Arrigo Sacchi ataca Napoli e afirma que clube não deveria pensar em título da Serie A

Para lendário treinador italiano, vislumbrar Scudetto em 2017/18 é meta irreal para equipe de Maurizio Sarri

Arrigo Sacchi ataca Napoli e afirma que clube não deveria pensar em título da Serie A
Foto: Jack Guez/AFP

Arrigo Sacchi, um dos grandes e revolucionários treinadores da história do futebol italiano, se envolveu em nova polêmica nesta segunda-feira (31). Com o seu jeito irreverente e sem papas na língua, o ex-Milan apontou a Juventus como grande favorita ao título da Serie A em 2017/18 e teceu duras críticas a um dos principais rivais da Vecchia Signora nas últimas temporadas: o Napoli.

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Em entrevista concedida ao jornal Il Mattino, Sacchi não contemporizou e listou alguns motivos para não atribuir favoritismo ao time partenopeo, dentre eles a ausência de grandes craques no elenco.

"O Napoli está errado em falar sobre vencer a liga. Qual a história que eles têm para dizer isso? Não acredito que exista hoje, no Napoli, jogadores de 'pedigree' vencedor, a nível nacional ou internacional. É normal que equipes que possam gastar € 40-50 milhões em um único jogador sejam melhores. Não é como se eles tivessem trazido um Maradona ou Careca neste verão, por isso não compreendo o hype", afirmou categoricamente.

De acordo com o treinador, um dos grandes erros da equipe napolitana está em atribuir a si mesma uma posição de protagonismo e uma responsabilidade de vencer.

"O Napoli pode lutar pela Serie A, mas não são os favoritos e precisam focar em jogar sem ansiedade. É melhor que procedam com precaução, não precisam entrar em campo com a obrigação de conquistar. Não devem considerar fracasso caso um troféu não venha ao final da temporada. Colocar pressão sobre você mesmo é um erro imperdoável", declarou.

Nos últimos anos, o lendário treinador colecionou polêmicas. Em 2015, ao falar sobre as jovens gerações italianas, Sacchi afirmou que "faltava identidade nacional pela quantidade de estrangeiros e negros nas categorias de base". Sua declaração gerou grande revolta no mundo do futebol e aprofundou o debate sobre racismo na Itália.

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