Dezesseis anos depois, Walter Erviti reencontrará Flamengo em uma final continental

Volante, atualmente no elenco do Independiente, fazia parte do plantel do San Lorenzo em 2001, quando as duas equipes fizeram a final da Copa Mercosul

Dezesseis anos depois, Walter Erviti reencontrará Flamengo em uma final continental
Foto: Gabriel Rossi/LatinContent WO

Walter Erviti é um daqueles jogadores que têm personalidade forte e não faz questão de escondê-la. Um volante à moda dos anos 90, conhecido como “cão de guarda”, o experiente jogador de 37 anos tem muita vivência no futebol argentino e mexicano, países onde viveu toda a sua carreira como jogador de futebol. Atualmente no Independiente, a final da Copa Sul-Americana, que será disputada na próxima quarta-feira (6), trará lembranças ao volante.

Isso porque Erviti foi revelado pelo San Lorenzo no final dos anos 90, assumindo a titularidade e o posto de um dos principais jogadores da equipe mesmo tão jovem – na época, com 20 anos. O volante foi titular da equipe de Almagro na final Copa Mercosul de 2001, justamente contra o Flamengo. 16 anos depois, Erviti reencontrará o Rubro-Negro em outra final continental.

Na ocasião, Erviti saiu feliz do confronto, já que o San Lorenzo confirmaria o título do torneio após uma vitória por 4 a 3 nos pênaltis. É importante ressaltar que esse foi um ano histórico para o CASLA, já que essa equipe conseguiu vencer 13 partidas consecutivas, sendo, até hoje, o recorde de uma equipe argentina na história do futebol.

Erviti contra o Flamengo, em 2001 (Foto: Miguel Mendez/AFP)

Após rodar por Monterrey, Banfield, Boca Juniors e Atlante, Erviti retornou, em 2014, retornou para o Banfield, ajudando o clube a se reconstruir após uma queda para a segunda divisão e sendo, nos últimos meses, um dos principais nomes do elenco que garantiu a equipe de Buenos Aires na Taça Libertadores de 2018, competição que não disputava desde 2010.

A boa campanha no Banfield foi o motivo de sua transferência ao Independiente. Com 37 anos, não consegue jogar todas as partidas com frequência, apesar da qualidade técnica que possui. O papel de Erviti na equipe de Avellaneda é ser uma espécie de mentor, já que o elenco possui peças muito jovens. É importante ter a presença de alguém com rodagem, o que possibilita acalmar os jovens talentos, como Ezequiel Barco, nas horas de tensão – assim como é uma final de Copa Sul-Americana.

Mesmo não sendo titular e com poucas chances de entrar no decorrer das partidas, essa final trará lembranças ao jogador. Walter Erviti já teve uma história feliz contra o Flamengo, mas os tempos atuais são diferentes. Hoje, as duas equipes chegam em pé de igualdade e não há favorito para esse confronto.