'Paco' Gento: conheça a lenda merengue campeã no passado e no presente

Espanhol que foi símbolo da era mais gloriosa do clube blanco ainda participa ativamente do cotidiano do clube

'Paco' Gento: conheça a lenda merengue campeã no passado e no presente
(OK) 'Paco' Gento: lenda merengue campeã no passado e no presente

Francisco "Paco" Gento López, nascido em 21 de outubro de 1933, um jogador que nasceu em Guarnizo, na Espanha, e ganhou notoriedade no futebol espanhol a partir da primeira metade da década de 1950, sendo revelado pelo Racing Santander. Depois indo para o Real Madrid, para assim pertencer a eternidade com um time histórico.

O jogador iniciou sua carreira nas quatro linhas em 1952 aos 19 anos no pequeno clube da cidade de Santander, onde fez apenas dez jogos e marcou dois gols. Um ano após a estreia, se transferiu para o clube da capital e um dos principais clubes de seu país, para a formação de um esquadrão que dominaria a Espanha e a Europa de uma maneira jamais vista anterior e posteriormente a sua geração.

O jogador que atuava com a camisa 11 e como meia pela esquerda, foi companheiro de um dos grandes expoentes do time que teria Di Stéfano, que chegou no mesmo ano vindo do Millionarios da Colômbia, e algum tempo mais tarde com a chegada do húngaro Ferenc Puskás. que viria do esquadrão do Honvéd do seu país de nascimento, para assim formarem o trio mais vencedor da então Champions Cup (atualmente Uefa Champions League), vencendo as 5 primeiras edições, primeiro batendo o Stade de Reims por 4 a 3 e se sagrando o primeiro vencedor do torneio. Nos anos seguintes, bateu os italianos Fiorentina e Milan com gols de Gento em ambas as finais, inclusive decidindo na final contra os Rossoneros na prorrogação vencida pelo time de Madrid por 3 a 2.

Em 1959, mais um título sobre os franceses do Reims triunfando dessa vez por 2 a 0, mesmo placar de dois anos antes contra a Fiorentina. E por fim, em 1960, fazendo 7 a 3 sobre o Eintracht Frankfurt, culminando numa era de ouro da equipe, estabelecendo uma marca jamais alcançada no futebol europeu. Ainda esteve em campo e já veterano no título de 1966, quando bateu o Partizan por 2 a 1, já não tendo mais a companhia dos seus antigos "camaradas".

Por isso, inclusive, se tornou o homem que mais vezes ergueu a taça da agora Uefa Champions League com seis conquistas, mas engana-se que ele só ganhou títulos europeus. Ao longo de quase 20 anos com a camisa madridista, ainda foram ao todo oito finais na maior competição de clubes da Europa e 12 títulos do Campeonato Espanhol.

Isso tudo dividido em 428 aparições com o time blanco e 128 gols junto com a equipe. Também jogou na Seleção Espanhola por cerca de 14 anos, com um total de 43 jogos e cinco tentos anotados em sua carreira internacional, jogando os mundias de 1962 e 1966 com a camisa da Fúria.

Depois de pendurar as chuteiras, ainda foi técnico do Castilla (Real Madrid B), Castellón, Palencia e Granada. Depois de anos e muitas homenagens no seu clube e fora dele, o congratulando sobre sua história por sua trajetória no futebol, ele por muitos anos dirigiu as categorias de base do Real Madrid, além de ser embaixador do clube.

Após o falecimento do seu amigo e ex-companheiro, Di Stéfano, ele foi alçado no fim de 2015 ao posto de presidente de honra do clube, onde além de ajudar em algumas decisões institucionais, também acompanha a apresentação de novos atletas e participa de compromissos ligados a imagem do clube e a expansão de sua marca. Como embaixador foi campeão dos títulos de 1998, 2000, 2002 e 2014, e agora vai em busca da primeira vitória na sua nova função e convenhamos de vitória em títulos continentais ele entende.