Milito marca em despedida e Racing vence Temperley na última rodada do Argentino

De pênalti, atacante abriu o caminho para a vitória da Acade na sua última partida como profissional

Milito marca em despedida e Racing vence Temperley na última rodada do Argentino
Foto: Divulgação/Racing
Racing
2 0
Temperley

Festa, emoção e vitória. Todos esses elementos estiveram reunidos na final de tarde e início de noite deste sábado no Cillindro de Avellaneda. Foi ali que o Racing superou o Temperley por 2 a 0 na despedida de Diego Milito dos gramados.

O camisa 22 abriu o placar de pênalti e, pouco depois, teve a oportunidade de marcar da mesma forma, mas parou no goleiro adversário. No rebote, Óscar Romero fechou a conta.

Assim, a Academia pulou provisoriamente para o quinto lugar da Zona 2, com 24 pontos ganhos. Enquanto isso, os Gasoleros estacionaram nos 13 pontos e se mantiveram na parte inferior da tabela.

Racing abre vantagem com dois pênaltis em dois minutos

Ao soar do apito do árbitro Nicolás Lamolina, foi o Temperley que marcou presença no território de ataque. Aos 11 minutos, Matiás Sánchez aproveitou a falha de Pillud e bateu colocado, nas mãos de Saja. Aos poucos, contudo, o Racing ganhou terreno e quebrou o panorama inicial.

A resposta racinguista veio pouco depois, e logo com o protagonista da noite. Foi quando Lisandro López fez boa jogada individual e cruzou na medida para Diego Milito. Foi a primeira oportunidade de "El Princípe", que perdeu o equilíbrio e cabeceou em cima da marcação.

Aos 16, Pillud foi acionado às costas da marcação, invadiu a área e só parou quando Escobar o atingiu por baixo: pênalti. Na cobrança, Milito escolheu o canto superior esquerdo, enquanto Crivelli caiu no canto oposto. Foi o delírio da torcida albiceleste, que ostentou com orgulho seus cartazes com o número 22 - o mesmo da camisa de El Princípe - e os dizeres "Milito hay uno solo".

A geradora argentina ainda exibia o tento inaugural quando Lisandro López recebeu no interior da área rival. Com liberdade, "Licha" tentou o drible em cima de Crivelli, mas o arqueiro evitou a passagem do atacante e cometeu a falta.

Encarregado da cobrança, Diego Milito mandou no centro da meta. Crivelli não caiu e fez a defesa. A pelota, contudo, se ofereceu limpa para Óscar Romero, que a cabeceou para o fundo do barbante e aumentou a vantagem.

Os seguidores do Racing não se contiveram. Quando o cronômetro se aproximava do minuto 22, os hinchas voltaram a levantar os cartazes que carregavam e a ecoar o tradicional cântico em homenagem ao ídolo. Além disso, uma espécie de bandeira com a camisa 22 foi tremulada nas arquibancadas, de onde uma vasta quantidade de papel picado saiu em direção ao gramado. Coube a Diego Milito agradecer o gesto.

Visitantes melhoram, mas não criam grandes chances

Já na etapa final, o Temperley até ensaiou uma presença mais contundente no campo de ataque, mas não gerou nenhum perigo para a meta defendida por Saja. Diego Milito, por sua vez, foi alimentado com frequência, mas foi flagrado em impedimento em pelo menos duas oportunidades.

Os Gasoleros passaram a ameaçar a partir do momento que exploraram os flancos do campo, sobretudo o esquerdo. Já aos 23, Esparza recebeu pelo meio, puxou para a perna canhota e arrematou sem força, facilitando o trabalho de Saja.

Enquanto isso, o Racing se resguardava em busca de um contra-ataque. Até que, aos 26, Gustavo Bou partiu pra cima da marcação e cruzou na segunda trave. A bola chegou em Cerro, que rapidamente a passou, com muita categoria, para Milito. Dentro da grande área, o atacante concluiu de primeira e parou na boa defesa de De Bortoli. Na sobra, o mesmo Cerro se esticou todo e conseguiu a finalização, mas o arqueiro agarrou com segurança.

Na sequência, Cólzera dominou pelo centro e arriscou de longe, encobrindo a meta racinguista. Pouco mais tarde, El Princípe recebeu de costas para a marcação e tocou de calcanhar para Óscar Romero. Com um vasto espaço pela frente, o paraguaio disparou em velocidade, olhou para trás, para o lado, e soltou o pé, mas De Bortoli cresceu no lance e conseguiu segurar firme.

Ao apito final do árbitro, Diego Milito foi cumprimentado por jogadores das duas equipes. A emoção saiu das arquibancadas e invadiu o gramado. Prova disso é que Saja chorava diante das homenagens ao camisa 22, que, questionado pela imprensa, externou.

"Quero agradecer à torcida. Foi muito difícil jogar, são muitas emoções juntas", disse, com a voz embargada.