Koulibaly rompe silêncio sobre racismo:  "Se darmos as mãos, podemos resolver esse problema"

Senegalês se diz triste ao conviver com tal atitude demonstrada pela torcida napolitana, e também, na Itália

Koulibaly rompe silêncio sobre racismo:  "Se darmos as mãos, podemos resolver esse problema"
Zagueiro já tem dois gols em 13 jogos nesta temporada pelo Napoli (Foto: Francesco Pecoraro/Getty Images)

Um dos componentes da equipe do Napoli, líder da Serie A, com 38 pontos, vive um momento muito comum aos atletas estrangeiros. O racismo. Ato que por conta da formação cultural, e ideais ultrapassados, vitimizam pessoas que são diferentes aos olhares de certos torcedores.

Incomodado o defensor, Kalidou Koulibaly, que rompeu o silêncio nesta terça-feira (28) ao falar à TV Luna, sobre a situação que presencia nos gramados, e também, na Itália como um todo.

"Em algumas partes da Itália é possível perceber que existe mais discriminação do que em outras, em Nápoles não é diferente. Eles incomodam todos, seja pela cor ou pela sua nacionalidade, eu sou napolitano e me sinto triste ao ouvir os cânticos incitados pela torcida", contou o defensor natural do Senegal.

Além de ouvir tal cantos racistas, Koulibaly já foi vítima. Em janeiro de 2016, o defensor vivenciou a situação em um jogo contra a Lazio,uma das torcidas com mais reincidência em casos de racismo, no estádio Olímpico. No dia, a partida foi paralisada até que os torcedores se calassem. O zagueiro acredita que esta ação seja a decisão correta em casos assim, e completa. 

"Eu espero que isso possa ser eliminado e que nós possamos conviver com a igualdade por todo o mundo. É preciso lidar com o problema primeiro, é apenas uma parte do estádio. Se darmos as mãos, poderemos encontrar uma solução. Não existe diferença entre nós, seja pela cor ou peso, não existe diferença. Até mesmo no Napoli, nós somos de diversos países diferentes, mas convivemos como uma família", finalizou.