Estados Unidos e Argentina disputam primeira vaga na final da Copa América 2016

Norte-americanos querem honrar o título de país-sede, enquanto hermanos querem segunda final em dois anos

Estados Unidos e Argentina disputam primeira vaga na final da Copa América 2016
Foto: Getty Images
Estados Unidos
Argentina
Estados Unidos: Guzan; Besler, Cameron, Brooks e Fabian Johnson; Bradley, Orozco, Zusi, Beckerman e Dempsey; Zardes. Técnico: Jürgen Klismann
Argentina : Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Rojo; Fernández, Mascherano e Banega; Messi, Higuaín e Lamela. Técnico: Gerardo Martino
ÁRBITRO: Enrique Cáceres (Paraguai), auxiliado pelos compatriotas Eduardo Cardozo e Milciades Saldivar
INCIDENCIAS: Semifinal da Copa América 2016, a ser disputada no estádio NRG Stadium, em Houston (EUA)

Vão começar as semifinais da Copa América Centenário 2016. Nesta terça-feira (21), às 22h (de Brasília), os anfitriões, Estados Unidos, recebem a Argentina no estádio NRG Stadium, em Houston, para definir o primeiro finalista da competição. Os americanos buscam sua primeira final, enquanto os hermanos tentam voltar à decisão que estiveram em 2015. 

Como país-sede, os Estados Unidos querem manter a linha de evolução quando se trata de futebol. Cabe ao técnico Jurgen Klinsmann e Clint Dempsey, ídolos, fazerem da Copa América Centenário uma grande festa para os norte-americanos. EUA eliminaram o Equador, por 2 a 1, nas quartas. 

Os hermanos são favoritos para o confronto, embora o time de Klismann esteja em grande crescimento e apresente bom futebol na competição. Lionel Messi e companhia buscam encerrar um jejum de 23 anos sem ganhar títulos - 1994, última vez que argentinos conquistaram a Copa América. Argentina goleou a Venezuela para classificar-se à semifinal. 

Na outra semifinal, Chile e Colômbia disputam para ver quem irá ao Metlife Stadium, decidir o campeão. 

Jurgen Klismann e EUA querem fazer história com final em casa

O treinador alemão que faz ótimo trabalho na seleção norte-americana quer fazer história no comando da equipe. Em entrevista coletiva, ele afirmou a confiança que tem no seu elenco, além do amadurecimento do time, conforme o passar dos jogos. 

A esperança dos americanos está no meia Clint Dempsey, ídolo e um dos melhores equipes. Nas quartas, diante do Equador, o americano foi decisivo na partida, marcando um dos gols da vitória por 2 a 1. 

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Klinsmann confia na sua equipe para chegar à final (Foto: Getty Images)
Klinsmann confia na sua equipe para chegar à final (Foto: Getty Images)

Sobre os perigos e as qualidades ofensivas propostas pela Argentina, Klismann não se prolongou muito, mas falou sobre o craque Lionel Messi, e sua importância no jogo:

"Mostramos ao time algumas sequências de vídeos para que possam ver como marcá-lo, treinamos situações específicas defensivas de jogo. Estamos fazendo um torneio tremendo defensivamente o time trabalhando em unidade. Vocês viram que eles não ganharam todos os jogos nas eliminatórias e cometem erros também. Assim como nós temos nossos defeitos e eles estão analisando. Por isso será um jogo fascinante, uma oportunidade maravilhosa para nossos jogadores se mostrarem ao mundo.", afirmou.

Tratando-se dos desfalques, Jurgen terá apenas o meia Jermaine Jones, suspenso por levar cartão vermelho diante do Equador, fora do time titular. 

Argentina sonha em encerrar jejum e voltar à nova final 

A ótima campanha da Argentina na Copa América a torna a grande favorita pelo confronto. Vinda de goleada por 4 a 1 em cima da Venezuela, os hermanos anseiam pelo fim do jejum de 23 anos, cujo traz críticas a geração, que já chegou a quatro finais e ainda não pôde vencer nenhuma - sendo uma delas a grande final contra a Alemanha, na Copa do Mundo. 

Os hermanos têm 100% de aproveitamento na competição. Lionel Messi, o craque do time, soma quatro gols e é o vice-artilheiro da competição. Com facilidade em quase todos os jogos, já venceram Chile, Panamá, Bolívia e por último, Venezuela, em grande atuação. 

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O técnico Tatá Martino, embora feliz com as boas atuações da equipe, preferiu manter os pés no chão durante a entrevista coletiva. Ainda sem certeza sobre Di Maria, que se machucou ainda na fase de grupos, o técnico respondeu algumas perguntas na sala de imprensa sobre o confronto. 

Tatá elogiou a seleção norte-americana antes do confronto (Foto: Getty Images)
Tatá elogiou a seleção norte-americana antes do confronto (Foto: Getty Images)

Tatá elogiou a seleção norte-americana: "Acredito que tirando o Chile, os Estados Unidos têm um nível superior às outras três equipes que enfrentamos nesta Copa América", afirmou.

Antes da coletiva, a confederação divulgou que todos ingressos, pela primeira vez, foram vendidos para uma partida. Ou seja, os norte-americanos farão muito barulho. Em ralação a isso, Tatá não demonstrou muita preocupação: "O fator casa sempre tem muita incidência. Mas também sabemos que em Houston há muitos mexicanos e isso nos fará também um pouquinho local.", disse.

Os desfalques, por sua vez, ficam por conta de Gaitán, suspenso; Di Maria, ainda é dúvida, embora o comandante não descartou a possibilidade de ter o meio-campista no banco de reservas para o confronto decisivo .