Argentina leva a melhor diante da Argélia com Calleri decidindo e segue viva pelo tri

Ex-tricolor brilha, marca gol decisivo e deixar equipe hermana viva na briga pela vaga; Argelinos dão adeus ao torneio

Argentina leva a melhor diante da Argélia com Calleri decidindo e segue viva pelo tri
Foto: Getty Images
Argentina
2 1
Argélia
Argentina: Rulli; José Gómez, Gianetti, Victor Custa e Alexis Soto; Ascacibar, Martinez e Lo Celso (Romero, min. 72); Ángel Correa (Simeone, min. 82), Calleri e Pavón (Espinoza, min 86).
Argélia: Chall; Abdellauoi, Demmou, Bounedjah, Belkebla, Benkablia (Dourfalou, min. 81), Haddouche (Meziane, min 55), Benguit, Bendebka, Ferhani e Ait-Atmane (Benkhemassa, min. 36)
Placar: 1-0, min. 46, Correa. 1-1, min. 63, Bedebka. 2-1, min. 71, Calleri.
ÁRBITRO: Cuneiç Shakir (Tur). Amarelos: Correa (min. 25), Cuesta (min. 37), Belkleba (min. 38), Hadoucche (min. 39), Benklabia (min. 44), Abdellaoui (min. 49), Demmou (min. 51), Benkemassa (min. 92) Vermelho: Cuesta (min. 48), Abdellaoui (min. 67)
INCIDENCIAS: Segunda rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos 2016

A segunda rodada da chave masculina do futebol reservou um encontro bem interessante. Dois times que perderam na estreia se encontraram no Engenhão para ver quem sobreviveria. A bi campeã olímpica, Argentina, tinha grande torcida celeste para encarar a Argélia, com a simpatia do público carioca.

E quem foi ao estádio viu uma partida bem disputada, física, com boas chances, muitos erros, duas expulsões e vitória hermana. Correa e Calleri brilharam, enquanto a disposição africana não foi o suficiente para deixar a Argélia viva na competição.

Com a vitória, a Argentina segue na briga por uma vaga no mata-mata. Agora enfrentará Honduras precisando do resultado. O empate dá a vaga direta ao time da América Central.

Já a Argélia não tem mais condições de classificação e pega o líder Portugal para, ao menos, sair de cabeça erguida do torneio.

Faltas, poucas chances e expulsão

Favoritos pelo peso da camisa, o time masculino da Argentina entrou pressionado após derrota na estreia. Novamente, a torcida presente no estádio estava apoiando o time rival, nesse caso, a Argélia. Sem o peso e com um time mais entrosado, os africanos dominaram o começo do jogo, mas sem conseguir envolver a ponto de finalizar.

O nervosismo argentino se refletia na saída de bola, com muitos passes errados e enormes espaços entre os setores ofesinvos. Sabendo disso, a equipe argelina tratou de por a bola no chão e jogar nesse espaço deixado. Ferhani era o mais perigoso e obrigava Rulli a trabalhar. Benkablia avançava como elemento surpresa e arrancava suspiros da torcida brasileira.

O nervosismo também era demonstrada na marcação. Os dois times entravam forte, não aliviavam e as faltas eram pesadas. Só no primeiro tempo, foram seis amarelos. Mas o mais pesado e sentido, foi logo do capitão argentino. Victor Cuesta vacilou no combate e cometeu falta em Atmane. Como já tinha cartão, foi para o chuveiro mais cedo. Delírio da torcida.

O fim do primeiro tempo deixava esperanças de um jogo melhor, até pela necessidade das equipes de vencer.

Gol relâmpago muda o panorâma

Nem tivemos tempo de imaginar como seria o segundo tempo.Logo no primeiro minuto, Rulli deu um balão pra frente, Calleri deu uma casquinha de cabeça e Correa apareceu livre pela meia esquerda. O camisa 10 só teve o trabalho de tirar do goleiro e aliviar a equipe argentina.

Com o placar adverso e um a mais, era obrigação da Argélia se sair mais. E por duas vezes quase surgiu o empate. Primeiro com Bendebka e depois num chute cruzado de Demmou, que assustou demais o Rulli. Mas pouco depois, linha de passe com a zaga argentina avançada e Bendebka saiu de cara contra Rulli. Um tapa rasteiro e a bola foi morrer no fundo da rede.

A moral africana estava alta, mas os jogadores amarelados estavam do mesmo tamanho. E numa arrancada de Correa, Abdellaoui deu uma pancada e recebeu o segundo cartão, assim, deixando ambos os times com 10. 

E quem poderia decidir, apareceu. Tudo bem que Calleri perdeu um gol debaixo das traves após chute cruzado de Lo Celso, mas, após enfiada de Correa, o ex-jogador do São Paulo saiu cara a cara com o goleiro, tentou driblar, a bola espirrou entre o arqueiro e o atacante e morreu no fundo da rede. Argentina novamente na frente.

A Argélia sentiu o gol e a expulsão. Já não conseguia mais trocar passes sem deixar espaços. E seus erros facilitavam a vida do time celeste. Só que a cautela em não se expor e o físico já sem responder, fizeram a Argentina não ter o mesmo desempenho. Os espaços apareciam, mas Calleri, Pavón e Correa não finalizavam.

O jogo passou a ficar com muitos erros, muita disposição e vontade, mas pouca qualidade. Nem as mudanças fizeram efeito e a grande torcida argentina, presente no Engenhão, saiu cantando mais alto, confiante na classificação.