Fekir marca, Lyon vence Guingamp e se aproxima dos líderes

Mariano Díaz, atacante formado na base do Real Madrid, também foi determinante para a vitória do Lyon; Marcus Thuram, filho de Lilian Thuram, descontou para o Guingamp

Fekir marca, Lyon vence Guingamp e se aproxima dos líderes
Foto: Divulgação/Lyon
Lyon
2 1
Guingamp
Lyon: Lopes; Rafael (Tete, min.67), Morel, Marcelo, Marçal; Tousart, Martins-Pereira (Ferri, min.51); Traoré (Cornet, min.88), Depay, Fekir; Mariano.
Guingamp: Johnsson; Ikoko, Kerbrat, Sorbon, Rebocho (Eboa-Eboa, min.63); Deaux, Didot (Blas, min.78), Diallo; Camara (Coco, min.63), Briand, Thuram
Placar: 1 a 0, Mariano; 1 a 1, Thuram; 2 a 1, Fekir.
ÁRBITRO: Benoit Millot (FRA). Cartões amarelos: Martins-Pereira (min.28), Rebocho (min.32), Blas (min.82), Marcelo (min.83).
INCIDENCIAS: Partida válida pela quinta rodada do Campeonato Francês, realizada no estádio Parc Olympique Lyonnais.

Após dois empates consecutivos apresentando problemas crônicos em seu estilo de jogo, o Lyon voltou a campo neste domingo (10) pela quinta rodada do Campeonato Francês frente ao Guingamp, em sua casa, e encontrou o caminho das vitórias novamente apesar de passar longe de uma atuação convincente.

Os gols do triunfo do time gerido por Bruno Génésio foram marcados por Mariano Diaz e Nabil Fekir, enquanto o jovem Marcus Thuram, filho do histórico Lilian Thuram, descontou para os visitantes.

Somando outra vitória diante do seu torcedor, o clube portador de sete títulos da Ligue 1 alcançou a terceira colocação provisória do Campeonato, com 11 pontos, ultrapassando o grande rival Saint-Étienne que ficou apenas no empate com o Angers nesta rodada. Em contrapartida, os comandados de Antoine Kombouaré permanecem no meio da tabela com seis pontos, estando perto da zona de rebaixamento. Ambas equipes tiveram um começo irregular na temporada, contendo objetivos totalmente distintos para o decorrer da competição.

O Lyon retorna aos gramados pela Uefa Europa League na próxima quinta-feira (14), quando visita os cipriotas do Apollon Limassol - contudo, o grande teste para a equipe será no final dessa mesma semana, no esperado duelo contra o Paris Saint-Germain​, no Parque dos Príncipes. Já o tradicional clube da região da Bretanha, recebe o Lille de Marcelo Bielsa no próximo dia 16, no Stade du Roudourou ​com expectativas de complicar outra vez para um adversário superior tecnicamente.

​​Guingamp adianta suas linhas e escancara os problemas do Lyon em encontrar fluidez

​Desde que assumiu em definitivo o coletivo do Lyon, Génésio nunca demonstrou ser um técnico de grandes conhecimentos táticos e soluções imediatas. Esta deficiência entrou em evidência na partida, quando nos primeiros 15 minutos do confronto, o rústico time do Guingamp exerceu uma marcação pressão e zonal nas linhas médias do OL, que não teve capacidade física de resistir aos embates centrais e concedia chances para o rival em demasiado.

Após uma jogada individual de Jimmy Briand, ex-jogador do Lyon, que arriscou de fora da área e levou perigo para a baliza defendida por Antonhy Lopes, o Lyon achou uma saída de jogo melhor elaborada na sequência deste lance, que resultou em uma finalização perfeita de Mariano Diaz para colocar os mandantes na frente do placar - tal gol esporádico resultou em uma maior passividade do Guingamp em seus encaixes zonais, deixando o Lyon mais confortável na partida.

No decorrer da primeita etapa, uma das armas do Guingamp para representar perigo para a defesa local, era a infiltração do volante senegalês Diallo, que encontrava facilmente espaços entre as primeiras faixas do Lyon para concluir através de cruzamentos - principalmente na região ocupada por Christopher Martins-Pereira, que se mostrou fora do ritmo habitual da elite francesa em sua primeira aparição na temporada.

Ademais, a baixa intensidade apresentada pelo Lyon para concretizar transições em gols, acabou transformando o trabalho do bom zagueiro Kerbrat mais fácil - tirando a jogada do tento anotado por Mariano e outra cobrança de falta perigosa de Nabil Fekir, o Guingamp pouco sofreu no tempo inicial - conseguindo causar problemas para o adversário sem tanto esforço, sempre contando com Briand de frente para o jogo municiando a explosão física de Camara e Thuram entrando nas costas da defesa local.

Foto: Divulgação/Lyon

​Adeptos do caos, Lyon e Guingamp criavam chances no mesmo jeito em que concediam

​Sentindo a falta de alguém capacitado em gerir as ações na faixa central do campo, pela pouca contribuição de Martins-Pereira e por fugir das características de Lucas Tousart tal qualidade, Génésio fez sua primeira alteração exatamente neste setor - na vaga do primeiro citado, que esteve presente no feito marcante de Luxemburgo diante da França na última semana, entrou Jordan Ferri - que mesmo sem o dinamismo necessário para competir contra jogadores do tipo de Deaux e Diallo, possui virtude maior nas transições.

No lado do Guingamp, a postura proativa enfatizada nos minutos iniciais do jogo mudou completamente na etapa final: utilizando o físico de Diallo como apoio para fluir troca de passes em prol de acionar a profundidade de seus extremos, os visitantes começaram melhor no período e acumularam inúmeras oportunidades de empatar a partida. Para conciliar tudo isto à técnica apurada no terço final, Kombouaré executou duas alterações simultanêas com as entradas de Marcus Coco e Felix Eboa-Eboa nas vagas de Pedro Rebocho e Abdoul Camara.

Em seguida a essas mudanças efetuadas pelo clube bretão, o empate parecia questão de tempo depois de várias chances criadas a partir da exploração de espaços vazios nos flancos do OL - através da bola parada, principal problema defensivo do Lyon desde o início da década, chegaram ao empate após passe realizado pelo veterano Étienne Didot, que lançou o esférico na cabeça de Marcus Thuram, que não desperdiçou.

Como de praxe para quem acompanha o Lyon, um panorama maluco se desenhou no restante da partida - outra vez, na sequência de um lance problemático do adversário, o Lyon conseguiu transformar um lampejo construído através de desequilíbrio próprio de Nabil Fekir, que com suas geniais conduções eliminou marcadores e deu números finais ao placar realizando um bonito gol.

A conclusão desta vitória típica do Lyon levando em conta as circunstâncias da partida, é que os Gones possuem uma agressividade única para quebrar as linhas rivais tendo como base os picos individuais dos seus expoentes, especialmente o trio formado por Mariano, Fekir e Traoré - entretanto, pela fragilidade organizacional e instabilidade apresentada jogo a jogo, um elenco que desponta como promissor pode ter seu desenvolvimento freado por simplesmente incapacidade de encontrar um estilo que favoreça tais individualidades.