Acusado de sonegar impostos e fraudes fiscais, Neymar desabafa: "Não sou criminoso"

Problemas com a justiça espanhola chamaram a atenção nos últimos meses; atacante ainda falou sobre a expectativa do Rio 2016

Acusado de sonegar impostos e fraudes fiscais, Neymar desabafa: "Não sou criminoso"
Foto: NurPhoto/Getty Images

Se dentro de campo Neymar fez grandes apresentações nesta última temporada, fora dele a situação foi bem diferente. Não foram os zagueiros que estiveram na marcação do atleta, mas sim o Ministério Público Espanhol. 

Empresas da família de Neymar teriam sido utilizadas para burlar a aplicação correta dos impostos entre os anos de 2006 à 2013. A Neymar Sport e MarketingN&N Consultoria Esportiva e Empresarial e a N&N Administração de Bens, Participações e Investimentos seriam as empresas envolvidas. Utilizando um regime tributário que diminuísse o valor dos impostos, ambas as empresas ligadas à Neymar se complementavam no plano.

A Folha de São Paulo no início do ano teria até considerado culpado o jogador do Barcelona. Nesta segunda-feira (4), Neymar em entrevista à revista IstoÉ falou sobre o problema.

"Meu pai cuida dessa parte extracampo e tenho total confiança nele. Eu tenho a sorte de ter meu pai cuidando da minha carreira, trabalhando ao meu lado, para que eu possa exercer minha profissão tranquilamente. E tenho conseguido. Não fiz nada errado, não sou criminoso, nem meu pai. Infelizmente, algumas pessoas buscam a polêmica. Não sei se por falta de informação e conhecimento ou se por maldade. Isso também não vem ao caso. Mas a verdade é que tenho certeza de que tudo será resolvido em breve", desabafou à revista.

Seleção Brasileira e Olimpíadas

Fora da Seleção Brasileira na disputa da Copa América Centenário no último mês, Neymar estará à disposição do técnico Rogério Micale para a disputa das Olimpíadas do Rio 2016. Será a segunda oportunidade do jogador de conquistar o tão sonhado ouro olímpico inédito para o Brasil. Há quatro anos atrás, Neymar acabou "batendo na trave" em Londres ao chegar na final e perder na decisão para o México.

"É um título que falta para mim e para a seleção e temos a responsabilidade de conquistá-lo. Eu não abri mão (da Copa América). Sempre quero jogar todas as competições, mas preciso respeitar meu clube e entendo a posição do Barcelona, que foi tomada depois de uma série de conversas com a CBF. Mas, se dependesse só da minha vontade, jogaria as duas", concluiu.

(Foto: Julian Finney/ Getty Images)