Santa Fe vence Táchira em jogo eletrizante e se aproxima de classificação na Libertadores

Time colombiano decidirá em casa e terá a vantagem do empate para se classificar

Santa Fe vence Táchira em jogo eletrizante e se aproxima de classificação na Libertadores
Tesillo falhou em um dos gols, mas acabou se redimindo (Foto: GEORGE CASTELLANOS/AFP/Getty Images)
Dep. Táchira
2 3
Santa Fe
Dep. Táchira: Velásquez; Noguera, España, Benítez, Vargas e Granados; Melo, Lezama (Moreno, MIN. 69), Greco (Angarita, MIN. 46) e Chacón (Infante, MIN. 75); Pérez e Almirón. Técnico: Francesco Stifano
Santa Fe: Zapata; Moya, López, Tesillo e Valencia; Roa, Gordillo, Perlaza e Pajoy (Balanta, MIN. 90); Bentancourt (Salazar, MIN. 78) e Morelo (Fernández, MIN. 87). Técnico: Gregório Pérez.
Placar: 0-1, Morelo, MIN. 7; 1-1, Granados, MIN. 10; 2-1, Almirón, MIN. 22; 2-2, Tesillo, MIN. 31; 2-3, Morelo, MIN. 51.
ÁRBITRO: DANIEL FEDORCZUK (URU). Cartões amarelos: Vargas, Infante e Moreno (Táchira); Tesillo (Santa Fe)
INCIDENCIAS: Partida válida pela fase preliminar da Copa Libertadores da América. Foi disputada no Polideportivo de Pueblo Nuevo, na Venezuela.

Em jogo válido pela fase preliminar da Copa Libertadores da América 2018, Deportivo Táchira e Independiente Santa Fe se enfrentaram na noite dessa quinta (1º), no Polideportivo de Pueblo Nuevo, casa do time venezuelano, fazendo o primeiro jogo desta eliminatória. Em um jogo repleto de gols, quem saiu na frente do confronto foi o Santa Fe, que venceu por 3 a 2, com gols de Morelo e Tesillo, enquanto Granados e Almirón fizeram os do time da casa.

Com o resultado, o Santa Fe tem a vantagem de perder por até um gol de diferença dentro de casa, desde que o Táchira não faça três gols. Enquanto os colombianos terão um tempo para descansar até o jogo da volta, os venezuelanos jogarão contra o Anzoatégui pelo Torneio Apertura.

Show de gols na primeira etapa

Por se tratar de um jogo decisivo, Deportivo Táchira e Santa Fe começaram se estudando, sem tentar jogadas mais arriscadas. Isso mudou rapidamente quando Pajoy, recebeu na esquerda e fez linda virada de jogo para Roa, que dentro da área, ajeitou na medida para Morelo bater de primeira e abrir o placar para os visitantes no primeiro ataque da equipe.

Jogando em casa e precisando do resultado, a equipe aurinegra partiu para o ataque para tentar dar uma resposta e obteve êxito em pouco tempo. Quando a torcida do Santa Fe ainda estava comemorando, Melo aproveitou vacilo da defesa e mandou para Granados, que não titubeou. O lateral esquerdo mandou uma bomba cruzada, no canto de Zapata.

Não dava tempo do torcedor respirar, já que o time da casa começou a exercer uma pressão incrível no ataque. Primeiro em cobrança de falta de Lezama, que passou muito perto do gol. Na segunda, o Santa Fe não teve a mesma sorte. Almirón deu uma cavadinha buscando Greco, Tesilla perdeu o tempo da bola e o meia ajeitou de cabeça para o mesmo Almirón dar um chutaço sem chances para Velásquez.

A equipe Cardenal não teve outra alternativa a não ser acordar na partida e tentar o empate ainda na primeira etapa. Já o Táchira recuou depois do seu segundo gol e era menos incisivo nas chegadas ao ataque. Em uma das chegadas dos visitantes, Bentancourt aproveitou bate rebate na área e bateu para fora. O mesmo destino teve o chute de Morelo, ao receber cruzamento e bater de primeira tirando tinta da trave.

Tanta insistência deu certo. Após jogada de escanteio, a bola sobrou na frente da área e foi lançada para Tesillo, que era o único em condições de jogo em meio aos três impedidos de seu time, mas ele acabou se atrapalhando e a bola ficou com Betancourt. O atacante tocou para o próprio Tesillo se redimir da falha e empatar o jogo, dando números finais ao primeiro tempo.

Santa Fe assume o controle do jogo

O Santa Fe já começou o segundo tempo procurando a virada, sempre contando com as boas chegadas de Pajoy e Roa, que exploravam bastante a velocidade para incomodar o time da casa. Em uma dessas bolas, Roa lançou para Betancourt. Ele tentou dominar, mas España chegou com o pé alto no seu ombro e imediatamente o juiz apontou para a marca do pênalti. Na cobrança, Morelo bateu fraco, mas aproveitou o rebote e marcou.

Daí em diante, o time colombiano passou a comandar as ações da partida, ficando mais perto de ampliar do que tomar o empate, visto que os venezuelanos não conseguiam sair jogando com facilidade, no que parece ter sido um ajuste do técnico Gregório Pérez, colocando seu time para marcar a saída de bola do adversário, como quando Pajoy tomou e passou para Valencia, que bateu para fora.

A única oportunidade de gol que a equipe venezuelana teve para empatar foi em cabeçada de Almirón em uma falta cobrada por Moreno. Mas foi só. O time não conseguiu repetir o ímpeto que teve no primeiro tempo e acabou mesmo derrotado pelo time colombiano, que no fim da partida, ficou tocando a bola em seu campo de defesa, esperando o juiz apitar e decretar a vitória.