Conheça dez jovens talentos que podem despontar no Campeonato Francês

Sempre conhecido como um campeonato exportador de talentos, a Ligue 1 produz jovens diferenciados anualmente; veja dez nomes, franceses e estrangeiros, que podem explodir no futuro

Conheça dez jovens talentos que podem despontar no Campeonato Francês
Fotomontagem: Junior Ribeiro/VAVEL Brasil

Desde quando o futebol francês eclodiu como uma potência mundial, isto ainda nos meados do século passado, o esporte da bola redonda praticado com os pés em território do hexágono foi marcado pela insuficiência coletiva e desequilíbrios individuais à parte nos principais clubes da França. Neste contexto, a capacidade tremenda dos times franceses em utilizar a categoria de base como parâmetro para o sucesso sempre teve influência gigantesca nos melhores momentos do país no velho continente - assim -, efetivando a alcunha de terra fértil em talento.

Nos últimos anos, este dom natural presente nos clubes de todos os portes do futebol francês em revelar grandes promessas para o futebol europeu só aumentou - contando com uma exportação brutal de atletas para fora do país a cada janela de transferências. Dentre os jogadores que integram regularmente a Equipe de France, ​podemos apontar vários casos de nomes mais consolidados que foram formados em times menores na França - atletas renomados, como são os casos de Hugo Lloris, Paul Pogba, Dimitri Payet, Blaise Matuidi e Steve Mandanda - formados em equipes que não fazem parte dos famigerados grandes - como Nice, Le Havre e Troyes - no cenário dos cinco citados. 

Nesta temporada que acaba de começar, no que se diz a produção de jovens em diversos clubes do país, não será diferente - apesar de todo impacto causado pelo Paris Saint-Germain com as contratações de Neymar e Mbappé. Com a menor média de idade entre as principais ligas do continente, a tese de que os clubes franceses menos endinheirados revelam melhor do que contratam deverá ser mantida. Contudo, a Ligue 1 contempla de vários jovens talentosos e com potencial enorme - por isto - listamos apenas dez jogadores com totais condições de explodir nessa temporada. Confira agora, em ordem decrescente, os jogadores deste ranking:

10 - Adama Diakhaby (Monaco)

Foto: Divulgação/Monaco

Atualmente com 21 anos, o jovem ponta que chegou neste mercado de transferências mais recente ao Monaco, vindo do Rennes, abre nossa lista. Desde quando surgiu para a França nas categorias de base do Caen, Diakhaby sempre impressionou por suas conduções em velocidade para eliminar marcadores e capacidades em encontrar soluções inesperadas para concluir transições com extrema frieza. Na última temporada, quando ainda estreava pela jovial equipe do SRFC, o jogador chamou muita atenção e recebeu inevitáveis comparações a Ousmane Dembélé.

9 - Tanguy Ndombélé (Lyon)

Também recém-chegado a sua equipe, na qual deu um salto gigantesco ao sair do pequenino Amiens nos dias finais do período anterior de transferências, o volante de características físicas e intensas está encantando a todos em seus primeiros jogos pelo OL. De grande aptidão corporal para proteger o esférico e conduzir utilizando o físico como apoio, podemos chamar Ndombélé de um meio-campista moderno e com potencial enorme para chegar a um patamar maior na carreira no futuro. Com apenas 20 anos, Tanguy já conquistou a titularidade na seleção sub-21 da França.​

8 - Jordi Mboula (Monaco)

Uma tacada perfeita do ótimo trabalho do Monaco no último mercado. Criado na exitosa base de La Masia, o jovem espanhol de 18 anos desponta como um dos substitutos naturais a longo prazo de uma perda imprescindível dos monegascos recentemente - a saída da estrela Kylian Mbappé -, possuindo as mesmas características estilísticas do atleta citado. No Barcelona na última temporada, Mboula ganhou ênfase nos times juniores do clube catalão, conseguindo realizar uma participação excepcional na Youth League - competição de jovens que coincide com a Champions League. Neste cenário, aliás, o jovem marcou um verdadeiro golaço - estando concorrendo ao Prêmio Puskás deste ano.

7 - Ismaïla Sarr (Stade Rennais)

Um dos frutos da parceria entre o clube senegalês Generation Foot juntamente do Metz, num projeto que já mapeou as carreiras de jogadores como Sadio Mané e Kalidou Koulibaly, o atacante de 19 anos condiz com virtudes únicas.

Desde a forma em que acelera suas brutais conduções com a bola próxima ao pé até no jeito no qual prefere por finalizar as jogadas - conseguindo destaque neste contexto na temporada passada pelo Metz - sendo um dos responsáveis pela manutenção do clube do nordeste francês na elite do país. Já chegando a sua seleção principal, disputando alguns jogos como titular da mesma, o jovem que chegou à Bretanha há pouco tempo já acumula um gol e duas assistências na atual temporada. Nas mãos de Christian Gourcuff, tem tudo para explodir como um grande jogador em breve.

6 - Alban Lafont (Toulouse) 

Um dos goleiros mais jovens a entrar em campo por uma grande liga europeia, Lafont adquiriu a titularidade na baliza dos Violets aos 16 anos (!). Francês de origem burquinense, já fez por onde para merecer testes com Didier Deschamps na equipe principal dos Bleus. Sendo um goleiro corretíssimo, em todos os aspectos técnicos para se sobrepor diante dos demais arqueiros do Campeonato Francês, para muitos, o jovem foi o melhor da posição na última Ligue 1 - em uma disputa a parte com nomes talhados como Stéphane Ruffier, Antonhy Lopes e Benoït Costil. Nos dias atuais com apenas 18 anos, a experiência passada pelo atleta a seu sistema defensivo - que se marcou em 2016/17 por ser uma fortaleza -, é digna de um veterano.

5 - Presnel Kimpembe (PSG)

Foto: Jean Catuffe/Getty Images

O jogador mais engajado dentre os citados neste ranking até aqui, apesar dos 22 anos, Kimpembe está em plena ascensão no futebol nacional. Um zagueiro com compostura fenomenal e velocidade desigual, Presnel já recebeu oportunidades de atuar pelo clube parisiense em jogos de alto nível - até mesmo pela Uefa Champions League.

Com convocações frequentes frente a seleção francesa, com chances gigantes de disputar a próxima Copa do Mundo que será realizada na Rússia em 2018, o garoto carrega consigo o difícil fardo de disputar posição diante dos brasileiros Thiago Silva e Marquinhos - missão dificílima, onde Kimpembe consegue destaque. Ademais, o atleta é torcedor do PSG desde criança - como mesmo já disse - levando em consideração o fato de ter nascido no subúrbio de Paris.

4 - Joris Gnagnon (Stade Rennais)

Foto: Boris Horvat/AFP/Getty Images

Outro defensor que trazemos nesta lista, é o costa-marfinense de origens francesas Joris Gnagnon, de 20 anos. Apesar de sua postura rústica na forma em qual se posiciona diante dos atacantes rivais em transições defensivas, o jovem possui uma qualidade impressionante na elaboração do jogo de seu time com a bola - seja trocando passes laterais ou até mesmo quebrando linhas de marcação do adversário com dribles curtos na defesa.

Neste cenário, o jogador que pode ser considerado o melhor zagueiro jovem da Ligue 1, tem um parceiro ideal para se desenvolver como atleta - trata-se do argelino Ramy Bensebaini -, que apesar de jovem, representa uma liderança brutal para o Rennes no setor. Joris já está com o futuro traçado para fora da França - com gigantes europeus disputando seu passe recentemente.

3 - Houssem Aouar (Lyon)

Foto: Andy Buchanan/AFP/Getty Images

Após uma primeira temporada sem tantas chances na equipe profissional dos Gones, o interior de 19 anos Houssem Aouar, está recebendo oportunidades constantes com o técnico Bruno Génésio no Lyon. No atual cenário do clube que foi heptacampeão francês na década passada, Aouar se situa como extremo pela esquerda - conciliando suas capacidades técnicas de utilizar as duas pernas com a mesma qualidade junto de associações acionando os laterais do OL - conseguindo um impacto imediato nos últimos três jogos em que foi titular.

Sua ascensão repentina foi tão grande, que o renomado Memphis Depay perde espaço a cada dia por sua titularidade que deve ser iminente nos próximos meses. Ainda indeciso por qual Seleção irá defender futuramente, Houssem leva junto de si as origens de França e Argélia. No mais, o jogador também dá sequência a uma escrita importante na história do OL: a camisa 8 - que já foi vestida por Juninho Pernambucano e Corentin Tolisso.

2 - Allan Saint-Maximin (Nice)

Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Formado no Saint-Etienne e aparecendo com badalação exacerbada na época com 16 anos em 2014/15, o jovem extremo de atualmente 20 anos fez uma trajetória bastante curiosa no futebol do país até então. Começando sua carreira no ASSE, como já citado, as condições oferecidas pelos Verts não foi tida como ideais para a evolução do atleta e, assim, o jogador acabou indo para o rival Monaco. No sul da França, sua passagem também não teve destaque - isto pela falta de funcionalidade para de encaixar no 4-4-2 posicional de Leonardo Jardim - sendo assim emprestados por algum tempo para conseguir rodagem.

Nisto, após o último mundial sub-20, o atleta decidiu tomar novos rumos: indo em direção ao Nice - rival de seu ex-clube. Com as doutrinas de Lucien Favre, o ponta que era em todo momento solista e precipitado, entendeu que o jogo vai muito além dos seus próprios pés e está passando por um momento especial nos dias de hoje - despontando como um dos mais importantes jogadores do OGCN.

1 - Maxime Lopez (Marseille)

Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Um jogador especial e que merece todos cuidados para não ser subutilizado nos moldes físicos dos jogadores de sua posição na França. É assim que podemos definir o curioso caso de Maxime Lopez, um meia recuado de grande visão de jogo e capacidade de adicionar criatividade para o jogo do OM atuando de frente para as linhas defensivas do rival.

Contando com o acompanhamento detalhado do Barcelona em seu futebol, Lopez tem totais condições de chegar à seleção francesa com facilidades. Atualmente tendo apenas 19 anos, a jóia marselhesa vem sendo preterida perante o técnico Rudi Garcia - perdendo espaço para nomes como Zambo-Anguissa. Um erro tremendo, já que não possuindo capacidade corporal e de jogo costal para a baliza rival, Lopez necessita por apoios físicos para crescer como atleta - e não encontra isto com perfeição no OM. O seu caso, é parecido com o de Houssem Aouar, citado anteriormente: muito talento em lapidação dentro de um contexto desfavorável para evolução.

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