Ídolo e capitão, Tagliafico é a principal arma defensiva do Independiente

Versatilidade para defender e atacar contribuiram para Tagliafico a conquistar a confiança da torcida do Rey de Copas

Ídolo e capitão, Tagliafico é a principal arma defensiva do Independiente
(Foto: MB Media / Getty Images)

Por mais craques que uma equipe tenha, é fato concreto que sem uma boa defesa, dificilmente um time conseguirá grandes feitos. No Independiente não é diferente. Se Barco, Meza e Gigliotti conseguem definir na frente é porque contam com boas peças na parte defensiva. Entre elas, está o capitão Nicolás Tagliafico, lateral-esquerdo e um dos principais destaques do Rey de Copas na final da Copa Sul-americana.

Histórico

Desde o começo da carreira, Tagliafico foi considerado um lateral moderno, por ter qualidade tanto defendendo, como atacando, o que o levou a estrear no time principal do Banfield, com apenas 17 anos. As boas atuações nos poucos jogos que fez como titular no seu primeiro ano de profissional, fizeram com que ele fosse convocado para as seleções de base da Argentina.

Com a queda do Banfield para a Série B, não houve outra alternativa a não ser emprestar o jovem lateral para o Real Murcia. Por lá, ele teve destaque, ganhando rapidamente a posição de titular, mas acabou por voltar, ajudando o seu clube de origem a voltar para a primeira divisão.

Em 2015, foi contratado pelo Independiente e logo caiu nas graças do torcedor, sendo titular em todos os jogos do Campeonato Argentino, já que, apesar de jogar na defesa, Tagliafico é muito disciplinado. Para se ter uma ideia, desde 2014 ele tem apenas duas expulsões. O fato de ter bom preparo físico também auxilia nisso, já que dificilmente se machuca.

Nas temporadas de 2016 e 2017, Tagliafico conseguiu melhorar ainda mais seu futebol, fazendo com que a torcida peça constantemente a sua convocação para a seleção principal, já que Jorge Sampaoli tem poucas opções de qualidade para a posição, além de ter ganhado a faixa de capitão. Esse desejo foi atendido quando Tagliafico foi convocado para um amistoso contra a Seleção Brasileira, atuando por poucos minutos.

Se conseguir pelo menos o empate no Maracanã, além de tirar o Independiente de uma fila sem títulos, ele terá a honra de, com apenas 25 anos, levantar o troféu da Copa Sul-americana 2017, mantendo a escrita do Rey de Copas de nunca ter perdido uma final de competição continental.

Lateral jogou alguns minutos contra a Seleção Brasileira (Foto: Quinn Rooney/Getty Images)
Lateral jogou alguns minutos contra a Seleção Brasileira (Foto: Quinn Rooney/Getty Images)

Desafios na grande final

Com a responsabilidade de defender uma camisa que tem a tradição de ser a maior campeã da Libertadores, com sete títulos, ele teve a missão de conter o ímpeto de Everton Ribeiro, um dos principais jogadores da equipe carioca, na primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Sem decepcionar, ele conseguiu anular quase todas as jogadas pelo seu setor.

Para o segundo jogo, paira a dúvida de como Reinaldo Rueda colocará o Flamengo em campo. Caso repita a escalação, Everton Ribeiro novamente terá o argentino na cola. No caso de Vinicius Júnior começar como titular, ou entrar no segundo tempo, Tagliafico pode ter dificuldades como teve quando a joia do Flamengo esteve em campo, sendo importante ressaltar que àquela altura, ele já tinha cartão amarelo.