Favorita Argentina encara surpreendente Venezuela pelas quartas da Copa América Centenário

Argentinos e venezuelanos fazem jogo entre seleção que carrega protagonismo no torneio e surpreendente lanterna das Eliminatórias Sul-Americanas

Favorita Argentina encara surpreendente Venezuela pelas quartas da Copa América Centenário
Argentina
Venezuela
Argentina: Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Biglia (Lamela), Mascherano e Banega; Messi, Higuaín e Lavezzi. Técnico: Tata Martino
Venezuela: Hernandez; Rosales, Angel, Vizca e Rolf; Rincón, Figueras, Seijas e Guerra; Josef e Rondón. Técnico: Rafael Dudamel
INCIDENCIAS: Partida válida pelas quartas de final da Copa América Centenário, disputada em Foxborough, Massachusetts, Estados Unidos.

Argentina e Venezuela duelam pelas quartas de final da Copa América Centenário. Às 20h00 deste sábado (18), em Foxborough, no estado norte-americano de Massachusetts, uma disputa entre duas seleções invictas no torneio, mas apontadas inicialmente, e ainda agora, de maneiras distintas. Enquanto a Albiceleste convive com a pressão de favoritismo e luta pela quebra do jejum de conquistas, a Venezuela curte o bom momento da seleção e tentará surpreender.

Sem o lesionado Ángel Di María, Messi encara o protagonismo com as participações de Lavezzi e Aguero. Do lado venezuelano, um ataque jovem querendo mostrar serviço e demonstrar de vez seu valor ao continente americano. Um jogo em que a Argentina é favorita, mas precisa tomar cuidado com a crescente esquadra adversária, que nunca conquistou o torneio.

Argentina busca seguir 100% na luta pela Copa América

A equipe comandada pelo técnico Tata Martino venceu as três partidas disputadas nos Estados Unidos. Estreou com o jogo mais difícil da chave e conseguiu derrotar os atuais campeões, os chilenos. Embora a ocasião, tratando-se apenas da estreia, e os discursos dos envolvidos, a espécie de revanche foi travada e feita. Vitória argentina por 2 a 0, com gols de Di María e Banega.

Na segunda rodada, o passeio sobre o Panamá, com 5 a 0 e três gols de Messi, reservou a lesão de Di María, mais uma para seu retrospecto negativo. Diante da Bolívia, 3 a 0 construído no primeiro tempo e manutenção do primeiro lugar do Grupo D da Copa América.

Após a vitória sobre os bolivianos, Tata Martino lamentou os problemas com lesões, que afetaram até o início de torneio para Lionel Messi e agora tiram Di María da competição até a decisão. Apesar dos contrapontos, o treinador acredita no momento vivido por seus atletas para seguir adiante.

Martino atentou para os perigos de uma Venezuela que faz grande campanha no torneio e que é preciso respeitar ao adversário. O volante Mascherano também definiu: "Não vai ser fácil. Venezuela tem uma boa dinâmica e fisicamente é forte. São jogadores potentes, de bom jogo aéreo e um adversário para termos bastante cuidado", salientou o jogador do Barcelona.

"Vemos mudanças futebolísticas e de ânimo desde que assumiu a seleção venezuelana", falou Mascherano sobre o técnico Rafael Dudamel. O último treino da Argentina foi no campo anexo ao estádio da partida.

"Messi está em condições de entrar desde o início e com certeza estará na partida. Messi atua onde se sente melhor e a equipe se adapta a esta situação", definiu Tata Martino nesta véspera.

Venezuela de Rafael Dudamel quer surpreender

Os venezuelanos sequer eram favoritos para passar de fase. Mas os lanternas das Eliminatórias passaram. Após estreia pouco chamativa diante da Jamaica, a vitória sobre o Uruguai garantiu a classificação em gol marcado por Rondón. O tira-teima da liderança foi o marcador de 1 a 1 diante do México. Pelo saldo, os mexicanos ficam em primeiro e a Venezuela no caminho da temida Argentina.

Contra o México, a Venezuela até abriu o placar e envolvia um bom primeiro tempo de toques velozes e participação ofensiva relevante. O segundo tempo foi mais mexicano e o tento de empate definiu a igualdade. Com uma defesa pouco vazada na competição, os venezuelanos têm mantido a formação com o goleiro Dani Hernández e a linha defensiva da direita para esquerda com Rosales, Viscarrondo, Angel e Felstcher.

A transição entre o meio e o ataque passou por mudanças nesta Copa América. Chama atenção o desempenho do jovial Peñaranda, que ganhou espaço a partir do segundo jogo e atua pelas extremidades do campo. Seijas, meia do Internacional, Rondón, autor do gol diante do Uruguai, e Josef Martínez, peça mais adiantada, também jovem e promissor no futebol italiano, são um leque de opções para o técnico Rafael Dudamel escalar a seleção de uniforme vinho.

Serão grandes as dificuldades de penetração na Argentina chefiada por Mascherano e para conter os ataques do galático time albiceleste. Apesar disso, a esperança de um confronto possível aos venezuelanos, na busca pela semifinal da Copa América Centenário.