Finalistas da última edição, Argentina e Chile duelam na estreia da Copa América

Em Santiago, chilenos foram campeões nos pênaltis e gosto de revanche ficam para argentinos, em confronto do Grupo D entre dois postulantes ao título

Finalistas da última edição, Argentina e Chile duelam na estreia da Copa América
(Foto: Martin Bernetti / Getty Images)
Argentina
Chile
Argentina: Bravo; Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Mena; Marcelo Díaz, Charles Aránguiz e Arturo Vidal; Alexis Sánchez, Vargas e Beausejour. Técnico: Juan Antonio Pizzi.
Chile: Romero; Mercado, Otamendi, Mori e Rojo; Augusto, Javier Mascherano, Banega; Gaitán (Messi), Ángel Dí María e Higuaín. Técnico: Tata Martino
INCIDENCIAS: Partida válida pela primeira rodada do Grupo D da Copa América Centenário, disputada no Levi's Stadium, em Santa Clara (Estados Unidos)

Duas seleções cotadas ao título da Copa América Centenário estreiam nesta segunda-feira (6), às 23h, pelo horário de Brasília. Argentina e Chile reeditam a final da Copa América 2015, quando os chilenos saíram campeões em casa somente nas penalidades máximas. Dessa vez, o duelo é pela primeira rodada do Grupo D. O jogo será no Levi's Stadium, em Santa Clara, no estado da Califórnia.

Sem títulos da Copa América desde 1993, os argentinos, segundos maiores campeões, atrás uma conquista dos uruguaios, querem buscar novamente esta liderança em taças continentais. O desafio da seleção de Messi e companhia começa contra o Chile, campeão pela primeira vez em 2015.

Chile e a defesa do título para buscar o bi

A base da conquista chilena de 2015 está mantida. O goleiro Claudio Bravo, do Barcelona, segue capitaneando a defesa. O meio de campo tem a liderança de Arturo Vidal e o ataque tem a versatilidade do incômodo aos adversários: Alexis Sanchez.

No banco de reservas, a diferença principal do Chile de 2016: Juan Antonio Pizzi. O técnico campeão, Sampaoli deixou a seleção roja e Pizzi tem o compromisso de guiar os chilenos em busca do bicampeonato nos Estados Unidos.

Além da Argentina, os demais adversários na primeira fase são Bolívia e Panamá, o que faz crer que o duelo será mesmo pela liderança do Grupo D e não somente por classificação. Para a caminhada, o Chile não conta com El Mago Valdívia, por desgaste, e com Matías Fernández, em lesão recente no joelho que o cortou da convocação.

Para o jogo, o goleiro e capitão, Claudio Bravo minimizou os problemas de Lionel Messi, exaltando que é um grande jogador. Apesar disso, o arqueiro afirma que a postura do Chile não deve mudar mediante o adversário argentino: "Não sei se ele está ou não com muita dor para não poder jogar. Com ou sem Messi, temos de jogar da mesma forma", afirmou o guarda-redes.

O possível Chile tem a seguinte formação: Bravo; Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Mena; Marcelo Díaz, Charles Aránguiz e Arturo Vidal; Alexis Sánchez, Vargas e Beausejour. Pinilla também é opção no ataque para Pizzi.

Argentina com grandes nomes para mais uma caminhada

É impossível apontar os favoritos da Copa América e não indicar o elenco argentino. O time de Tata Martino possui grandes estrelas do futebol europeu. Apesar do acréscimo de medalhas de prata à seleção Albiceleste, a busca de mais um ouro é inegável pela pluralidade, principalmente do sistema ofensivo.

Com um desgastado Lionel Messi, outros nomes pintam para dividir o protagonismo. Ángel Di María é atleta de boas atuações com a camisa azul e branca e puxa muito os ataques da equipe de Martino.

Destaque do Manchester City na última temporada europeia, Sergio Aguero surge como uma das esperanças no ataque, apesar de não ser preferência entre os 11 iniciais. Também em alta no Velho Continente, o contestado Higuaín empilhou gols pelo Napoli no Calccio e deve ser a referência, à frente de Lionel Messi.

No meio de campo e na contenção da defesa, os experientes Mascherano e Banega são nomes para proteger a casa do também remanescente Romero, goleiro de Copa América e Copa do Mundo. No banco, ainda Pastore, companheiro de Dí María no PSG, da França.

A provável formação argentina inicial na Copa América tem: Romero; Mercado, Otamendi, Mori e Rojo; Augusto, Javier Mascherano, Banega; Gaitán (Messi), Ángel Dí María e Higuaín.