Di María e mais: PSG considera vender jogadores para se adequar ao Fair Play Financeiro

Clube francês busca cerca de 80 milhões de euros para não correr riscos de punições da Uefa

Di María e mais: PSG considera vender jogadores para se adequar ao Fair Play Financeiro
Foto: Jean Catuffe/Getty Images

Com as chegadas de Neymar e Mbappé, os holofotes diante do PSG aumentaram ainda mais, por se tratarem de grandes estrelas do futebol na atualidade. Com os reforços milionários na última janela de transferências, a Uefa passou a investigar os parisienses para saber se o clube respeitou as regras do Fair Play Financeiro, que regula a saúde financeira dos clubes no velho continente.

A imprensa francesa divulgou nessa terça-feira (7) que o Paris Saint-Germain busca cerca de € 80 milhões, aproximadamente R$ 303,5 milhões, para adequação ao FPF.

A defesa apresentada à Uefa no dia 5 de outubro pelo clube, mostrou que houve um aumento nos contratos de patrocínio, com a venda de ingressos e com os direitos de transmissão de TV para equilibrar as finanças, porém, não foi descartada uma possível venda de alguns jogadores lucrativos, que não vem sendo aproveitados efetivamente por Unai Emer. Entre os citados estão Lucas Moura e Angel Di María. 

O FPF foi aprovado pela Uefa em 2010 e entrou em funcionamento de maneira efetiva no ano seguinte, com o objetivo de melhorar a saúde financeira dos clubes, tendo como principal meta equilibrar os gastos, garantindo que nunca se tenha uma balança desfavorável para os clubes, fazendo com que gerem dívidas. Caso não cumpram determinadas regras, correm o risco de não disputarem competições da entidade europeia. 

Algumas equipes já foram punidas pela entidade. Desde o início do FPF, seis times foram impedidos de participar de competições europeias por não pagarem o salário aos jogadores ou verbas a outros clubes devido a transferências, e um clube foi excluído das competições da Uefa por não ter cumprido os requisitos para uma gestão equilibrada.

Em 2012, os clubes turcos Besiktas e Bursaspor foram suspensos de competições europeias por um ano por gestão irresponsável, assim como o Málaga, que ficou impedido de participar da Liga Europa na temporada 2013/14. Há dois anos, o PSG escapou de uma punição, sendo obrigado a impor um teto salarial no clube e limitar o elenco a 21 jogadores. A punição mais recente foi ao Galatasaray, suspenso na temporada 2016/17 cedendo sua vaga na Liga Europa ao Konyaspor.