Dirigente do Arsenal diz que irá definir futuro de Wenger 'no seu próprio tempo'

Contrato do francês vai até o final da temporada e ele tem sido ligado ao cargo de treinador da Seleção Inglesa de futebol

Dirigente do Arsenal diz que irá definir futuro de Wenger 'no seu próprio tempo'
Foto: Stuart MacFarlane / Getty Images

Neste final de semana, Arsène Wenger comemorou seus 20 anos no comando do Arsenal, vencendo três Premier League e seis FA Cup. A última PL que venceu foi em 2004, o que acaba levando à críticas e, com contrato terminando ao final da atual temporada, o Chefe Executivo do clube, Ivan Gazidis, afirmou em uma conferência no Vaticano que decidirão a permanência ou não no time 'no seu tempo'. 

Gazidis, contratado pelo próprio Wenger, participou de uma conferência no Vaticano sobre Fé e Esporte e, durante ela, acabou sendo questionado sobre o futuro do treinador francês no Arsenal. Na resposta, o sul-africano enfatizou a clareza entre as duas partes e afirmou que ambos não têm pressa para definir algo. 

"Ele [Wenger] tem sido claro conosco, da mesma maneira em que somos com ele", comentou. "É uma decisão mútua sobre o quão longo ele permanecerá no clube. Ambos têm de estar na mesma página, com o mesmo pensamento, porque, em um senso futebolístico, ele tem transformado o time. Contudo, o Arsenal não é Arsène Wenger. Ambos não são a mesma coisa", lembrou. 

Desde a primeira rodada os Gunners se encontram invictos na Premier League, se posicionando no G-4 do certame, lugar em que Wenger sempre esteve presente. O fato do time não ganhar nenhum título da liga nacional há 12 anos mexe com o psicológico do torcedor e muitos acabam pedindo a saída do técnico francês há alguns anos e, atualmente, muitos se encontram esperançosos sobre o futuro do clube.

Wenger também tem sido linkado com o cargo de treinador permanente da Seleção Inglesa, após a demissão de Sam Allardyce, acontecida por envolvimentos do ex-treinador do English Team em ensinamentos de como burlar as leis de contratações da Premier League. O técnico francês, porém, tem sido ligado à vaga de treinador da Inglaterra sempre que ela fica vazia.