Valores recordes e trocas entre rivais: o resumo da janela de transferências do inverno europeu

Período de transferências na Europa foi bastante agitado e a VAVEL Brasil indicou os destaques desse período

Valores recordes e trocas entre rivais: o resumo da janela de transferências do inverno europeu
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL Brasil

O último mercado de transferências de inverno na Europa, que se encerrou na quarta-feira (31), foi o mais agitado desse período – visto que, em tese, não é o mais importante do futebol europeu – dos últimos anos. Transferências recordes, equipes mexendo muito em seus respectivos plantéis e trocas de equipes inesperadas foram alguns dos fatos marcantes dessa janela. A VAVEL Brasil preparou um especial sobre isso, citando os principais acontecimentos.

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Transferências recordes

O caso entre Philippe Coutinho e Barcelona era caso antigo. Desde o começo da temporada, o brasileiro demonstrava sua vontade de atuar na equipe da Catalunha, mas o Liverpool era irredutível e não liberava o jogador. Dessa maneira, o jogador criado na base do Vasco teve um grande desempenho na primeira metade da Premier League, mas, dessa vez, os Reds não conseguiram sustentar e venderam o brasileiro, que será a terceira contratação mais cara da história – já que, no começo da próxima temporada, o PSG pagará a opção de compra do jovem Kylian Mbappé.

Mantendo a sequência de valores gigantescos pago por jogadores, essa janela ‘deu’ o defensor mais caro de toda a história: em outro jogo de interesse antigo envolvendo os clubes, o Liverpool contratou o zagueiro holandês Virgil Van Dijk junto ao Southampton, por cerca de 79 milhões de euros. O zagueiro, inclusive, estreou marcando o gol da vitória contra o Everton, grande rival dos Reds, em uma partida da FA Cup.

(Foto: Soccrates Images/Getty Images)
(Foto: Soccrates Images/Getty Images)

A outra transferência destacável é uma repatriação. Sem espaço no Chelsea, já que o treinador Antonio Conte não contava – e fazia questão de falar disso publicamente – com seu trabalho, o atacante Diego Costa retornou ao Atlético de Madrid por 55 milhões de euros mais 10 milhões de bônus e questões por produtividade. Recebido com muita festa no Wanda Metropolitano, o hispano-brasileiro já marcou dois gols desde que retornou.

‘Dança das cadeiras’ entre atacantes

O futebol inglês foi o grande causador dessa janela, principalmente no quesito de atacantes. Primeiramente, o chileno Alexis Sánchez, que estava com pouco meses restando em seu contrato, deixou o Arsenal para assinar com o Manchester United, o que acabou chocando todo o país. Em troca, os Red Devils cederam o armênio Henrikh Mkhitaryan aos Gunners.

As grandes movimentações, porém, ficariam para o Deadline Day: em um “negócio” – entre aspas já que as três negociações não têm, em tese, total ligação – envolvendo Arsenal, Borussia Dortmund e Chelsea. Os Gunners, buscando reforçar seu ataque, queriam Pierre-Emerick Aubameyang, mas o BVB liberaria o gabonês apenas se contratasse um substituto e, por isso, foi atrás de Michy Batshuayi. Os Blues, sem recomposição e com Álvaro Morata, foram atrás de Olivier Giroud, que perderia espaço na equipe de Arsène Wenger.

(Foto: Divulgação/Chelsea)
(Foto: Divulgação/Chelsea)

E foi justamente isso que aconteceu: no último dia de janela, Pierre Aubameyang foi apresentado no Arsenal, sendo a contratação mais cara do clube, Michy Batshuayi fora emprestado ao Borussia Dortmund até o final da temporada e Oliver Giroud, apesar de toda sua identificação com os Gunners, assinaria contrato com o Chelsea.

Transferência polêmica

Tentando se reforçar ainda mais, Pep Guardiola riscou de sua lista de desejos a contratação de um zagueiro canhoto ao oficializar a compra de Aymeric Laporte, junto ao Athletic Bilbao. Pelo pagamento da cláusula de rescisão junto à equipe basca por 65 milhões de euros, se tornando a contratação mais cara da história do Manchester City.

(Foto: Divulgação/Athletic Club)
(Foto: Divulgação/Athletic Club)

Mas, até aí, o que há de polêmico? A reação futura do Athletic Bilbao. Com a saída de seu principal zagueiro e respeitando sua política de contratar apenas jogadores bascos, Los Leones foram atrás logo de Iñigo Martínez, zagueiro e um dos principais jogadores da Real Sociedad, sua grande rival. Pelo pagamento da cláusula de rescisão, o defensor mudou de equipe no país basco e ainda afirmou que “iria para um clube grande, não podendo ficar no meio da tabela”.

A reação dos torcedores da Real Sociedad, que contratou o mexicano Hector Moreno para esse lugar, foi, obviamente, de ódio. A diretoria do clube, perplexa na mesma medida, indicou que qualquer torcedor poderia trocar a camisa com o nome e número de Iñigo das costas por uma nova, com o nome de qualquer outro atleta, sem ter que pagar nada por isso.

Equipes que movimentaram o mercado

Everton: assim como na primeira janela, os Toffees se mostraram ativos no mercado, contratando muitos nomes. Dessa vez, porém, a expectativa não será de que “a equipe pode surpreender”, já o time comandado por Sam Allarydce faz pífia campanha na Premier League e, por isso, tenta se recuperar na tabela. Chegaram Theo Walcott, o turco Cenk Tosun e o zagueiro Eliaquim Mangala, por empréstimo. Em contrapartida, Ross Barkley, Sandro Ramírez, Ademola Lookman, Mohamed Besic, Kevin Mirallas e Aaron Lennon deixaram Merseyside.

Saint-Etienne: em situação complicada na Ligue 1, os Verts foram outra equipe que buscou alternativas na janela para tentar salvar sua temporada. Os experientes zagueiro Neven Subotic e o lateral-direito Mathieu Debuchy chegaram à custo zero, enquanto que Yann M’Vila e Paul-Georges Ntep chegaram por empréstimo. Para completar, o atacante Robert Beric e o meio-campo Oussama Tannane retornaram de seus empréstimos para, respectivamente, Anderlecht e Las Palmas. Por outro lado, Bryan Dabo, Lois Diony e Alexander Söderlund, Florentin Pogba e Léo Lacroix deixaram o ASSE.

Sevilla: com resultados abaixo do esperado, o treinador Eduardo Berizzo foi sacado do cargo ainda em 2017, dando lugar a Vincenzo Montella. O italiano, por sua vez, começou a mexer algumas peças para tentar dar uma cara nova à equipe: chegaram Guilherme Arana, o atacante Sandro Ramírez, que não deu certo no Everton, o meio-campo Roque Mesa, não adaptado ao futebol inglês, e Miguel Layún – esses três últimos por empréstimo.

(Foto: Divulgação/Sevilla FC)
(Foto: Divulgação/Sevilla FC)

Benevento: pior equipe da Europa e carregando a sina de ser a equipe com o pior desempenho em um turno da história do Campeonato Italiano, a equipe da Bruxa se movimentou bastante no mercado, tentando, pelo menos, melhorar a sua campanha no Calcio. Foram sete contratações: os brasileiros Guilherme, que estava no Légia Varsóvia, Sandro, ex-Internacional e Tottenham, Jean-Claude Billong, Cheick Diabaté, Alin Tosca, Filip Djuricic e Christian Puggioni. Em contrapartida, Amato Ciciretti, principal jogador da equipe, foi para o Parma, por empréstimo.

Levante: buscando sair das posições inferiores do Campeonato Espanhol e se afastar da zona de rebaixamento, a equipe treinada por Juan Muñiz contratou seis jogadores. A única compra foi o atacante Armando Sadiku, junto ao Légia Varsóvia. Além dele, Coke, Iván Villar, Rubén Rochina, Fahad Al-Muwallad, pela parceria entre as federações da Espanha e da Árabia Saudita, e o experiente atacante Giampaolo Pazzini chegaram.

Rubin Kazan: brigando contra o rebaixamento no Campeonato Russo, a equipe se destaca pela quantidade de jogadores que saíram. Ao todo, novo jogadores deixaram o clube: Mortiz Bauer, para o Stoke City, Carlos Zambrano, ao Dínamo de Kiev, Mijo Caktas, Taras Burlak, Yann M’Vila, para o Saint-Etienne, Rubén Rochina, Maxime Lestienne, ao Málaga, Alex Song, que está sem clube, e Ragnar Sigurdsson.