Com medo de água "batizada", seleção peruana levará próprias garrafas para Argentina

Argentina e Peru jogam partida decisiva nesta quinta-feira, na Bombonera, e os visitantes temem que episódio com o Brasil na Copa de 90 se repita

Com medo de água "batizada", seleção peruana levará próprias garrafas para Argentina
Rodrigo Buendia / AFP

A comissão técnica da Seleção Peruana está precavida para decisão desta quinta-feira (5) contra Argentina, na Bomborena, a partida está valendo uma vaga na Copa do Mundo 2018. Os peruanos não disputam uma Copa do Mundo desde 1982. E estão diante da sua maior chance desde então. A seleção do Peru vai levar garrafas de água mineral e de refrigerantes de seu país para Buenos Aires

O técnico Ricardo Gareca descobriu que o treinador argentino Jorge Sampaoli colocou um espião nos treinos da sua equipe. Após o ocorrido, a comissão técnica está planejando detalhadamente todos os passos dos jogadores na chegada à capital Argentina. A seleção peruana só vai chegar a Buenos Aires na noite de quarta-feira, apenas 24 horas antes do jogo, e carregando todas as suas bebidas lacradas.

Segundo o jornalista Ariel Palácios, os peruanos estão com medo de ver seus jogadores sofrerem a mesma situação que aconteceu no Argentina x Brasil da Copa de 1990, quando o massagista argentino Miguel Galíndez deu um garrafa de água com tranquilizantes ao lateral-esquerdo brasileiro Branco. O jogador brasileiro bebeu a água oferecida pelos argentinos. Após a partida, Branco afirmou ter passado mal no intervalo. O Brasil acabou perdendo por 1 a 0, gol de Caniggia, e foi eliminado do Mundial. A Argentina foi vice-campeã do mundo, perdendo o título para a Alemanha.

"Nesse contexto, com esses precedentes, os peruanos estão muito desconfiados sobre uma eventual manobra local para incluir elementos disruptivos no líquido. Por este motivo, estão levando para Buenos Aires água mineral e refrigerantes próprios. O médico da seleção peruana não declarou oficialmente a desconfiança. Oficialmente, o motivo de levar é evitar o que ele chamou de "desarranjos" que podem ocorrer quando os jogadores viajam para outros países", disse Ariel Palácios,