Especiais La Liga 2015/16 Real Madrid: da mudança na comissão técnica ao título da UCL

Zidane mudou, em pouco tempo, a cara da equipe que viria a conquistar a Europa, pela 11° vez

Especiais La Liga 2015/16 Real Madrid: da mudança na comissão técnica ao título da UCL
Especiais La Liga 2015/16 Real Madrid: da mudança na comissão técnica ao título da UCL

Encerrou-se, no último sábado (30), mais uma grande temporada para o Real Madrid. Um começo ruim, com desconfiança, após a demissão de Carlo Ancelotti no comando merengue tomou conta dos torcedores. Com a contratação de Rafa Benítez para o cargo e reforços pontuais, os galáticos voltaram a acreditar na equipe, embora precocemente. 

No primeiro trimestre da temporada, um começo instável dos espanhóis no Campeonato Espanhol. As primeiras dez rodadas da liga nacional foram de perfeitas condições, onde o Real goleava seus adversários e tinha assumido a liderança da tabela. Entretanto, na 11° rodada, o primeiro revés: 3 a 2, diante do Sevilla, fora de casa. Na próxima, o clássico diante do Barcelona, e o ponto crucial para o futuro de Benítez. 

Em pleno Santiago Bernabéu, um sonoro 4 a 0 da equipe de Luis Enrique reinou em Madrid, e a crise veio à tona. Em meio à turbulência, a Uefa Champions League se iniciava. Em grupo de fácil acesso, os merengues logo mostraram ao que vieram, chegando à liderança de seu grupo e classificando-se com antecedência às oitavas de finais, onde enfrentariam a Roma.

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Derrota do Real Madrid para o Barcelona, no Santiago Bernabéu, por 4 a 0 (Foto: Getty Images)
Derrota do Real Madrid para o Barcelona, no Santiago Bernabéu, por 4 a 0 (Foto: Getty Images)

A desconfiança reinava em Madrid. Rafa Benítez não era unanimidade no comando, mesmo com a recuperação após os dois resultados ruins em La Liga. As características defensivas da equipe, em contraposição com o gosto da torcida, pressionava o técnico espanhol a cada rodada que passava. 

Até que, na 18° rodada do Campeonato Espanhol, a gota d'água: um empate fora de casa com o Valencia, que resultou na demissão de Rafa Benítez. Com poucos pretendentes no mercado, a opção foi olhar para o Real Madrid Castilla, onde estava Zinedine Zidane, o francês ídolo como jogador, que viraria ídolo como treinador também. A solução foi caseira. 

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Zidane assumiu e logo a postura mudou. Diante do Deportivo La Coruña, em sua estreia, em casa, uma goleada arrasadora por 5 a 0 e uma incrível partida de Gareth Bale - jogador que viria a crescer muito com o promissor técnico. Foram 11 rodadas de invencibilidade até o arquirrival Atlético de Madrid vencer o time, que agora tinha características ofensivas: 1 a 0 e a desconfiança voltava a reinar em Madrid. 

O princípio de nova crise durou pouco. Com foco na Uefa Champions League, os merengues haviam batido a Roma e o Wolfsburg - após derrota frustrante na Alemanha, e esperavam pela semifinal da competição, onde enfrentariam o Manchester City, sedento por títulos. Voltando à liga nacional, na 30° rodada, o Barcelona já estava 12 pontos à frente dos galáticos, e o clássico estava por vir, no Camp Nou.

Com o favoritismo totalmente pendendo para o lado do Trio MSN, os merengues foram comendo pelas beiradas na Catalunha. Piqué abriu o placar no Camp Nou. Mas Benzema, de voleio e Cristiano Ronaldo, ao seu estilo, viraram a partida e silenciaram os críticos e deram fogo e vida ao campeonato. 

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Cinco rodadas se passaram e o Barcelona ficou quatro jogos sem vencer, o que resultou na queda da diferença de pontos entre os catalães, colchoneros e galáticos: agora, o Atleti estava com a mesma quantia de pontos, enquanto Zidane e seus comandados eram terceiros colocados, há um de distância. 

Real Madrid vira sobre Barcelona no Camp Nou e põe fogo no Campeonato Espanhol (Foto: Getty Images)
Real Madrid vira sobre Barcelona no Camp Nou e põe fogo no Campeonato Espanhol (Foto: Getty Images)

O Real fez seu papel, venceu todas e deixou a competição em aberto até a última rodada. Mas, os catalães voltaram a jogar bom futebol e engataram 100% de aproveitamento na reta final, o que resultou no título de La Liga, além da Copa do Rei, cujo galáticos tiveram participação precoce. 

Restava a Champions League, onde, em duas partidas de poucas emoções, Gareth Bale marcou o gol da classificação dos merengues à grande final, eliminando os Citzens e reeditando a finalíssima de duas temporadas atrás, ante o Atlético de Madrid, sedento por vingança. 

Na grande final, em San Siro, novamente Diego Simeone e os colchoneros pela frente. Dessa vez, sem gol de Sergio Ramos aos 94 minutos, mas sim, no primeiro tempo, onde os merengues abriram o placar e viram o caneco próximo outra vez. Porém, Zidane mexeu precipitadamente na equipe, o que deu sobrevida aos rojiblancos, que com Carrasco, chegaram ao empate, levando a decisão para a prorrogação. 

Com os dois times exaustos, pouca chances de gols surgiram no tempo extra, e a disputa nos pênaltis chegou. Keylor Navas e Oblak não defenderam nenhum, mas Juanafran tratou de chutar na trave e deixar a última penalidade para Cristiano Ronaldo sacramentar o título. No meio do gol, o português encheu o pé e os olhos dos madridistas que ali viram a 11° conquista do Real na Champions League.

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Zidane, por sua vez, venceu mais uma vez a competição, onde quando era jogador também a conquisto A desconfiança não existia mais, e o francês tornou-se um grande técnico, ainda que inexperiente. 

A temporada, que começou com pé esquerdo, terminou no pódio de uma das maiores competições do mundo. 

Sergio Ramos levantando a 11° conquista do Real Madrid na Champions League (Foto: Getty Images)
Sergio Ramos levantando a 11° conquista do Real Madrid na Champions League (Foto: Getty Images)