Buffon indica que apatia da Itália se deve à derrota para Espanha no último mês

Goleiro da Azzurra afirmou que Seleção precisa mudar sua mentalidade se quiser ir à Copa

Buffon indica que apatia da Itália se deve à derrota para Espanha no último mês
Buffon, usando a camisa azul da Seleção Italiana, ao fim do jogo contra a Macedônia (Foto: Marco Bertorello/AFP/Getty Images)

A penúltima rodada do Grupo G das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018 definiu o destino da Seleção Italiana, que terá de enfrentar uma rodada de repescagem para tentar garantir vaga para o Mundial do próximo ano. Depois de empate desapontador contra a Macedônia, em 1 a 1, o goleiro Gianluigi Buffon veio a público para tentar explicar o motivo das más atuações que a Azzurra vem tendo recentemente. Para o jogador, tudo se trata de confiança.

O atleta da Juventus admitiu que a Itália não viveu um de seus melhores dias no jogo desta sexta (6) e apontou a derrota por 3 a 0 para a Espanha, sofrida no último mês, na 7ª rodada das Eliminatórias, como um dos fatores para que o rendimento italiano tenha caído tanto. Segundo o camisa 1, o revés fez com que os jogadores percebessem que não estavam no mesmo patamar da Fúria.

"Não foi uma grande perfomance e talvez o aspecto que mais dá medo é que, no nosso primeiro ano, estávamos animados e crescendo. A derrota para a Espanha certamente danificou nossa confiança e certezas, já que provavelmente pensamos que estávamos num nível acima do que realmente estamos. Ainda estamos carregando os efeitos daquela partida", afirmou o goleiro.

Buffon ainda deixou claro que jogadores mais experientes, como ele próprio, devem assumir uma postura de liderança, para buscar a vaga para a Copa do Mundo, uma vez que o futebol, como apontou o bianconero, é o "tesouro da nação": "Em alguns momentos, faltava algo para nós, mas os jogadores mais representativos devem ajudar a evitar uma situação negativa. Se formos sugados pelo redemoinho de negatividade e abaixarmos nossas cabeças, só vamos piorar. Precisamos de de uma mudança psicológica. Estamos falando de Itália, de Copa do Mundo. Não devemos ter pena de nós mesmos", ressaltou.

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