Recuperado de lesão, Buffon diz sentir 'vontade de competir' e admite adiar aposentadoria

Goleiro demonstra vontade de continuar jogando pela Juventus após o fim da atual temporada

Recuperado de lesão, Buffon diz sentir 'vontade de competir' e admite adiar aposentadoria
Segundo o técnico Allegri, Buffon voltará à meta da Juventus na próxima semana (Foto: Tullio Puglia/Getty Images)

Prestes a completar 40 anos, o goleiro Gianluigi Buffon admitiu que pode adiar a aposentadoria dos gramados. O experiente jogador já havia declarado que o título da atual edição da Uefa Champions League seria a única condição que o fizesse continuar atuando. Porém, em entrevista ao jornal La Repubblica, 'Gigi' indicou que pode seguir defendendo a meta da Juventus mesmo sem a taça da UCL.

"Eu vou me encontrar com o presidente Agnelli em breve e vamos falar sobre isso", disse o camisa 1. "Eu gostaria de continuar, mas a melhor solução deve ser encontrada com o clube, construindo juntos um caminho lógico e compartilhado", acrescentou.

Buffon se recuperou de uma lesão na panturrilha que o afastou dos gramados por quase dois meses. O capitão da Juventus voltou aos treinos na última quarta-feira (24), e o técnico Massimiliano Allegri confirmou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (26), a presença do atleta no jogo contra a Atalanta, terça-feira que vem (30), em Bérgamo, pela ida da semifinal da Copa Itália.

Buffon já disputou mais de 600 jogos com a camisa da Juventus

Buffon afirmou que, ainda que esteja a dois dias de completar 40 anos, o tempo em que ficou de fora de campo o fez sentir vontade de competir. "Quanto à lesão, nada acontece por acaso. A pausa foi bam para mim, me passou uma mensagem clara e me obrigou a pensar. Agora sinto vontade de competir, o que é estranho pela minha idade", destacou.

O goleiro ainda não tem em mente o que fará após pendurar as chuteiras, mas uma opção já está descartada: ser treinador de algum clube. "Eu pedi conselhos ao [técnico Marcello Lippi], ele me disse para fazer um ano sabático, para olhar o mundo do futebol de fora com um pouco de desapego e entender o que realmente estou interessado. Não serei treinador de clube. Mas ser técnico de seleção é um compromisso estimulante, estarei representado e unindo um país inteiro", pontuou.