Villar nega denúncias à Fifa: "CSD é o único responsável se a Espanha ficar fora da Copa"

Ángel María Villar - presidente interino da Uefa que está suspenso do cargo - disse não ter feito nenhuma denúncia e acusa do Conselho Superior de Esportes

Villar nega denúncias à Fifa: "CSD é o único responsável se a Espanha ficar fora da Copa"
Foto: Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

O ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Ángel María Villar, negou em entrevista coletiva uma suposta denúncia sua que deixaria a Espanha fora da Copa do Mundo de 2018. A Fifa ameaçou deixar a Espanha de fora do Mundial por conta de interferência do governo sobre o esporte.

Villar falou sobre a ação da Fifa e acusou o CSD (Conselho Superior de Esportes, em espanhol) de ser o culpado, em caso de a exclusão da Seleção Espanhola for mesmo confirmada: "A Fifa não está pedindo que um estado cumpra suas leis, o que ela faz é cumprir seus estatutos e testamentos, o CSD faz com que a RFEF não cumpra as leis e é o único responsável pela punição", declarou.

Presidente da Uefa suspenso do cargo, Villar comparou a situação com o que ocorre em outros países: "Devemos nos perguntar porque conflitos desta natureza não acontecem em outros países como Alemanha ou Reino Unido, a resposta é que os poderes públicos destes países respeitam a autonomia das federações".

Sobre o pedido do Conselho para que se repitam as eleições para a RFEF, Villar declarou ser contra: "Lete (Jose Ramon Lete, presidente do Conselho - pede que se repitam as eleições sem que seja permitido pela lei, utilizando as escutas telefônicas se esquecendo de que é um material probatório e sem pedir permissão ao juiz e à advocacia estadual. Espero que não se permita a repetição das eleições", afirmou.

E também comentou sobre a possibilidade de voltar à prisão, juntamente com seu filho: "Somos inocentes. Tudo estava preparado. Há uma pessoa que disse que a utilizaram contra Ángel Villar. Acredito que não voltarei à prisão porque não fiz nada". Villar deixou a cadeia no dia primeiro de agosto, após pagar fiança de 300 mil euros e também seu filho Gorka Villar, ex-executivo da Conmebol, que pagou 150 mil euros.