Em busca do primeiro título, Lionel Messi disputará sua quarta final pela seleção argentina

"Melhor do Mundo" terá pela quarta vez a chance de ser herói, já que a Albiceleste não levanta um troféu desde 1993

Em busca do primeiro título, Lionel Messi disputará sua quarta final pela seleção argentina
Duas das finais disputadas foram perdidas nas penalidades (Foto: Raul Sifuentes/ Getty Images)

Cinco Bolas de Ouro da FIFA, quatro Uefa Champions League, oito La Ligas e recordes atrás de recordes. Este é Lionel Messi, considerado por muitos o melhor jogador argentino de todos os tempos. Contudo, para (tentar) superar Diego Maradona no coração dos nossos hermanos, Messi corre atrás há quase 10 anos de algo que poderia ser o "clímax" nas comparações com Maradona: um título pela Seleção Argentina.

No próximo domingo (26) Argentina e Chile irão reeditar a última final da Copa América na edição centenária do torneio, que é disputada nos Estados Unidos. Há vinte e três anos sem títulos, a Albiceleste chega ainda mais experiente e entrosada para a decisão diante de La Roja. Na semi-final, Lionel se tornou o maior artilheiro da história da Argentina, e desta vez ele terá sua quarta oportunidade no MetLife Stadium de levantar sua primeira taça pela seleção.

Copa América da Venezuela

A primeira decisão de Messi pela Seleção Argentina foi há quase dez anos. Considerado ainda uma promessa, o garoto Lionel com recém completados 20 anos de idade chegou à Venezuela para disputar sua primeira grande competição pela seleção principal da Argentina. A Copa América de 2007 serviu para colocar Messi em um patamar ainda mais alto, quando um atleta deixa de ser promessa e se torna realidade. Após uma primeira fase sem muito destaque, o então camisa 18 da albiceleste marcou seu primeiro gol em uma Copa América nas quartas de finais, na goleada diante do Peru.

Nas semi-finais, a Argentina liderada por Riquelme, recém campeão da Copa Libertadores pelo Boca Juniors, calando o Estádio Olímpico na decisão diante do Grêmio, encarou o México. Com atuação semelhante a da fase anterior, a Argentina venceu os mexicanos por 3 a 0. Heinze, Roman e mais uma vez Lionel deram números finais a uma grande apresentação da albiceleste, considerada favorita para a grande final diante do Brasil, que vivia uma enorme reformulação pós-copa de 2006.

Júlio Baptista, Robinho e Vágner Love. Este era o trio de ataque canarinho escalado por Dunga para a decisão no Estádio José Encarnación Romero. Do outro lado, nomes consagrados como Zanetti, Riquelme e Verón. Porém, "clássico é clássico", e nossos hermanos não viram a cor da bola em solo venezuelano naqueles 90 minutos. Julio Bapstista, Ayala contra e Dani Alves balançaram as redes na goleada brasileira diante dos argentinos. E Messi? Ninguém ouviu falar do promissor garoto que havia brilhado nas fases anteriores.

Foto: Luis Acosta/ Getty Images 

Copa do Mundo no Brasil

Sete anos se passaram e em um cenário completamente diferente Lionel Messi desembarcou em Belo Horizonte na concentração da Argentina para a Copa do Mundo. Entre muitos títulos e quatro bolas de ouro conquistadas, Lionel já não era mais um garoto. Muito pelo contrário, o argentino já era referência e um dos maiores atletas da história do futebol mundial. Mas na Seleção, as decepções continuaram. Foram duas eliminações: nas quartas de finais Copa do Mundo de 2010 e na Copa América de 2011, em casa para o Uruguai.

Para os argentinos, Messi era a grande esperança das últimas décadas para levar a albiceleste ao tricampeonato mundial. E ele realmente fez uma grande competição, sendo considerado o melhor atleta do mundial, mas ao mesmo tempo viveu sua maior decepção em quase uma década de seleção.

As três partidas da primeira fase foram suficientes para aumentar ainda mais as expectativas diante da Seleção Argentina, e principalmente em relação à Messi. Lionel foi destaque e protagonista nas três vitórias diante da Nigéria, Bósnia e Irã, em uma campanha de 100% de aproveitamento. No "mata a mata", a dificuldade em relação as modestas seleções enfrentadas na fase de grupos ficou ainda maior. As classificações nas oitavas diante da Suiça e nas quartas contra a supreendente Bélgica foram ambas pelo placar mínimo. A primeira inclusive teve que ser conquistada na prorrogação. Messi esteve apagado nas duas partidas, e Dí Maria se tornou protagonista.

Em seguida veio a Holanda. Em mais uma partida extremamente equilibrada o tempo normal passou, tal como a prorrogação. Nas penalidades brilhou a estrela de Romero, que se tornou herói após mais uma aparição discreta de Messi. A final no Maracanã chegou, onde uma reedição da Copa de 90 acabou ocorrendo diante da Alemanha. Mais uma vez o tempo normal passou, e Lionel Messi mais uma vez acabou aparecendo pouco. Na segunda etapa, o craque até teve uma boa chance de inaugurar o marcador ao receber em ótimas condições dentro da área, mas desperdiçou. Desta vez, a prorrogação definiu o destino das equipe quando Gotze saiu do banco de reservas para dar, certamente, a maior decepção da carreira de Lionel Messi.

Foto: Amin Mohammad Jamili/ Getty Images 

Copa América do Chile

Por último, e não mais sofrido veio a Copa América do Chile. Um ano após o fiasco do Maracanã, Lionel Messi se juntava a Seleção Argentina após conquistar sua oitava UCL pelo Barcelona. Para os hermanos, ele seguia com a imagem de um atleta pouco decisivo pela albiceleste. 

Com uma seleção ainda mais experiente e "calejada" após a forte decepção, os argentinos chegaram como um dos principais favoritos ao título, já que o Brasil vivia a maior crise de sua história após o "7 a 1", e o Uruguai não tinha sua principal peça, Luís Suárez que estava suspenso após morder Chiellini na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo no Brasil. Contudo, a Argentina ainda deveria encarar as emergentes Colômbia e Chile, La Roja inclusive era a anfitriã da competição, e vivia uma enorme expectativa em conquistar seu primeiro título profissional.

A fase de grupos foi tranquila. A Argentina saiu invicta após duas vitórias sob Jamaica e Uruguai e um empate diante do Paraguai, após sair na frente com dois tentos de vantagem. A primeira pedreira mesmo surgiu na fase seguinte. Diante da Colômbia de James Rodríguez, a albiceleste foi superior durante todo o tempo normal, porém, Ospina fez uma partida praticamente perfeita, e levou a decisão para as penalidades. Zuniga e Murillo, responsáveis pela discussão que suspendeu Neymar na fase de grupos erraram suas respectivas cobranças, e mantiveram as esperanças de Messi.

Nas semi-finais, vitória impiedosa pra cima do Paraguai. Após o empate na fase de grupos, a albiceleste não teve conhecimento dos comandados Ramón Díaz, na ocasião, atuais campeões da Copa América, ao aplicar um sonoro 6 a 1, garantindo a vaga e a terceira oportunidade de Messi em se consagrar. A decisão foi diante da empolgada Seleção Chilena. Com Alexis Sánchez e Arturo Vidal em um momento fantástico, La Roja atuou com a alma de todo um país, que esperava conquistar o primeiro título de sua história. Os 90 minutos foram de superioridade chilena e de chances desperdiçadas do outro lado, principalmente em lances envolvendo Gonzalo Higuaín. Nos penais, Banega e novamente Higuaín jogaram para fora não somente suas cobranças, mas também a chance Lionel Messi conquistar pela primeira vez um título pela albiceleste.

Foto: Juan Mabromata/ Getty Images)