Aposentado, Abbiati critica últimas temporadas do Milan: "Falta vontade a alguns jogadores''

Campeão de praticamente tudo com o manto rossoneri, o experiente goleiro citou os últimos anos sofridos da equipe

Aposentado, Abbiati critica últimas temporadas do Milan: "Falta vontade a alguns jogadores''
Christian Abbiati se aposentou aos 38 anos neste última temporada (Foto: Marco Luzzani/ Getty Images)

Recém aposentado, Christian Abbiati desabafou sobre as últimas temporadas da equipe do Milan. Acostumado com conquistas como o da Uefa Champions League e três Scudettos, o ex-arqueiro de 38 anos parece ter vivido momento difíceis nestes últimos anos em Milão. Na última temporada por exemplo, os rossoneri ficaram apenas na sétima colocação da Serie A, e perderam a Copa Itália na prorrogação para a rival Juventus.

"Esta equipe vale muito mais do que um simples sétimo lugar. Com a atitude certa, podemos nos classificar para a UCL já no próximo ano. Brocchi tem razão quando diz que falta vontade para alguns jogadores a falta de atitude. Não me refiro a erros técnicos", desabafou o goleiro ao Gazzeta dello Sport.

Multicampeão nas duas últimas décadas pelo clube, Abbiati comparou os dois momentos completamente distintos em que esteve no elenco do Milan.

"Se eu fechar os olhos e pensar no Milan até 2011, vejo uma equipe diferente em todos os sentidos. Talvez eu pense com os valores que tenho absorvido de pessoas como Albertini, Alessandro Costacurta e Maldin", declarou.

"Em todas as derrotas nesses últimos anos eu mesmo não me sentia a vontade em aparecer em públco. Por diversas vezes cheguei ao ponto de acordar em uma manhã de segunda-feira e não querer pisar pra fora de casa. Tinha vergonha de ir para a rua com as más apresentações do time, mesmo com minha consciência limpa", afirmou.

Relacionado entre os titulares para o confronto diante da Roma na última rodada da Serie A, Abbiati falou ainda sobre ter cedido seu lugar para o Donnarumma, devido a importância da partida.

"Não foi nenhum problema. Na verdade, eu já estava no banco e eu tinha que ser honesto sobre isso. Infelizmente não estava bem para uma partida de tamanha importância como aquela. Mas minha decisão da aposentadoria dependia também das perspectivas do próximo ano. Obtive grandes momentos e não queria terminar minha carreira por baixo. Era uma questão de orgulho e dignidade pessoal", concluiu o atleta que vestiu o manto do Milan por 380 partidas durante 18 anos, dentre alguns empréstimos.