e ter um lugar entre as seleções de renome. Por ressurgir com forças, espera-se que consiga assegurar classificação às oitavas de final, igualando assim sua melhor campanha, finalizando na vice-liderança.

Arábia Saudita aposta no fator surpresa

Sempre surgindo como força na Ásia, a Arábia Saudita tenta encerrar um retrospecto negativo, já que terminou na lanterna nas últimas três oportunidades que disputou a Copa e nunca ter vencido nenhum jogo. Dessa vez, todavia, a probabilidade é de que o desempenho não tenha mudanças, seguindo sem vencer.

Liderada por Nawaf Al Abid, Arábia tenta quebrar histórico ruim (Foto: Kaz Photography/Getty Images)
Autor do gol mais rápido da história, Al Abid é a principal arma saudita (Foto: Kaz Photography/Getty Images)

Por fazer o confronto de abertura com os anfitriões, os Falcões Verdes aparecem como a surpresa da chave, tentando deixar para trás ainda o tradicional Uruguai e o também surpreendente Egito. Sob comando do argentino Pizzi, os sauditas deverão encerrar - mais uma vez - com a pior campanha.