Com quase um ano no comando, Dieter Hecking ainda encontra dificuldades no M'Gladbach

Ex-treinador do Wolfsburg chegou ao Gladbach com expectativa de reorganizar a equipe, mas as atuações vem sendo irregulares

Com quase um ano no comando, Dieter Hecking ainda encontra dificuldades no M'Gladbach
Foto: Getty Images

Próximo de completar um ano de sua contratação pelo Borussia Mönchengladbach, o treinador Dieter Hecking mostrou muito pouco desde que assumiu a equipe. Depois de um início promissor, principalmente fora de casa, nenhuma evolução foi vista no futebol dos Potros.

Até o momento o experiente treinador, campeão da DFB Pokal com o Wolfsburg em 2015, possui 38 partidas comandando os Foals, com 18 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. A parte dos números, o futebol apresentado pelo Gladbach vem sendo extremamente questionado, principalmente por sua torcida, insatisfeita com a forma pragmática do time. No último jogo (Mainz), por exemplo, os torcedores vaiaram a atuação no intervalo do confronto e também após o apito final.

Em 11 partidas disputadas na campanha atual da Bundesliga a equipe comandada por Hecking foi vazada em dezenove oportunidades, sendo a 3ª pior defesa do campeonato. Vale salientar ainda as derrotas pesadas para Borussia Dortmund (6-1) e recentemente em clássico do Rio Reno, contra o Bayer Leverkusen, por 5 a 1, atuando no Borussia-Park. Sem soluções defensivas (Wendt muito mal, assim como Jantschke), a equipe vem sendo facilmente envolvida por seus adversários, caso do empate diante do Mainz, que merecia a vitória.

O coração da defesa é outro problema do Gladbach, que atualmente conta com Vestergaard e Ginter no setor – o defensor dinamarquês segue falhando praticamente em todos os jogos, mas não é contestado. Nico Elvedi, por outro lado, vem tendo as melhores exibições entre os jogadores de defesa, tanto na lateral ou na zaga – como nas últimas partidas. Juntamente com o sistema defensivo, os demais setores da equipe não funcionam, em consequência do péssimo trabalho realizado por Hecking. Yann Sommer, destaque há duas temporadas, vem em declínio técnico vertiginoso desde a temporada passada, falhando constantemente, e sequer é questionado, também.

O meio-campo, apesar da boa presença de Denis Zakaria, sofre na marcação e permite espaços para os adversários. O ataque, consequentemente, sobrecarregado pela péssima distribuição tática, vem apresentando pouco. Stindl e Raffael, jogadores mais importantes do clube, não estão tendo boas atuações, essencialmente pela falta de criatividade dos meias e também pelo simples fato de não serem atacantes de origem.

Atuar no Borussia-Park, por exemplo, era praticamente certeza de triunfo para os Potros, algo que também mudou na gestão de Hecking. O clube detém apenas a 10ª campanha atuando em seus domínios, com três vitórias, um empate e duas derrotas, com saldo negativo (7:8). O único que vem tendo atuações acima da média é o belga Thorgan Hazard, em excelente fase, contribuindo com  quatro gols e seis assistências em 13 partidas.

A direção, apesar das péssimas exibições, parece satisfeita com a campanha atual. Pelo menos foi o que disse o diretor esportivo Max Eberl, que imaginou, no início de temporada, uma campanha que fosse superior a passada, ou seja, qualquer coisa além da 9ª colocação. O objetivo deveria ser maior, como por exemplo retornar as competições europeias. Mas não parece que isso vá acontecer, ao menos com Hecking e Eberl no comando.