Após novela, Milan é vendido a grupo chinês; diretoria se movimenta para reforçar a equipe

Nas próximas três temporadas, 350 milhões de euros serão investidos na equipe pelo conjunto Changxing; Cuadrado e Sosa podem chegar ao time por empréstimo, com opção de compra

Após novela, Milan é vendido a grupo chinês; diretoria se movimenta para reforçar a equipe
Berlusconi deve ficar como presidente honorário do Milan (Foto: Federico Ferramola/NurPhoto/Getty Images)

Na manhã desta sexta-feira (5), diversos jornais italianos divulgaram a venda de 99,93% do Milan para o grupo Changxing. Um pré-contrato foi assinado, e os valores da transação giram em torno de € 740 milhões; cerca de € 250 milhões, desta quantia, custearão dívidas do clube.

O acordo também define que, nas próximas três temporadas, os novos propritários invistam € 350 milhões no time. Deste dinheiro, € 100 milhões já irão ao clube nesta temporada, porém, por conta do fechamento da atual janela de transferências – dia 31 de agosto –, apenas € 15 milhões serão gastos nas próximas semanas e os outros € 85, em janeiro de 2017. A informação foi confirmada pela Fininvest, empresa de Silvio Berlusconi, ex-proprietário do clube.

Outros € 15 milhões já estão sendo investidos, porém, por Berlusconi. Deste dinheiro, € 8 milhões são destinados à compra do zagueiro paraguaio Gustavo Gómez, de 23 anos, ex-Lanús, confirmado no início desta tarde pelo Milan.

Segundo afirma o jornal italiano La Stampa, Silvio Berlusconi irá continuar na diretoria rossonera, mas como presidente honorário. Ainda de acordo com o periódico, os chineses visam um novo nome para assumir as funções de CEO do Milan, que antes pertencia a Adriano Galliani, braço direito de Berlusconi. O nome mais indicado é o de Marco Fassone, ex-cartola de Juventus, Napoli e Internazionale. Ainda não há rumores na imprensa italiana sobre o futuro de Barbara Berlusconi, que esteve à frente da área de marketing nos últimos anos.

Galliani e Barbara eram os CEOs do Milan antes da chegada dos chineses (Foto: Divulgação/Milan)
Galliani e Barbara eram os CEOs do Milan antes da chegada dos chineses (Foto: Divulgação/Milan)

Com a venda ao grupo chinês, encerra-se a 'era Berlusconi' no Milan. Em 30 anos à frente da agremiação, o clube italiano conquistou 28 títulos oficiais, entre estes cinco trófeus da Uefa Champions League, firmando-se um dos gigantes da Europa e do mundo. Com problemas financeiros nos últimos anos, no entanto, o Diavolo passou a estar aquém das expectativas de seus torcedores, estando longe das competições europeias e vendo a Juventus se tornar hegemônica nacionalmente.

Sem poder continuar à frente dos rossoneri, Silvio percebeu que a venda da equipe poderia a solução para o seu renascimento. Por isso, encontrou e conversou com vários representantes de grupos financeiros, a fim de encontrar o melhor comprador. Nos últimos meses, conversas com investidores chineses se intensificaram, e os rumores sobre a iminente venda aumentaram, gerando temor e ansiedade na torcida, que almeja voltar a comemorar conquistas.

Possíveis reforços

Embora ainda não haja dinheiro para grandes investimentos na atual janela de transferências, o Milan pode voltar à carga por três jogadores. Segundo o SportMediaset, Galliani vai tentar, finalmente, fechar com os argentinos Mateo Musacchio, do Villarreal, e José Ernesto Sosa, do Besiktas. Ambos estão no radar do Milan desde julho, mas a falta de dinheiro impediu que o clube os contratassem de imediato. A princípio, os dois seriam contratados por empréstimos com opção de compra ao fim do vínculo.

O veículo de comunicação também relata que há outros dois nomes na mira do Milan. Tratam-se de Juan Cuadrado, meia do Chelsea, e Leonardo Pavoletti, atacante do Genoa. Por fim, a publicação indicava outros três nomes em que os rossoneri entraram em contato recentemente: Shkodran Mustafi, zagueiro do ValenciaAlejandro Darío Gómez, atacante da Atalanta; e Mateo Kovacic, meio-campista do Real Madrid.

A janela de transferências do futebol europeu se fecha no dia 31 de agosto.