Ex-presidente da Federação Italiana de Futebol é acusado de assédio sexual; cartola nega

Dirigente esportiva confessou que Carlo Tavecchio tentou tocar em seus seios dentro da sede da entidade

Ex-presidente da Federação Italiana de Futebol é acusado de assédio sexual; cartola nega
Tavecchio se envolve em mais um escândalo (Foto: Stefano Montesi/Corbis via Getty Images)

Agora ex-presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol, em tradução livre), Carlo Tavecchio foi acusado, nesta terça-feira (21), de assédio sexual por uma dirigente esportiva, que preferiu não revelar sua identidade.

De acordo com a publicação do jornal Corriere della Sera, a mulher afirmou que o cartola, de 74 anos, tentou tocá-la dentro de um escritório na sede da entidade, em Roma, fechando as cortinas do local para que ninguém os visse.

"Eu entrei em seu escritório para falar sobre trabalho. Ele me colocou em cima da mesa, na sede da FIGC. Não deu tempo de dizer 'Presidente, como você está?' porque ele, olhando dentro dos meus olhos, disse: 'Você está em forma, dá para ver que faz muito [sexo]'. Então, depois: 'Deixe-me tocar seus peitos, venha, venha'", contou a dirigente.

Ela relatou também que "esse é apenas um incidente, eu poderia falar de muito mais", indicando que não foi um caso isolado. Segundo a cartola, o episódio aconteceu "recentemente", e ela tem provas de "áudio e vídeo" para respaldar sua acusação.

A resposta de Tavecchio

Após a explosão do caso, Tavecchio foi a público para negar a acusação de assédio sexual. Ele alegou que sempre se comportou de maneira correta durante seu período dentro da Federação Italiana.

"Em relação ao que foi relatado em alguns artigos de imprensa, eu reivindico a minha exatidão e, para proteger minha imagem e integridade, instruí meus advogados a agirem em todos os fóruns relevantes", disse.

Tavecchio renunciou à presidência da FIGC nessa segunda-feira (20), após o fracasso da Seleção Italiana, que não conseguiu se classificar à Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O cartola já esteve envolvido em outros casos polêmicos na Itália. Durante os três anos que ficou à frente da cúpula da FIGC, ele proferiu comentários racistas contra jogadores negros na Itália, e insultou judeus e homossexuais.